<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498</id><updated>2011-11-27T20:38:13.732-03:00</updated><category term='Filmes Romance'/><category term='Documentários'/><category term='Teoritagens'/><category term='Poesitagens'/><category term='Somniu Vitae'/><category term='Ironiragens'/><category term='Filmes Trash'/><category term='Horrorfest 2007'/><title type='text'>This could last us all a lifetime</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-3984629326035205716</id><published>2011-08-15T06:01:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T06:02:05.072-03:00</updated><title type='text'>Te amo, raposa!</title><content type='html'>E um belo dia, enquanto te deixava em casa, numa frase singela de "eu te amo" eu quis dizer-te, raposa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E foi então que apareceu a raposa:&lt;br /&gt;- Bom dia, disse a raposa. &lt;br /&gt;- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada. &lt;br /&gt;- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... &lt;br /&gt;- Quem és tu? perguntou o principezinho. &lt;br /&gt;Tu és bem bonita. &lt;br /&gt;- Sou uma raposa, disse a raposa. &lt;br /&gt;- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste... &lt;br /&gt;- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. &lt;br /&gt;Não me cativaram ainda. &lt;br /&gt;- Ah! Desculpa, disse o principezinho. &lt;br /&gt;Após uma reflexão, acrescentou: &lt;br /&gt;- O que quer dizer cativar ? &lt;br /&gt;- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? &lt;br /&gt;- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar? &lt;br /&gt;- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. &lt;br /&gt;Significa criar laços... &lt;br /&gt;- Criar laços? &lt;br /&gt;- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. &lt;br /&gt;E eu não tenho necessidade de ti. &lt;br /&gt;E tu não tens necessidade de mim. &lt;br /&gt;Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... &lt;br /&gt;Mas a raposa voltou a sua idéia: &lt;br /&gt;- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. &lt;br /&gt;E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... &lt;br /&gt;A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe: &lt;br /&gt;- Por favor, cativa-me! disse ela. &lt;br /&gt;- Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer. &lt;br /&gt;- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! &lt;br /&gt;Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. &lt;br /&gt;Mas tu não a deves esquecer. &lt;br /&gt;Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabias, raposa, que a raposa em questão era eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-3984629326035205716?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/3984629326035205716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=3984629326035205716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3984629326035205716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3984629326035205716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2011/08/e-um-belo-dia-enquanto-te-deixava-em.html' title='Te amo, raposa!'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-3770702832208503465</id><published>2011-07-20T05:40:00.003-03:00</published><updated>2011-07-20T05:43:24.408-03:00</updated><title type='text'>Epifania Flatulenta</title><content type='html'>Estava fumando um cigarro agora a pouco, quando - deslumbrado com o brotamento de cores provenientes do raiar do sol - tive o seguinte pensamento:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Poxa! A maior parte das pessoas devem estar dormindo e nem vão presenciar isso! Acho que eu deveria registrar essa cena para que todos vissem..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no instante entre a concordância para com minhas próprias divagações e mais uma tragada, soltei daqueles peidos que nos enche de orgulho. Daqueles bem sonoros. Então me dei conta de que isso é bobagem! Se apoderar das arbitrariedades do universo é uma extrema idiotice. Todas as idéias que juramos ter, estão aí pra qualquer um em momento qualquer, também tê-las. Se alguém consegue conciliar todas as variáveis e maquinar as idéias primeiro que os outros, o primeiro pensamento é compartilhar com o maior número de pessoas para que elas saibam que aquilo "surgiu" de sua própria cabeça. BOBAGEM! Você que estava no local certo olhando pro ponto exato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, éramos educados em contato com o mundo - com as idéias. Hoje em dia somos privados de entrar em contato com a realidade, afim de absorvermos todas as informações decorrentes da visão de um ou outro fulano qualquer. Será que ninguém nunca se sentiu prisioneiro de salas de aula? De telas de televisão ou computadores?&lt;br /&gt;Creio que a evolução da nossa espécie tenha tomado um caminho de volta sem que tenhamos percebido. Contornamos uma montanha e, pouco a pouco, retornamos de volta a caverna de Platão. Cavernas com várias parafernálias - diga-se de passagem - que nos mostram o mundo lá fora pelas perspectivas de quem nos mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, estamos cada vez mais antenados com tudo que se passa mundo a fora, apesar de ficarmos reclusos ao mesmo. E quanto mais as pessoas se acharem donas das suas próprias idéias, menos do mundo restará para os que ainda virão. Além de consumir todos os recursos naturais do planeta, a raça humana está esgotando também os recursos racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eu posso me manifestar com esse ponto de vista se, nesse exato instante, me apodero dessa idéia?  - AH! Aí é que tá! Não estou me apoderando... Espere pelo próximo dia e busque apreciar o raiar do sol com seus próprios olhos e, quem sabe, entre uma tragada e um peido você também não consiga entrar em contato com essa mesma idéia que, a pouco, pude enxergar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-3770702832208503465?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/3770702832208503465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=3770702832208503465&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3770702832208503465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3770702832208503465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2011/07/epifania-flatulenta.html' title='Epifania Flatulenta'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-9009387371699625769</id><published>2011-06-30T14:22:00.010-03:00</published><updated>2011-07-01T04:25:47.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Poema meu</title><content type='html'>Poema meu&lt;br /&gt;tudo que era meu&lt;br /&gt;&lt;i&gt;agora é teu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonaste,&lt;br /&gt;amor meu,&lt;br /&gt;este poema que&lt;br /&gt;&lt;i&gt;agora é teu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com humildade recolhi-o,&lt;br /&gt;poema meu,&lt;br /&gt;em respeito ao que é teu&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por não mais ser meu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a dedicar teus versos,&lt;br /&gt;poema meu,&lt;br /&gt;ao amor teu&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por não mais ser meu.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-9009387371699625769?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/9009387371699625769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=9009387371699625769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/9009387371699625769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/9009387371699625769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2011/06/poema-meu.html' title='Poema meu'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7515978614418745108</id><published>2010-08-30T09:15:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T12:42:20.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 10</title><content type='html'>&lt;p&gt;Durante todo o percurso até a casa, onde Valentina estava, estive analisando várias memórias - minhas ou não. Assim como numa fotografia, é possível percebermos detalhes que antes passaram despercebidos - já que nossa percepção sofre deformações de acordo com as sensações e sentidos que estivermos usando/sentindo naquele exato instante…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cada rua cruzada uma nova memória era ativada. Quantas madrugadas eu já havia compartilhado com todas aquelas ruas! – Um fato curioso que até agora eu não havia comentado, é que um dos meus passatempos preferidos é andar de skateboard durante a madrugada. A melhor forma de se conhecer os segredos de uma cidade é durante a madrugada! É o momento no qual as pessoas menos interessantes se tornam o que há de mais interessante…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Foi durante essa caminhada pensante que me dei conta de que algumas memórias não batiam com a realidade. Alguma coisa estava errado com minha cabeça. Não conseguia distinguir se era algo que estava faltando ou se eu estava começando a misturar tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Victor, alguma coisa realmente está errada.      &lt;br /&gt;- Você também notou? Eu achei que fossem as suas memórias…       &lt;br /&gt;- Não é. Acho que uma das suas aventuras foi um pouco além dos limites.       &lt;br /&gt;- Por que tem que ter sido uma aventura MINHA?       &lt;br /&gt;- Você considera Valentina uma simples aventura?       &lt;br /&gt;- Ah! Dane-se o que ela seja! Se bem que, agora que você falou… lembra qual foi a memória que passamos pra ela?       &lt;br /&gt;- Quê? Acha que ela teria a capacidade de selecionar uma das nossas? Não seja tão ingênuo. Esqueceu o tempo que você levou pra conseguir isso?       &lt;br /&gt;- Vai saber…       &lt;br /&gt;- Olha, Victor, acho que essa sua infantilidade sobre o caráter de Valentina poderá nos causar problemas. Ela não pode desconfiar.       &lt;br /&gt;- Essa é boa! Agora eu sou infantil por desconfiar do caráter de uma puta qualquer?       &lt;br /&gt;- Você sabe tão bem quanto eu que ela não é uma qualquer!       &lt;br /&gt;- Tem razão! Não seria uma qualquer que me faria ficar tão intrigado.       &lt;br /&gt;- Chega de idiotice! Olhe, alguém conhecido.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despertando de todo esse contato interior, a imagem de um velho amigo foi se tornando cada vez mais nítida com minha aproximação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- CARALHO! Que é que tu tá fazendo por aqui, fresco?    &lt;br /&gt;- Eaí, Cachorrão, tudo bem?     &lt;br /&gt;- Demais… Por que diabo tu voltou e não me avisou, cacete?     &lt;br /&gt;- Foi meio que sem previsão, cheguei ontem e…     &lt;br /&gt;- É nenhuma, monstro! E aí, comeu muita gostosa lá pelo sul? Eu tô indo tomar uma cervejinha, vamo colocar o papo em dia?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;(- Monstro? Ah, se ele soubesse…)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cachorrão sempre foi um grande amigo - desses que você não precisa tentar impressionar nem forçar educação pra conseguir respeito. Nos conhecemos alguns anos antes de eu decidir embarcar no meu próprio “walkabout”. Depois que parti, poucas foram as vezes que conversamos de verdade. Porém, nossa amizade independia disso. Independente do tempo, sempre que nos reencontrávamos, era como se nunca estivéssemos afastados de verdade. Apesar do jeito despreocupado e obceno, ele era dotado de uma boa índole como ninguém mais – motivo pelo qual eu jamais confessei os segredos que aqui registro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Rapaz… Eu preciso me encontrar com uma mulher que conheci lá em Curitiba. Ela tá aqui, eu tô indo encontrá-la agora…    &lt;br /&gt;- Ah! é? Que fresco! Vai deixar de tomar uma com os amigos por causa de uma rapariga qualquer? Qual é o nome da puta?     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(- Viu só, velho?)&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;- Deixa de ser prego, porra! E o nome dela é Valentina.     &lt;br /&gt;- Valentina? Eu conheço uma Valentina. Tô vindo da casa dela agora, será que não é a mesma?     &lt;br /&gt;- Não sei.     &lt;br /&gt;- Foi uma que saiu daqui, já há alguns anos, casada com um gringo pra morar no exterior?     &lt;br /&gt;- Provavelmente não. Essa que vou encontrar ganhava a vida se prostituindo lá em Curitiba.     &lt;br /&gt;- É O QUÊ? Tu tá saindo com puta agora, é? CA-CE-TE! E eu achando que tu tava bem…     &lt;br /&gt;- Vai te fuder! Ó, vamos tomar aquela gelada amanhã? Daí te dou mais detalhes desse “lance”.     &lt;br /&gt;- Tá certo, viado! Anota aí meu número novo e me ligue depois das 7.     &lt;br /&gt;- Da manhã?     &lt;br /&gt;- Tá doido?! Sete horas da manhã vai ser a hora que eu vou começar a dormir… 7 da noite, é claro!     &lt;br /&gt;- Então tá.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Anotei o número, nos despedimos e prossegui. Na verdade eu já estava quase lá, faltavam apenas mais dois quarteirões. Fiquei meio intrigado com a estranha coincidência – Valentina não é um nome muito comum em Recife. Porém, não haveria como ser a mesma. Ela já estava em Curitiba há muito tempo… A não ser que ela não tivesse realmente ido ao exterior. – Eu hein! Que nóia!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dobrando a última esquina, era possível ver a casa. Localizada entre um jardim de infância e uma sede dos A.A. – visivelmente, já dominara a arte do anonimato.    &lt;br /&gt;Meu corpo vacilou por um breve momento na hora de tocar a campahia. Por mais que eu desejasse reencontrá-la, alguma coisa queria sair dali o mais rápido possível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Quem é?    &lt;br /&gt;- Sou eu, Victor.     &lt;br /&gt;- Victor? Aguentaê, broto!     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(- Quantas saudades eu sentia dessas gírias…)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Deu para escutar os passos dela casa adentro e voltando com as chaves tilintando em suas mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- E aí, broto? demorou, hein?    &lt;br /&gt;- Precisei fazer umas visitas antes…     &lt;br /&gt;- Ah, é? E eu sou a última opção da noite? Por que você não vai se f…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes que ela prosseguisse com suas maldições de praxe, me adiantei para lhe beijar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eeeei, ei! Calmaê! Agora as coisas mudaram, meu bem!    &lt;br /&gt;- Hein?     &lt;br /&gt;- Entre e vamos tomar um café primeiro. Ok?     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(- …?)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não sabia se estava me sentindo ofendido ou o quê, mas a acompanhei até a cozinha. Tudo na casa estava perfeitamente arrumado: vários móveis antigos e objetos de valor. A sala-de-estar era um luxo absurdo. Quem iria imaginar que aquela casa, tão simples por fora, contivesse tantas riquezas?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Nossa, Valentina! Você conseguiu suas coisas rápido, hein?    &lt;br /&gt;- Digamos que eu obriguei certas pessoas pagarem pelo que me deviam…     &lt;br /&gt;- É impressão minha ou existe uma dose extra de ironia nas suas palavras?     &lt;br /&gt;- Olha, melhor calar essa boca imunda porque você nem imagina o que eu passei…     &lt;br /&gt;- Eu achei que você estava sentindo a minha f…     &lt;br /&gt;- Falta? Você acha mesmo que eu caí nesse seu charme de terceira, broto?     &lt;br /&gt;- Como?     &lt;br /&gt;- É isso mesmo! Não venha querer me comprar com essas conversas fiadas! Você me quer? Pague por isso!     &lt;br /&gt;- Quanta mágua, mulher! Que diabos eu fiz a você?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela respondia tudo de costas para mim enquanto preparava duas xícaras de café.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Obrigada por perguntar… Você aparece numa noite, me promete o paraíso, me come e depois vai embora como se eu fosse um lixo qualquer? Isso sem contar nas memórias que eu recebi…    &lt;br /&gt;- Qual o problema com as… MEMÓRIAS? Mas foi só uma que eu…     &lt;br /&gt;- Não importa! Você prometeu uma memória sua, e mentiu pra mim!     &lt;br /&gt;- Não é verdade. Era minha!     &lt;br /&gt;- Seu porco mentiroso! Mas não importa mais… Quer alguma coisa de mim? Cumpra com o que concordamos… Pague-me com SUAS memórias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Toda a saudade que eu sentia até aquele momento se transformou em decepção. Esperava uma recepção pacífica e calorosa. Se bem que aquela realmente era a Valentina que eu conhecí: simplesmente insensível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Tudo bem, me desculpe. Quer que eu vá embora?    &lt;br /&gt;- Ha-ha! Até parece! Você me deve alguns bons motivos para não arrancar-lhe os bagos. Agora trate de se sentar e tomar esse café.     &lt;br /&gt;- Eu não estou entendendo…     &lt;br /&gt;- Simples, eu estou viciada nessa história de sugar memórias. Necessito de respostas que só você possui. E também, na cama, você não é de se jogar fora, vai me servir pra diminuir o stress dessa noite…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Baixei os olhos, fitando o café, e já não tinha mais certeza se realmente era desejo meu estar ali. Dei um gole maior no café, que desceu queimando pela minha garganta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;(- Victor, não a julgue.      &lt;br /&gt;- Ah! vai se ferrar, caralho! Essa mulher tá descontrolada! Vai fuder tudo, ela já sacou o que aconteceu. E que história é essa de “memórias”? Era pra ser uma só, esqueceu?       &lt;br /&gt;- Tenha calma, vamos resolver isso. Apenas, fique calmo.)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Olha, broto, não confunda as coisas. Não leve isso pro lado pessoal! Negócios são negócios…    &lt;br /&gt;- Negócios… É, com certeza!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;(- Tá vendo? Tem alguma coisa errada com ela! Tá sentindo?      &lt;br /&gt;- Deveras… Mas vamos com calma. Vamos apenas procurar uma pista.       &lt;br /&gt;- Pista do quê?       &lt;br /&gt;- Alguma coisa deve ter acontecido para ela estar assim… Vamos apenas sondar, certo?       &lt;br /&gt;- Por mim, acabávamos com a raça dela agora mesmo!       &lt;br /&gt;- Ainda temos muito a ganhar com ela…       &lt;br /&gt;- O quê?       &lt;br /&gt;- Deixe-me fazer o serviço dessa vez que, assim que formos embora, explico.       &lt;br /&gt;- Tudo bem!)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Resolvi deixar o sentimentalismo de lado e tratar de negócios de uma vez por todas. Estava disposto a entrar de vez na jogada, deixando o amadorismo pra trás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vamos começar logo com isso!    &lt;br /&gt;- Assim que se fala, gato!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto com as últimas sílabas um sorriso doentio se formou na face de Valentia ao mesmo tempo no qual ela sentava-se em cima da mesa, derrubando as xícaras ao chão e encarando-me de pernas abertas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vai em frente! Me fode!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não pensei duas vezes, abri a braguilha e comecei o serviço. Antes mesmo de penetrar-lhe já estava com os dentes cravados nos seus lábios. Não estava interessado no prazer carnal, estava decidido a descobrir alguma pista sobre o que estava por trás daquele comportamento tão inesperado. Mas antes que as memórias borbulhassem pela minha língua, senti um cheiro muito familiar exalando do seu corpo:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Cachorrão?&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7515978614418745108?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7515978614418745108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7515978614418745108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7515978614418745108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7515978614418745108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2010/08/capitulo-10.html' title='Capítulo 10'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8683513439664822453</id><published>2010-07-14T22:08:00.008-03:00</published><updated>2010-08-23T16:12:54.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 9</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quando finalmente abri os olhos, senti meus pensamentos irradiarem na forma de Valentina - meus sentidos ansiavam por suas distinções; meu corpo se dedicava inteiramente a desejar sua presença.    &lt;br /&gt;Levantei da cama e iniciei os procedimentos habituais de uma manhã saudável; acendí um cigarro, tomei meu café – preto, duas colherinhas de açúcar e temperatura rigorosamente calculada – e logo em seguida tomei aquele banho esplendoroso que nos leva a crer que todos os pecados do dia anterior desceram ralo abaixo.     &lt;br /&gt;Olhei para o horizonte e agradeci ao sol por presentear-me com um pôr-do-sol tão digno de filmes classe “Z” – desses que sempre levam o oscar de melhor porcaria do ano. Percebi que, apesar da imperfeição, não haveria de ser qualquer detalhe a arruinar os planos de mais uma noite especial. - Afinal, já acordar num paradoxo é a melhor coisa para uma boa sanidade mental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segui meu caminho a pé, aproveitando para arriscar na sorte e tentar encontrar uma amiga, que morava a alguns poucos quarteirões adiante. Ela vivia viajando entre a Europa, Rio de Janeiro e Recife. Porém, na última ocasião na qual nos falamos, informou-me de que passaria alguns anos pelo Recife. O que, pelos meus cálculos, indicava uma grande possibilidade de encontrá-la em casa.    &lt;br /&gt;Parei na área frontal do prédio, que dava direto para a janela da sala de estar, e chamei por seu nome. Ela demorou um pouco até que se mostrasse por entre as cortinas; Surpreendi-me ao perceber surgir também uma criaturinha minúscula ao seu lado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Oi! Quem é?    &lt;br /&gt;- Esqueceu de mim, Améllie?     &lt;br /&gt;- Ah! Desculpa... É que está muito escuro e não estou conseguindo enxergar muito bem.     &lt;br /&gt;- Sou eu. Victor Hugo! Posso entrar para conversarmos um pouco?     &lt;br /&gt;- VICTOR! Claro que sim! Vai dando a volta que eu vou abrir a porta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a porta se abriu e o primeiro traço do seu rosto apareceu, mal pude contemplar decentemente pois ela se atirou contra mim, num abraço bem forte, revelando grande surpresa e satisfação em me rever.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Cara! Quanto tempo não nos víamos? O que você está fazendo aqui? Você estava em Porto Alegre, certo?    &lt;br /&gt;- Calma, Améllie. Vamos entrar que eu te explico toda a história…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela me conduziu ainda agarrada à mim – desde que nos conhecemos sempre houve essa proximidade física entre nós - o que me causou leves rubores e desejos impulsivos de agarrá-la da forma mais sexualmente agressiva possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pode se sentar aí na sala, espera enquanto eu pego o telefone. Louise tem que saber disso!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sentei numa das poltronas e automaticamente acendi um cigarro. Entre a fumaça da primeira tragada surgiu uma criaturinha, meio tímida com minha presença. Só poderia ser aquela a qual vi ao lado de Améllie à janela. Antes que formulasse uma pergunta sobre a criaturinha, ouvi vários berros que vinham de onde Améllie estava. E lá se foi novamente a criatura…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Achei essa porcaria, agora é só ligar e torcer pra que ela atenda…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela aguardava a resposta do outro lado da linha, enquanto arregalava os olhos e balançava a cabeça negativamente, demonstrando completa impaciência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Lou?! Olha, adivinha quem acabou de aparecer aqui em casa?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes que a resposta viesse, ela pôs no viva-voz e depositou o aparelho sobre o centro entre nós, sentando-se na poltrona oposta a mim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não faço a mínima idéia… Quem é?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Perguntou com muita curiosidade a vozinha que saia do aparelho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Victor, pô! Victor Hugo!    &lt;br /&gt;- Teu ex?     &lt;br /&gt;- Credo, menina! Nem brinca! Victor Hugo… Victor, sabe?     &lt;br /&gt;- Victor… Victor que tava pelo sul?     &lt;br /&gt;- Ele mesmo!     &lt;br /&gt;- Ai, meu Deus! Manda ele esperar que eu tô indo aí agora, tá?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Améllie deu várias gargalhadas e gesticulou para que eu falasse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Oi, Louise! Quer dizer que você vai vir aqui? – Me digam, qual o sentido dessas perguntas retóricas que insistimos em fazer diáriamente?    &lt;br /&gt;- Com certeza, cherry! Não saia daí antes que eu chegue, viu?     &lt;br /&gt;- Pode ficar tranquila! Mas não demore muito pois tenho, logo mais, que encontrar com uma outra pessoa.     &lt;br /&gt;- Hmmm! Uma mulher, não é?     &lt;br /&gt;- Como você sabe?     &lt;br /&gt;- Meu amor! Você é praticamente um Don Juan… Paraguaio, eu diria… hahahaha! Agora deixe-me desligar pois preciso me vestir.     &lt;br /&gt;- Hein? – Mais uma pergunta retórica, dessas que usamos para mascarar ferimentos no ego.     &lt;br /&gt;- Até!     &lt;br /&gt;- …&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desliguei o aparelho com aparente constrangimento e corri os ohos lentamente até Améllie. Ela estava retribuindo meu olhar com muita animação, dava para sentir sua euforia através do seu rosto sem nenhum esforço. Usava um vestidinho preto caprichosamente curto, longe da vulgaridade, mas, impossível de não percebê-lo com segundas intenções. A forma natural com que ela se sentava e gesticulava fazia com que o pequeno vestido não desse conta de cobri-lhe os belos contornos das pernas e, num descuido mais grave, a visão ardente do seu sexo marcado na calcinha.    &lt;br /&gt;Durante toda a conversa fui obrigado a censurar meus olhos e reações instintivas para não criar nenhum clima desconfortável. Mas era inegável supor que ela já havia percebido meus olhares furtivos, visto que passara a cruzar as pernas de modo a dificultar minha mastigação ocular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[sempre que uma mulher percebe estar sendo observada, simula naturalidade em seus gestos e palavras – o que a torna ainda mais artificial – porém, instiga ainda mais o desejo do observador, quando ela passa a privá-lo com essa explícita discrição.]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não tardou muito até que aquela situação fosse interrompida por um assunto completamente fora do subjeto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Améllie, essa criaturinha se esgueirando pelos cantos…    &lt;br /&gt;- Ah! É a Artemis, não é linda?! – indagou enquanto pegava a criatura que estava atrás da sua poltrona.     &lt;br /&gt;- Heh? Acho que tô ficando maluco… Nem parecia um gato quando vi lá de fora…     &lt;br /&gt;- GATA! – exclamou Améllie.     &lt;br /&gt;- Eu posso segurar ela no colo um pouco?     &lt;br /&gt;- Melhor não! Ela é muito sentimental… – sussurrou enquanto levava Artemis ao chão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na primeira vez que vi, poderia jurar que aquela gata se parecia com uma pessoa toscamente pequena. Fiquei observando Artemis se afastar lentamente, encarando-me como quem acabou de ver um fantasma. Quando adquiriu uma certa distância de mim, soltou um miado estranho e saiu em disparada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em meio às gargalhadas envergonhadas ouvimos o som da campanhia, anunciando a chegada de Louise.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[evadir-se de um constragimento utilizando-se de outro chega a ser ridiculo.]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É ela!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Améllie levantou-se sem sequer pensar e correu para abrir a porta. [será que ela tinha se dado conta que por pouco não vira minha presa?]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Oi cherry!    &lt;br /&gt;- Menina, que demora! Vai entrando, ele tá esperando lá na sala.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As duas vieram ao meu encontro muito animadas, pareceu-me que com a presença de Louise, Améllie sentia-se segura novamente. [Vai saber!?]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- E então, Cherry, como você veio parar aqui? – perguntou Louise, ao tempo em que me beijava o rosto.    &lt;br /&gt;- Vamos nos sentar que a conversa é meio longa…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Améllie acenou para que Louise se sentasse ao meu lado e nos deixou a sós por um breve momento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O que diabos deu nela?    &lt;br /&gt;- E eu que sei?! – indaguei forçando um sorriso. [Sim, sabia!]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maior que o meu constrangimento a essas alturas foi a surpresa ao ver Améllie retornar. E com um baseado de tamanho bem modesto para três pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Caramba! Vocês também fumam? - Perguntei.    &lt;br /&gt;- Mas é claro! – respondeu Améllie num tom novamente animado.     &lt;br /&gt;- Ah não! Eu não fumo mais isso… A última vez que fumei eu…     &lt;br /&gt;- Cala a boca, Louise! Tu é a mais porra louca daqui e fica se fazendo de santinha… Ah, vá!     &lt;br /&gt;- Ai, Améllie! Também não precisa esculhambar!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Houve um momento de “PAUSE” na sala. Os três caímos na risada juntos.    &lt;br /&gt;Fumamos o enroladinho do satanás enquanto a conversa rolava solta em todos os tópicos possíveis. Expliquei os motivos que me fizeram retornar à Recife e comentei sobre minhas novas paixões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[os motivos os quais foram explicados a Louise e Améllie não interessam ser compreendidos ainda. Adianto que Valentina não era o único. Talvez mais adiante eu explique]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu já estava bastante entorpecido quando ví meu reflexo no espelho do banheiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Victor, acho que já é hora de nos despedirmos    &lt;br /&gt;- É o quê? – eu estava ouvindo vozes?     &lt;br /&gt;- tsc tsc…     &lt;br /&gt;- Ah, sim! Você! – claro! a voz da minha “inconseqüência”     &lt;br /&gt;- Quando é que você vai crescer, rapaz?     &lt;br /&gt;- Cala a boca, velho! Vamos nessa, vou só terminar de lavar as mãos e nós seguimos, ok?     &lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As garotas estavam muito entretidas conversando sobre assuntos quaisquer que muito as interessavam. Não queria interromper, mas seria de extremo maugosto ir embora sem me despedir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Améllie, Louise! Eu preciso ir agora.    &lt;br /&gt;- Ahwn… Mas já, cherry?     &lt;br /&gt;- Ah, Victor! Qualé? Fica aí… Uma boceta é mais importante que nós?     &lt;br /&gt;- Ehr… Não é isso Améllie. Eu realmente preciso ir.     &lt;br /&gt;- Que se dane! Por mim tudo bem. Mas volte aqui antes de sumir novamente, tá certo?     &lt;br /&gt;- Pode ter certeza disso! – concordei soltando um olhar tarado por todo o corpo de Améllie. [Ah! se consumar um desejo fosse tão fácil quanto fazer insinuações…]     &lt;br /&gt;- Caralho, Améllie! O cara tá te comendo com os olhos, ó! hahahaha     &lt;br /&gt;- Cachorro! Vai embora, vai! hahahaha     &lt;br /&gt;- Até mais, meninas!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De volta a rua pensei em pegar um taxi, mas, tamanha era a lombra que aquela erva me cedera que decidi continuar a pé até onde não aguentasse mais.    &lt;br /&gt;Uns 2 quarteirões depois percebi um carro bem velho parado no acostamento e um condutor transtornado. Resolvi chegar junto e oferecer ajuda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Aê, qual foi o problema, amigo?    &lt;br /&gt;- Ih cara! Faltou gasosa… Tu sabe onde fica o posto mais próximo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu responderia essa pergunta sem sequer pensar mas, na situação que estava, consegui apenas olhar de um lado pro outro da avenida e pousar o olhar novamente no carro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Rapaz… Acho melhor eu te ajudar a empurrar o carro no sentido da avenida mesmo. Se fôssemos empurrar de volta, teríamos que fazer um retorno enorme… O que você acha?    &lt;br /&gt;- Se não for incomodar…     &lt;br /&gt;- Ah! Relaxa. Vamos indo!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não sei exatamente por quantos metros eu e aquele sujeito ainda desconhecido empurramos o carro. O caso é que, cansados, paramos um pouco e uma conversa muito inesperada surgiu. Logo, me vi numa boa afinidade com ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ô cara! Valeu por me ajudar… Mas qual é teu nome mesmo?    &lt;br /&gt;- Victor.     &lt;br /&gt;- Victor do quê?     &lt;br /&gt;- Victor da Lombra, tá bom assim?     &lt;br /&gt;- Caralho, mané! Tu tava mesmo fumando um?     &lt;br /&gt;- Como é?     &lt;br /&gt;- Desde que tu veio oferecer ajuda, eu senti uma marofa da porra. Mas tava com vergonha de perguntar… Tu ainda tem aí?     &lt;br /&gt;- Que pergunta, hein?!     &lt;br /&gt;- Puts! É que eu ainda vou bater uma bolinha… E jogar de cara é uma merda!     &lt;br /&gt;- Deve ser… Mas vem cá, qual é seu nome mesmo?     &lt;br /&gt;- Ah, sim! Meu nome é Sidney!     &lt;br /&gt;- Beleza, Sidnelson! Se eu ainda tivesse seria um prazer dividir contigo, mas nem tenho. Umas amigas que tinham.     &lt;br /&gt;- Ah! Eu com umas amigas dessas! As mulheres de hoje em dia são todas pra-frentex, hein?     &lt;br /&gt;- Pra onde? …É, deve ser…     &lt;br /&gt;- Ô beleza! Comeu elas?     &lt;br /&gt;- Vai querer saber o número da minha cueca também?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nisso, um carrão importado parou próximo a nós e o motorista perguntou qual o problema. Ficamos meio descrentes no que estava acontecendo, mas mesmo assim explicamos e, logo, o motorista se dispôs a ir comprar a gasolina no posto e retornar com ela para resolver nosso problema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Aí Sidney, você dinheiro pro cara pagar a gasolina?    &lt;br /&gt;- Ué! Você não deu?     &lt;br /&gt;- Cara! O carro é teu, lembra?     &lt;br /&gt;- Nooossa senhora! Fudeu!     &lt;br /&gt;- Tsc! Eu fumo e tu que fica doidão?     &lt;br /&gt;- É foda…     &lt;br /&gt;- Antes fosse! Vâmo nessa! Temos que continuar empurrando essa tua carroça! [engraçado como a gramática é inversamente proporcional à intimidade]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sidney relutou um pouco mas, logo se entregou a árdua tarefa de empurrar. Metade do caminho resmungou, sobre o bacana do carrão, que era uma canalhice ficar bancando o prestativo só pra massagear o ego humanitário. Segundo ele: “gente rica nunca faz nada no zero oitocentos.”    &lt;br /&gt;Empurramos por mais uns 20 metros, aproximadamente. Então ouvimos uma buzina do nosso lado:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É ele, Victor! Caralho! Que cara gente fina da porra!    &lt;br /&gt;- Ih! E tu queimando a dignidade dele em vão, já pensou?     &lt;br /&gt;- Deixa quieto! Vâmo lá falar com ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação ficou um tanto quanto esquisita… Sidney passou de raivoso marrento pra uma espécie de gazela saltitante. Foi dando pulinhos até o carro do cara e pegou duas garrafas de dois litros, cheias de combustível. Agradeceu várias vezes, mas em momento algum perguntou a quantia em dinheiro que foi paga pelos combustíveis. O motorista em momento algum demonstrou ressentimento por aquilo, provavelmente o dinheiro não lhe foi nenhum prejuízo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ô Sidney… Tu pagou pro cara?    &lt;br /&gt;- Ué? O cara era o maior bundão, nem se ligou de cobrar…     &lt;br /&gt;- É… Vai ver foi isso, né?     &lt;br /&gt;- Sussega, “hombre”! Vâmo encher o tanque, me ajuda aqui! – A partir desse momento, os pedidos de Sidney perderam completamente a cordialidade…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vendo a inabilidade de Sidney para realizar uma tarefa tão simples, me dispus a ajudá-lo novamente. Usando uma terceira garrafa cortada ao meio para servir de funil, pedi para que ele derramasse devagar o combustível. O imbecil virou rápido demais e o líquido encharcou minhas mãos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Cacete, Sidney! Deixa de ser ignorante!    &lt;br /&gt;- Pô, cara! Foi mal. Me desculpa?     &lt;br /&gt;- Ah! Dane-se! Vâmo terminar essa droga logo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mínimamente reabastecido, o carro voltou a funcionar. Sidney me agradeceu novamente e escreveu um endereço eletrônico num pedaço de papel que estava no porta-luvas, entregando-me logo em seguida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Aí, Victor! Precisando, faz um contato. Beleza?    &lt;br /&gt;- mmm… Tá certo. – concordei com visível decepção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mal terminei a frase e ele arrancou com tudo. E lá fiquei com cara de paisagem e as mãos fedendo a gasolina. Dobrei o papel e o deixei cair perto da sarjeta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[sinceridade, agradecimento e humildade… Simulacros assim foram exatamente a causa da minha volta à Recife.]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pois é, Victor… Não se pode esperar nada em troca de ações pelas quais não somos obrigados.    &lt;br /&gt;- Porra, velho! Que filho da puta!     &lt;br /&gt;- Não o culpe… Você ofereceu ajuda sem ser solicitado.     &lt;br /&gt;- Vai querer dizer que a culpa é minha?     &lt;br /&gt;- Não existiria culpa se não houvesse incidente. E foi você que deu início a toda essa situação.     &lt;br /&gt;- Tu é um puto! Mas… Até que faz sentido isso que tu falou, viu?     &lt;br /&gt;- Agora decida-se, vamos ao que interessa ou não?     &lt;br /&gt;- mmmm… Agora é você que tá instigando uma nova situação.     &lt;br /&gt;- Por favor…! Não seja estúpido.     &lt;br /&gt;- Você sabe que dependendo de mim não procuraríamos essa Valentina. Alguma coisa nela não tá certo.     &lt;br /&gt;- Victor, você é muito ingênuo… Mas também, muito desconfiado.     &lt;br /&gt;- Tanto faz. Vamos lá… Se eu estiver certo, vou ganhar mais pontos de confiança?     &lt;br /&gt;- Você acha mesmo que todos esses anos de experiência serão superados por uma mera intuição juvenil? As pessoas seguem padrões…     &lt;br /&gt;- Bom, tanto faz pra mim… Vamos lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8683513439664822453?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8683513439664822453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8683513439664822453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8683513439664822453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8683513439664822453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2010/07/capitulo-9.html' title='Capítulo 9'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-6366387266762503282</id><published>2009-11-18T17:28:00.002-03:00</published><updated>2010-02-16T03:04:23.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 8</title><content type='html'>Eram aproximadamente dez horas da noite de uma fatídica terça-feira, quando minha mãe bateu à minha porta. Por consequência das medicações antidepressivas ela estava sofrendo de fortes dores de cabeça e, por isso, me pediu que fosse até a farmácia comprar-lhe mais remédios. Apesar do meu descontento com sua inegável dependência aos medicamentos, vesti-me para atender seu pedido. Ignorando minhas juntas e pés excruciantes como também o cansaço, o qual pensei que far-me-ia desabar em sono profundo instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento no qual saí da farmácia com a caixa de remédios no bolso, senti um forte impulso de atrasar um pouco o meu retorno em troca de uma cervejinha num bar próximo.&lt;br /&gt;Escolhi a mesa mais reservada, próxima a saída que dava para a praia. Fiz meu pedido ao garçom e acendi o primeiro cigarro daquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inacreditável como nós perdemos fenômenos tão belos por meros caprichos da nossa atuação diária, atuação essa que se sobrepõe oferecendo-nos valores completamente inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio prazeroso entre a lua e eu foi quebrado por um senhor aparentando seus cinqüenta e tantos anos. Assim como eu, estava sozinho numa mesa do bar. Eu poderia tê-lo ignorado e fingir permanecer na paz silenciosa que o brilho lunar me proporcionava, mas, a forma que aquele senhor se dirigiu a mim foi surpreendente, tanto é verdade que, logo nas primeiras palavras, ele possuía toda a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela é encantadora, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu perguntasse sobre quem ele estava falando, de modo a ocultar o leve rubor que coloriu meu rosto, ele retornou a falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe se atrapalhei sua contemplação, senhor. Mas notei que, assim como eu, o senhor valoriza os altos valores da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordando boquiaberto com cada palavra, gesticulei para que ele tomasse lugar à mesa a qual eu estava sentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor poderia me oferecer um dos seus cigarros, se não lhe for fazer falta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então eu retornei do transe e percebi que aquele senhor referia-se a mim como "senhor". Apesar de estranhar, nada comentei. Ofereci-lhe um cigarro e, acompanhando os movimentos de aproximação dele, percebi que trazia consigo um violão. Apesar da obviedade da resposta, não pude me conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor é músico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encarou-me por alguns segundos e levou o dedo indicador até a têmpora, como que a me indicar para prestar maior atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou só um cara careta que tenta expor as poesias da vida em forma de melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conseguia conter minha excitação a cada palavra ou gesto que aquele senhor misterioso realizava. Estava evidente nos meus olhos que eu estava adorando aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor lembra o meu filho, Carlinhos... Eu fiz uma música pra ele. Quer ouvir?&lt;br /&gt;- Desde que o senhor se sentou à mesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi-lhe de imediato, quase automaticamente. A resposta para minha reação também foi imediata. porém em acordes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Quero, mas não te ordeno&lt;br /&gt;calmo e sereno sempre a predizer&lt;br /&gt;e algo a se transformar, muda de lugar como os temporais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlinhos, criança que não dança dança dizendo sonhar&lt;br /&gt;Carlos que remove, retira, renova com medo de errar&lt;br /&gt;Carlinhos crescido num sonho encantado,&lt;br /&gt;no branco ou no preto,&lt;br /&gt;no certo ou errado,&lt;br /&gt;o céu encarnado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero, mas não te ordeno&lt;br /&gt;calmo e sereno sempre a predizer&lt;br /&gt;e algo a se transformar, muda de lugar como os temporais"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último refrão eu estava observando todos os detalhes do dedilhar nas cordas e reparei que ele segurava o cigarro entre o mindinho e o anelar. O cigarro já estava quase acabando ao final da música e, apesar da melodia suave e nostálgica, estive observando com muita angústia querendo alertá-lo sem que este parasse de tocar.&lt;br /&gt;Quando finalmente a última nota suspirou do violão, nem precisei avisar, ele colocou o cigarro nos dedos de costume e deu o último trago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se o senhor quiser que eu volte para minha mesa, não tenha vergonha de pedir. Viu?&lt;br /&gt;- De forma alguma! Estou encantado pela sua música. Você tem mais?&lt;br /&gt;- Com certeza! Vou tocar uma que tem uma levada mais puxada pro rock...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Um caminho só existe&lt;br /&gt;se existir pessoas nele a passar&lt;br /&gt;Vou seguindo a multidão&lt;br /&gt;vou na mesma direção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal está aberto&lt;br /&gt;Mas, eu que sou muito esperto&lt;br /&gt;Vou a pé, se quiser&lt;br /&gt;Vou andando pela rua&lt;br /&gt;Vendo a noite, vendo a lua&lt;br /&gt;e tentando te encontrar&lt;br /&gt;pra lhe falar, te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal está aberto&lt;br /&gt;Mas, eu que sou muito esperto&lt;br /&gt;Vou a pé, se quiser&lt;br /&gt;Vou andando pela rua&lt;br /&gt;vendo a noite, vendo a lua&lt;br /&gt;Procurando te encontrar&lt;br /&gt;pra lhe falar, te amo&lt;br /&gt;te amo"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa segunda música a barreira da intimidade já havia ido a baixo. Conversamos durante várias horas sobre nossas experiências de vida. Ele focava-se em retratar seus sentimentos pela sua família (principalmente pela filha mais nova). O amor que sentia por suas duas filhas e filho fazia com que ele se sentisse melhor, mais feliz. Apesar da dificuldade que os filhos tinham de retribuir-lhe, ele não guardava mágoa de forma alguma, o único mal era a consciência de sua própria auto-afirmação. Coisa que concordamos ser a característica mais íntima e comum dos melhores artistas. Não de uma forma pejorativa ao ego mas, partindo da idéia de que todo artista que realmente se expõe sente necessidade de estar sempre se auto-afirmando nos pequenos detalhes da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começara a me confidenciar a história da grande paixão de sua vida, Olga, quando me dei conta que nós não havíamos nos apresentado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe interrompê-lo, mas, me dei conta que ainda não nos apresentamos.&lt;br /&gt;- Eita Bicho! É verdade! Meu nome é Charlot, e o do senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez me surpreendei. Será que ele não percebia minha aparência jovem? Pelo menos pela primeira vez fez uso de gírias. O que demonstrou algum sinal de afinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito prazer em conhecê-lo, Charlot! Meu nome é Victor.&lt;br /&gt;- Victor Hugo?&lt;br /&gt;- De fato.&lt;br /&gt;- Bicho! Gostei! Dois caras caretas com nomes franceses. Não é todo dia que isso acontece aqui por Recife.&lt;br /&gt;- Caretas, é? Como assim?&lt;br /&gt;- Que sabem valorizar os verdadeiros valores da vida, Victor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso ter ficado meio confuso com a explicação, mas, senti que ele realmente compartilhava coisas em comum comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, Victor. Quando Olga foi levada pra longe de mim, eu ainda moço, decidi ir atrás dela sozinho. Peguei um ônibus e, nesse ônibus, conheci uma garota que fez a viagem ficar muito mais legal com suas mãos e bocas. O caso é que eu contei a história do porque da minha viagem e ela se dispôs a me ajudar, já que conhecia a cidade de destino melhor que eu. Chegando à cidade apanhamos um táxi e ela me deixou numa área muito arborizada, indicando que o lugar que eu procurava era ali pelas redondezas. "Vai lá encontrar sua Olguinha, Charlot!" Ela falou se despedindo de mim com um último beijo. Ela estava certa, era bem ali. Mas eu não encontrei Olga. Um tio dela me recebeu e quando tomou ciência de quem eu era e quais as minhas intenções, me expulsou da cidade, ameaçando com um revólver. Dizia que se eu me aproximasse de Olga, me mataria. Ela é a maior paixão da minha vida e não adiantam quantas outras mais eu amei ou ainda ame, não a esqueci e creio que jamais a esquecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tomou um trago da cerveja e afundou junto com suas lembranças na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe Charlot, assim como você tem Olga, eu também tenho alguém. O nome dela é Melissa mas, não fui obrigado por ninguém a me afastar dela. Na verdade, é absurdo eu confessar isso mas, afastei-me espontaneamente por muito amá-la. Eu prefiro deixar que grandes paixões permaneçam vivas no meu coração a estragar tudo com os desgastes do dia-a-dia.&lt;br /&gt;- Faz sentido. Eu me casei ainda novo e amei minha esposa. Ainda a amo, mas, a paixão realmente não é mais a mesma. Às vezes eu faço sexo com ela só para cumprir com minhas obrigações...&lt;br /&gt;- Pois é, Charlot. Às vezes é preciso o afastamento físico para se concretizar a junção espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Ah! Se eu pudesse essa noite&lt;br /&gt;perder-me nos teus braços&lt;br /&gt;como a primeira vez.&lt;br /&gt;Eu te faria&lt;br /&gt;ver as luzes&lt;br /&gt;que apaguei..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma desafinada brusca a música cessou e a expressão no rosto dele estava muito abatida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe Victor! Eu não... Eu esqueci a letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingindo acreditar em suas palavras, concordei em não reparar na sua visível emotividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou tocar uma outra que também diz muito a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Cumpadre,&lt;br /&gt;não me abandones.&lt;br /&gt;Sei que tu honras&lt;br /&gt;a minha inspiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso da tua presença&lt;br /&gt;Dai-me a ira, da tua crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpadre,&lt;br /&gt;Rogo, te peço&lt;br /&gt;Canto e não presto.&lt;br /&gt;Já nem sei do resto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sou modesto,&lt;br /&gt;se tenho vícios,&lt;br /&gt;Céu ou inferno&lt;br /&gt;Um precipício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero é saber&lt;br /&gt;a cor do meu espírito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpadre"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término desta música o relógio já marcava duas horas da manhã e o garçom, impacientemente, nos informou que já era hora de fechar o estabelecimento.&lt;br /&gt;O cigarro já havia acabado. Sugeri que fôssemos comprar mais no primeiro posto que houvesse no meio do caminho. Durante a caminhada Charlot perguntou se poderia me acompanhar até o prédio onde eu morava para continuarmos a conversa.&lt;br /&gt;Apesar do cansaço, concordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na área de lazer do condomínio e eu o pedi que se acomodasse, enquanto eu subia para entregar os remédios (que se dependesse da minha pontualidade, a cabeça da minha mãe, a esta altura, já haveria explodido) e descia com alguma bebida, som e um pouco de maconha. Confesso que sobre o último item, comentei de forma receosa por não ter certeza da reação, mas já esperava que ele também soubesse apreciar um bom fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maconha, bixo? Quer dizer que o senhor também dá uma bolinha? Pô! E eu tava de cara porque perdi a minha dolinha lá no bar, antes do senhor aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que ele terminou o comentário, encaramo-nos e caímos na gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos trocando idéias até as quatro da manhã. Entre uma música e outra que Charlot tocava, conversávamos sem parar enquanto Johnny Cash e Bob Dylan regulavam a paixão no tom de nossas vozes. Quando percebemos a posição dos ponteiros, decidimos que já era o momento de nos despedirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não tinha mais pra onde correr, apesar de possuir uma consciência imortal, meu corpo necessitava urgentemente de repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você notou que ele é um de nós, Victor?&lt;br /&gt;- Claro, velho! Ele é um poeta.&lt;br /&gt;- Não, seu bobo impulsivo! Ele é um de nós, imortais...&lt;br /&gt;- Hmm... Desconfiei.&lt;br /&gt;- É? E não racionalizou que poderia ser perigoso?&lt;br /&gt;- Então você o ignoraria?&lt;br /&gt;- De certo, não.&lt;br /&gt;- Pois é... Durmamos, amanhã analisamos isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-6366387266762503282?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/6366387266762503282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=6366387266762503282&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6366387266762503282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6366387266762503282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/11/capitulo-8.html' title='Capítulo 8'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-5639470478959741112</id><published>2009-11-10T12:00:00.007-03:00</published><updated>2009-11-11T13:51:28.289-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 7</title><content type='html'>Ao atravessar o portão de desembarque, meu primeiro pensamento não seria outro senão Valentina.  Mas, àquele instante, eu já não era mais o mesmo eu. O verdadeiro Victor fora desperto pelas tantas lembranças sinérgicas ocasionadas pelo aroma único do clima úmido e quente de Recife. Apesar de não mais estar no comando, direcionei toda a minha racionalidade às suas atitudes. Ficaria analisando todos os seus passos pela perspectiva mais próxima possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente meus olhos atendiam novamente aos meus comandos. Apesar da breve cegueira, causada pela primeira olhada em direção ao sol, pude contemplar os primeiros contornos da minha terra natal.&lt;br /&gt;Meu primeiro desejo foi o de reencontro. Mas não com Valentina, e sim com minha família. Desde que saí de casa pela primeira vez (não por vontade própria), o que mais me causou remorso foi ter me acovardado diante minha mãe. Entorpecido pelo rancor, privei-a de ouvir de minha boca todo o amor que lhe era direcionado, independente da minha fingida inexpressividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia exatamente o que iria falar no instante ao qual percebi estar levando o dedo à campainha. Hesitei por alguns minutos, encarando meu próprio rosto no espelho do corredor. O reflexo dos meus familiares olhos castanho-escuros percorriam toda a extensão do meu corpo para garantir estar tudo decentemente apresentável.&lt;br /&gt;Enfiei o dedo no botão e senti minhas pernas fraquejarem. Sempre me impressionei com o modo que reajo ao simples pensar na minha própria mãe. Essas reações, de fato, expunham com nitidez a minha imaturidade eterna.&lt;br /&gt;Estive tão concentrado na minha desconcentração que mal pude ouvir a voz lá de dentro avisando que a porta estava aberta. Inspirei profundamente e segurei o fôlego enquanto empurrava a porta até o ponto no qual percebi que a voz pertencia a ninguém menos que minha vó. Ela estava muito concentrada num dos seus bordados e nem se deu conta, de imediato, da minha presença. Estava ladeada do seu filho mais velho, um dos meus tios. Ele olhou para mim com um olhar desamparado, quase a me fazer sentir pena. Mas, senti que havia alguma coisa estranha por trás do seu olhar, por isso, retribuí-lhe com um olhar de inexpressiva indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe! Olhe quem está aqui.&lt;br /&gt;Ele anunciou, interrompendo a nossa incômoda troca de olhares.&lt;br /&gt;- É o quê, meu...&lt;br /&gt;Ela começou a perguntar enquanto levava os olhos ao seu encontro, ao que, de imediato, ele respondeu com um gesto facial em minha direção. Ela percebeu haver alguém onde eu estava parado, ajeitou a armação dos óculos e, numa fração de tempo, um tanto quanto constrangedora, mudou totalmente a expressão de seu rosto abatido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MEU FI! AVE MARIA! PUR NOSSA SINHORA! LÚCIA! LÚCIA! HUGUIM TÁ AQUI! CORRE MULÉ, VEM AQUI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num pulo inacreditavelmente rápido para sua idade, ela se pôs de pé e veio em minha direção com o rosto transbordando a mais pura e extrovertida expressão de felicidade que um rosto coberto por rugas pode expressar. Abraçou-me com tanta energia que pude sentir sua própria emoção fluindo pelos poros de sua pele. Fui dragado numa enxurrada de abraços, beijos, devoções aos santos e lágrimas; quando percebi os contornos tímidos da minha mãe aproximando-se furtivamente pelos cantos do corredor principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda euforia sonora que minha vó continuava a emitir pareceu cessar, minhas pernas mais uma vez voltaram a falhar e o meu coração passou a bater de forma a se fazer presente.&lt;br /&gt;Após tantos anos, estava novamente frente a frente com ela. Seus movimentos denunciavam possuir as mesmas dificuldades que os meus. Apesar disso, nos aproximamos em silêncio e antes que nos envolvêssemos num abraço, houve aquele determinado olhar que há anos desejei.&lt;br /&gt;Apesar de sentir seu interior vibrando de alegria por estar em contato comigo novamente, seu corpo permanecia incrivelmente inabalado. Ela parecia estar aprisionada dentro dela própria. Antes de separarmos nossos corpos, senti um suspiro que de tempos em tempos voltava a me assombrar. Ela estava prestes a chorar e eu me vi na beira do mesmo abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disfarcei minha visível fragilidade dando as costas para trazer para dentro as minhas malas, que haviam ficado no corredor de vidro da entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eita! Meu fi voltô di veiz, foi?&lt;br /&gt;Sem saber como dizer que não e tomado pela sensação de estar sendo humildemente acolhido pelos meus próprios Deuses, respondi:&lt;br /&gt;- Ehr... Acho que sim, vovó. Dá pra ficar aqui por enquan...&lt;br /&gt;- OXI! Maisé claro, meu fi! Seu quarto ainda tá do jeitim que você dexô. Num dexei ninguém buli nas suas coisa.&lt;br /&gt;Ela continuava a falar enquanto ia me empurrando em direção ao quarto.&lt;br /&gt;Estava sempre exagerando nas coisas que falava, por isso tamanha fora minha surpresa ao perceber que realmente tudo estava como havia deixado anteriormente... Os livros na mesma ordem (tamanho, editora, autor, data de publicação), os cd's empilhados por ordem decrescente de acordo com meus artistas preferidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dediquei o resto do dia a ouvir todas as novidades da minha vó, algumas repetidas mais de duas vezes: minha mãe continuava num estado avançado de depressão, meus irmãos haviam ido morar com o pai (o que, visivelmente, agravou ainda mais a decadência da minha mãe), as finanças da família estavam no vermelho, meu tio (que durante minha calorosa recepção evadiu-se discretamente) estava trabalhando com alguns produtos cuja milagrosidade minha vó garantia de pés juntos, e várias outras novidades cuja importância só existia na cabeça da minha querida avó. A velha Dona Irene de sempre, capaz de passar horas a fio calculando de cabeças centenas de formas de pagar as contas da semana, quando na prática, só existe uma única forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava adormecendo quando me dei conta de que toda essa retrospectiva familiar havia me feito esquecer do meu encontro com Valentina. Mas, cá pra nós, o que viriam a ser vinte e quatro horas de atraso quando se possui a eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Victor, você realmente adora essa condição ilusória de simples mortal, não é?&lt;br /&gt;- Cala a boca, velho! Vamos dormir que amanhã o dia promete!&lt;br /&gt;- Não se intimide com minha experiência... Eu admiro fortemente essa sua habilidade de sentir cada pequena fração da própria existência.&lt;br /&gt;- Ehr... E de que adianta existir se a sensibilidade da própria existência não estimula o instante seguinte?&lt;br /&gt;- De fato.&lt;br /&gt;- Agora chega dessa conversa interior! Além de estranho, não estou com paciência para ser analisado pela vozinha de dentro da minha cabeça. Segura tua onda, coroa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-5639470478959741112?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/5639470478959741112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=5639470478959741112&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5639470478959741112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5639470478959741112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/11/capitulo-7.html' title='Capítulo 7'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7951851858112720615</id><published>2009-11-06T13:36:00.004-03:00</published><updated>2009-11-06T16:46:13.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 6</title><content type='html'>A humanidade se ocupa em preencher o cotidiano encenando viver uma outra realidade. Notamos facilmente essa idéia ao observarmos um recém-nascido nos braços da mãe. Ele não tem a menor idéia de como se comunicar diretamente com ela, porém, ambos criam gestos e sons minuciosos para as principais adversidades. Um finge entender perfeitamente o outro, confiando apenas que determinada atitude ocasione numa reação pretendida. Um choro que signifique fome, outro que signifique desconforto, olhares que proporcionam proteção... Existe uma linguagem secreta entre mãe e filho baseada na encenação do que desejam transmitir um ao outro.&lt;br /&gt;Mais adiante, são postos a conviverem com outros indivíduos de faixa etária próximas às suas. São induzidos a aprender e conciliar informações incompletas que cada um possui. As lacunas existentes entre verdade e ilusão abrem caminho para a especulação sobre coisas que não possuem certeza comprovada. No meio dessa experiência alguns tomam ciência de que alguns entre eles são diferentes  quanto ao sexo, o qual, por um tempo, continua a ser levado como indiferente. Até que o próprio corpo se encarrega de diferenciá-los por completo. É quando os meninos começam a comentar seus conhecimentos sobre as diferenças femininas. No começo, comentários de deboche, ao que evolui para comentários de desejo sobre o que ainda é desconhecido. Fazendo com que alguns sintam-se excitados a narrarem acontecimentos exagerados ou imaginários sobre fatos que realmente aconteceram. Jovens divagando os devaneios da imaginação humana, estimulados pelos hormônios. Rapazes inventando histórias sexualmente surreais sobre excitações e orgasmos. Beijos roubados, mãos ousadas, parceiras enlouquecidas...&lt;br /&gt;As moças são mais românticas nos comentários. Ou não? (discordo pessoalmente dessa afirmação. Mas, como pessoa de boa reputação, sou obrigado a sustentar tal verdade).&lt;br /&gt;É também nesta fase que os rapazes se dão conta de que agir de forma inovadora, de acordo com os padrões impostos pelos grupos sociais que os envolvem, os tornam mais vulneráveis ao olhar desejoso das moças. E aí é cada um por si. Cada qual que invente suas técnicas de conquista baseadas nas informações, verídicas ou não, relatadas anteriormente pelos seus amigos. Desejam por tortuosos meses aquele primeiro toque entre sexos opostos que une os lábios de ambos num beijo romanticamente inesquecível. Quando envelhecemos nos damos conta que essas histórias aconteceram de formas muito diferentes ao que especulávamos anteriormente. Entre alguns de nós, de formas bem mais surreais; Uns sentiram isso apenas a alguns toques mais adiante, outros, só vieram a sentir isso com o seu próprio sexo, mas até então era inadmissível comentar isso até consigo próprio. E por falar em admissão, recordo-me hilariamente dos meus desejos e anseios infantis, quando os relaciono com minhas experiências atuais. Lembro quantas noites passei imaginando qual seria a sensação de beijar os lábios de uma garota. A euforia desvairada que inundava minha imaginação era entorpecedora, mas a idéia de tornar público a minha inexperiência me levava a criar infinitas situações, obviamente falsas. Os outros sempre estavam a muitos passos à minha frente quando, no meu íntimo, comparava minhas reais experiências com as que eles relatavam. Parecia que todos já haviam passado para uma nova fase da vida enquanto eu ainda permanecia estático, fingindo estar com eles em meio aos meus falsos beijos e parceiras. Porém, quando finalmente adentrei nesse mundo de sensações, pude perceber que muitos dos que contavam vantagem, estavam quilômetros atrás de mim. Eu estava tentando enganar pessoas as quais também tentavam me enganar. Antes era muito aceitável comentar sobre quão instigante seria ter duas bocas chupando seu pênis, vários corpos femininos, completamente nus, friccionando o seu. Enquanto todos se enganavam, os mais profundos desejos eram tolerados. Hoje, quando não mais há necessidade de inventar experiências, divirto-me com a repreensão de certos adultos bem vividos quando comento já ter compartilhado meu leito com três ou mais mulheres. Não entendo mais como podem haver pessoas que sintam ápices orgásticos só com o contato visual de um outro indivíduo que o agrade. Ou eu me tornei dormente aos caprichos da carne, ou decaí ao submundo mais absurdo da perversão.&lt;br /&gt;Em algum momento da vida, fingimos ou conhecemos pessoas que fingiam ter alguma experiência com as drogas, ilícita ou não. Para aparentar ser mais descolado ou, nos casos mais cultos, demonstrar maior responsabilidade, fingindo possuir o controle daquilo que estava fazendo com maturidade. Depois do primeiro porre de álcool ou da primeira chapação de maconha, percebemos que ao usar essas coisas estamos adquirindo "use o termo que sua maturidade quiser utilizar para amenizar", mas jamais traremos para nós maturidade em questão. Você fica visivelmente afetado, mostrando a verdadeira face da personalidade. Ser maduro é fingir estar longe das interrogações da vida, quanto mais sério e respostas você fingir ter, mais maduro você aparentará aos olhos de quem vê. E aí está o perigo das substâncias entorpecedoras; Já no estágio de entorpecimento é difícil criar pequenos detalhes que sustentem uma ilusão. O tempo passa numa fração que ainda não estamos acostumados a lidar. Somos instruídos desde cedo que o uso de entorpecentes é algo errado, coisa de gente fraca que não possui boa índole. Porém, de acordo com o que expliquei anteriormente, é mais certo confiar num indivíduo consciente do seu entorpecimento do que naqueles que esbanjam entorpecimento enquanto escondem-se nas entrelinhas da própria sobriedade.&lt;br /&gt;Os poucos indivíduos que não ousam se expor ao entorpecimento preenchem suas milhares de horas de vivência a provar diariamente que são as corretas. Este vago espaço de tempo perdido no universo que vivemos possui regras; uma delas é jamais perder o controle sobre o seu interior. Jamais deixe que suas verdades mais íntimas caiam no conhecimento de outras pessoas. Cada um vive o seu próprio espaço de tempo perdido, perdendo o seu tempo para provar aos outros que não está vivendo em um caminho diferente. E intimamente sabe que está.&lt;br /&gt;Já possuo alguns tantos anos de vida. Já passei por muitas experiências e muitas outras ainda irei passar. Mas, assim como quando ainda era uma criança e desafiava minha mãe enganando-a para dormir mais tarde, hoje, preencho alguns momentos da minha vida adulta com o entorpecimento para prolongar minhas noites e, longe do conhecimento de qualquer outra mentalidade, autenticar minhas verdades comigo mesmo. Faço relatórios de todas as verdades que comprovei em todos esses anos. E me delicio comparando tudo com as expectativas anteriores ao momento no qual as comprovei. O segredo para a felicidade mortal é estar sempre especulando as próprias reações buscar surpreender-se com tudo que for novidade. E é assim que me mantenho determinado a viver eternamente. A sensação de alegria dos seres humanos é apenas a conseqüência de fatos que de alguma forma os beneficia. Por causa do breve período de tempo que lhes é dado para desfrutar da vida, são instigados a desejar a eternidade das coisas; felicidade eterna, amor eterno, saúde eterna... Já percebeu a monotonia que esses desejos causariam a um ser fadado a viver eternamente? A conseqüência seria o desejo de um fim. E é neste dilema que eu me encontro. A idéia de estar tudo bem sempre, sem nenhuma possibilidade de perder tudo para o tal "sempre" é a única coisa capaz de destruir uma mentalidade eterna. Normalmente, os humanos não nascem evoluídos ao ponto de preservar sua mente. Isso se faz parasitando novos corpos materiais quando o nosso já está velho demais. Nós, vampiros, podemos absorver a mentalidade dos seres que possuímos, meio que aprisionamo-los ao inconsciente, ou simplesmente os destruímos, absorvendo todas as suas memórias. Para quem compreende o básico de computação, imagine um vírus capaz de invadir todos os sistemas e de auto atualizar-se. O caminho que utilizamos para transmitirmo-nos são as veias. Está tudo no sangue. Todas as informações são facilmente transmitidas pelo fluxo sanguíneo. Porém nem sempre o contato do vampiro se dá no intuito de trocar corpos. A troca dos corpos não é assim tão corriqueira. O mais comum é sugarmos informações (memórias) das vítimas para que consigamos sentir anseios mortais na nossa existência imortal. Vampiros jovens ainda iludem-se em deleitar-se de lembranças de felicidade e outros sentimentos parecidos. Eu busco todas as coisas trágicas e depreciativas, que beiram o insuportável. O anseio pelo fim dos mortais me nutre do desejo de ver mais um raiar do sol, mais uma onda quebrando nos corais, mais um último suspiro de paixão exalado por mais uma parceira que, cedo ou tarde, suspirará seu último suspiro, sendo dessa vez, de vida.&lt;br /&gt;A inconsciência sobre nossas "últimas vezes" nos faz não aproveitarmos com maior prazer àquela determinada vez. O último trago do cigarro seria bem mais longo se a pessoa soubesse que seria o último... É por isso que nós, vampiros, não tardamos muito a compreender que a impossibilidade de um fim repentino nos causa um vazio extremo. O fim torna-se delicioso e excitante. Mas, quem em plena consciência conseguiria dispersar a própria existência? É muita presunção achar que alguém é capaz de se matar. Seres humanos, no máximo, induzem a própria morte. Mas nenhum consegue desmembrar todas as memórias por livre e espontânea vontade. Deixar de existir conscientemente, por mais que isso possa parecer confortável depois de uma longa existência de sofrimento é uma tarefa impossível para a mente. Se os seres humanos soubessem induzir suas mentes a novos corpos, iriam enganar a morte tão bem nós, vampiros, fazemos. Não é por desejo de continuar vivo, é apenas o instinto de existência de cada mente.&lt;br /&gt;A única forma de fazer-se destruir é aprisionando a mente no que a permite existir: um corpo. E é este corpo que, no seu último suspiro vital, desfaz a mente. O corpo é não somente o berço, como também o sepulcro da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um vampiro jovem, com apenas uma troca de corpo. Tenho algo em torno de 144 anos mortais. Mais adiante comento sobre os primeiros 120 anos pertencentes ao meu corpo original. Este primeiro corpo que invadi possui uma curiosidade que me tornou diferente dos demais vampiros. Os primeiros vampiros surgiram naturalmente no meio dos seres humanos. Surgiram como aberrações que se adiantaram várias etapas no desenrolar natural da evolução humana. Houve um período de pausa na ocorrência dessas anomalias evolutivas e os vampiros que souberam usar suas habilidades, superando o desejo pelo fim, conseguiram viver muitos séculos, se é que ainda não vivem. Desde os primeiros vampiros até então não havia nenhum relato de duas mentalidades imortais existindo mutuamente num mesmo corpo. Uma sempre tende a dominar a outra, o que acaba na destruição de uma ou na demência de ambas. O que aconteceu comigo, logo na primeira troca de corpo, por sorte, ou azar, havia um vampiro natural (mais uma rara anomalia dos tempos) cujos poderes ainda não havia percebido. Seja como for, não houve conflito, muito pelo contrário, houve um fascínio imediato de ambas as partes. Propusemo-nos a existir em conjunto. Enquanto um estivesse ativo, o outro aceitaria permanecer inativo, "assistindo" a atuação do ativo em questão. E assim estamos até hoje, trocamos de posição quando bem nos convém.&lt;br /&gt;No entanto, há um problema: a mente que havia nesse corpo possui uma natureza altamente destrutiva. A sede por sangue vai além de apenas nutrir-se com novas memórias. "Ele" saboreia o sofrimento imediato das vítimas, principalmente o sofrimento psicológico ao qual as expõe. Desde nossa junção fui obrigado a participar de cenas angustiantes de torturas físicas e psíquicas que ele proporcionava as nossas vítimas. O que me fez não repudiá-lo por isso foi um interesse em comum a ambos: pessoas desprezíveis. Assim como eu, ele só "devora" pessoas com o conteúdo mais desagradável possível. Ele ainda não se deu conta da magnitude de possuir uma vida eterna, busca o desagradável apenas por vingança aos seus traumas e, no nível mais profundo da sua mentalidade, sei que ainda estão estampados anseios e desejos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anseios mortais são as melhores drogas para um imortal. Entorpecer-se durante a imortalidade com temores mortais é a única coisa que nos traz desejos verdadeiros pelo amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7951851858112720615?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7951851858112720615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7951851858112720615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7951851858112720615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7951851858112720615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/11/capitulo-6.html' title='Capítulo 6'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-5573787186494771827</id><published>2009-09-16T15:37:00.005-03:00</published><updated>2009-09-16T17:22:28.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Lembrança 5 - Felicidade</title><content type='html'>Sua infância foi marcada por perseguições covardes e as mais diversas decepções. O que normalmente formaria uma mente perturbada e agressiva viria a tomar um rumo completamente diferente.&lt;br /&gt;Já no ápice da adolescência, todas as lembranças das humilhações que havia sofrido sussurravam-lhe falsas verdades sobre si mesma. Ela estava amaldiçoando todas aquelas pessoas que destruíram seus sonhos com a dureza das palavras. Por mais que repudiasse todos aqueles escrotos que vomitavam discórdia em cima dela, sabia que estava se tornando igual a eles. Sem saber o que fazer para conter a própria ira, ela decidiu buscar ajuda com os pensadores do submundo. A medida que chegava mais perto de entrar em contato com eles, os dias se fechavam em angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente conseguiu fazer contato com aqueles que, sentia ela, serem sua última alternativa para salvar sua sanidade da escuridão total, sentiu um breve cessar das investidas dos seus demônios interiores. Foi então que afirmou para si que estava no lugar certo.&lt;br /&gt;- Boa noite, meu anjo! Entre e sente-se de frente a mim, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiada por uma repentina euforia, ela seguiu as palavras daquele misterioso senhor negro. Ela estranhou ouvir a entonação gentil e cheia de classe vinda daquela figura humilde de vestes esfarrapadas.&lt;br /&gt;- Não se deixe enganar pelos olhos, meu anjo! Por tanto sofrer, seu inconsciente induziu sua consciência a crer em determinadas ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que ele terminou de pronunciar aquelas palavras, tirou o cachimbo da boca e levantou a cabeça para baforar, revelando os olhos leitosos.&lt;br /&gt;- O verdadeiro cego não é aquele que não enxerga. Mas, aquele que finge não ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou um pouco atordoada com aquela visão e retraiu o corpo discretamente.&lt;br /&gt;- Não tenha medo de mim.&lt;br /&gt;- Me desculpe, eu não...&lt;br /&gt;- Não se preocupe, meu anjo. Você ainda está cega. Segure minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia observou as mãos trêmulas daquele velho senhor tateando pelo ar procurando as suas. Ela agarrou as mãos dele com rapidez para não perceber o próprio tremor.&lt;br /&gt;- Agora feche os olhos e concentre-se apenas no que irei falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a consentir com a cabeça, quando se deu conta da deficiência do senhor e pensou em concordar verbalmente, no momento em que ele começou a falar como se acabasse de ler seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Meu nome é Francisco. É um prazer enorme finalmente nos encontrarmos.&lt;br /&gt;- Você quer dizer que sabia que isso iria acontecer?&lt;br /&gt;- E você não? Seus sonhos estão sempre trazendo você ao meu jardim, esqueceu?&lt;br /&gt;- Eu não estou entendendo.&lt;br /&gt;- Abra os olhos da sua mente e verá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia abriu os olhos e mais uma vez se viu na saleta da cabana com o senhor de frente para ela segurando suas mãos.&lt;br /&gt;- Não são esses olhos que estou falando, deixe-me lhe ajudar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Francisco elevou uma das mãos ao rosto de Júlia e fechou suas pálpebras.&lt;br /&gt;- Adormeça, meu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sucumbiu num sono profundo imediatamente. Estava naquela pegadinha dos sonhos onde poucos segundos dão a impressão de anos. Quando as imagens começaram a se formar, ela pôde perceber onde estava. Ela já havia sonhado várias vezes com aquele jardim e o sonho sempre acabava quando avistava um jovem negro, de sorriso cativante e olhos verdes, acenando para ela da janela de uma choupana. Desta vez era diferente, o jovem acenou e as cores permaneceram, ela estava indo em direção ao rapaz.&lt;br /&gt;- Agora você abriu os olhos, meu anjo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela entonação simples e culta novamente... Só poderia pertencer a uma pessoa!&lt;br /&gt;- Francisco, é você?!&lt;br /&gt;- Por que o espanto, querida? Eu não agrado você?&lt;br /&gt;- Não é isso! É que... Por que você está tão diferente?&lt;br /&gt;- Você tem certeza que sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento Júlia olhou para as próprias mãos e pernas e percebeu que estava imunda, vestindo trapos e cheirando mal.&lt;br /&gt;- O que é isso? O que está acontecendo?&lt;br /&gt;- Calma, meu anjo! Esta é você. Esta é a sua imagem que você mesma criou guiada por todos os seus problemas.&lt;br /&gt;- Eu estou horrível, eu quero sair daqui!&lt;br /&gt;- Independente de onde você vá, esta será sempre você caso não siga em frente. Você confia em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levou as mãos à boca na tentativa de segurar o choro, por não saber o que responder àquela pergunta. Jogou-se no colo de Francisco, que veio ao seu encontro, esquecendo de vez a timidez perante aquele rapaz misterioso.&lt;br /&gt;- Olhe, você consegue ver aquele obelisco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia olhou na direção que ele apontava e avistou uma espécie torre gigantesca de cristal que irradiava uma luz azul incandescente.&lt;br /&gt;- Que cor ela está emitindo?&lt;br /&gt;- A-azul...&lt;br /&gt;- Ótimo, vamos seguir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco segurou firme o braço de Júlia e a conduziu até os pés do obelisco, tratando de confortá-la com suas sábias palavras durante todo o percurso.&lt;br /&gt;- Muito bem, meu anjo. Agora você precisa olhar para o alto e esperar pelo sinal. Assim que lhe for dado, você terá direito a um pedido ou resposta para qualquer tipo de pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele recuou e ficou olhando Júlia de longe, com seus olhos verdes que jorravam simpatia. Ela levou os olhos até o ponto mais alto que sua visão podia enxergar e um raio de luz muito forte penetrou diretamente em sua visão, causando cegueira imediata. Ela sabia que aquilo era o sinal que Francisco havia avisado. Sentiu o corpo todo enrijecer e mentalizou seu pedido. Imediatamente todos os sons cessaram e a o raio de luz que a cegava diminuiu gradativamente sua intensidade, fazendo a visão de Júlia retornar. Olhou para Francisco e pela primeira vez ele estava com uma expressão de preocupação. Voltou os olhos novamente para a torre de cristal e percebeu que toda a estrutura estava se desfazendo em pó a partir do topo. O pó irradiava o mesmo tipo de luz de antes, porém assumindo formas similares a estrelas, borboletas e várias outras formas delicadas que encantavam Júlia. Ela sentiu o corpo cair ao chão e o pó brilhante envolvê-la fazendo-a flutuar até o topo.&lt;br /&gt;- Acorde, meu anjo! Por que choras?&lt;br /&gt;Ela abriu os olhos e estava novamente na velha cabana, desta vez, caída aos braços do velho Francisco. Estava em choque e não conseguia fazer nada além de soluçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro delicioso do café tomou conta da cabana e Júlia despertou do transe. Francisco trazia lentamente duas xícaras de café caseiro recém coado. Apesar de estar novamente com os olhos cegos, desviava-se dos obstáculos como se os estivesse vendo claramente.&lt;br /&gt;- Beba, meu anjo! Vai te acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tomou alguns goles, mas não conseguiu conter a curiosidade.&lt;br /&gt;- Francisco, o que foi aquilo que aconteceu? Você estava lá, certo?&lt;br /&gt;- Queria eu compreender!&lt;br /&gt;- Você também não sabe?&lt;br /&gt;Ele riu calmamente e perguntou:&lt;br /&gt;- Você poderia me revelar qual foi o seu pedido ou pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela hesitou um pouco, suas bochechas coraram rapidamente. Respirou fundo, arregalando os olhos e respondeu:&lt;br /&gt;- Pedi para que as pessoas parassem de ser como são, principalmente as que tanto me machucaram. Que fossem felizes e não perdessem o tempo destruindo a felicidade dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir essas palavras Francisco suspirou e levou as mãos aos olhos cegos.&lt;br /&gt;- Era isso que eles procuraram por muito tempo, meu anjo! Alguém que na inocência maltratada soubesse valorizar o amor. Você renovou as esperanças para nossa evolução.&lt;br /&gt;- Isso é bom?&lt;br /&gt;- Isso é ótimo! Mas, me responda uma coisa. Você realmente abriu mão de todas as possibilidades de pedir o que quisesse para pedir a felicidade alheia, por livre e espontânea vontade?&lt;br /&gt;- Com certeza, Francisco! Eu compreendo que minha felicidade só será verdadeira se as pessoas ao meu redor forem tão felizes, ou mais, quanto eu.&lt;br /&gt;- Estupendo! Fico muito feliz por não ter perdido meu tempo com você. Agora me deixe lhe adiantar algo...&lt;br /&gt;- Pode seguir.&lt;br /&gt;- Num determinado momento da sua vida, um ser sedento por destruição cruzará seu caminho. Apesar da primeira impressão, não se deixe enganar. Ele sabe valorizar a felicidade tão bem quanto você. Porém ele próprio decidiu se privar dela para garantir uma evolução positiva da nossa espécie. De fato, já não é um de nós. Mas não tema, pois sua virtude é justamente a fraqueza dele. A felicidade é capaz de destruir sua eternidade. Castigo ao qual foi aprisionado.&lt;br /&gt;- Uma pessoa que não pode ser feliz?&lt;br /&gt;- Um ser que abriu mão da própria felicidade para viver a eternidade consumindo todo tipo de amargura. Não o julgue se não quiser ser julgada.&lt;br /&gt;- Acho que compreendi.&lt;br /&gt;- Então isso é só. Pode seguir sua nova vida, meu anjo!&lt;br /&gt;- Francisco, posso fazer uma última pergunta?&lt;br /&gt;- Mas é claro!&lt;br /&gt;- Por que você se refere a mim como se eu fosse seu anjo?&lt;br /&gt;- E não o é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia preferiu deixar as novas dúvidas que brotaram sem explicações por medo de trazer mais dúvidas. Saiu da cabana e sentiu uma espécie de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Déjà Vu&lt;/span&gt; ao olhar para a janela e ver o jovem Francisco acenando para ela numa rápida fração de segundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-5573787186494771827?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/5573787186494771827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=5573787186494771827&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5573787186494771827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5573787186494771827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/09/lembranca-5-felicidade.html' title='Lembrança 5 - Felicidade'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-2421037843441881202</id><published>2009-09-15T11:47:00.010-03:00</published><updated>2010-08-30T07:38:36.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 5</title><content type='html'>Após vários sóis e luas desde o meu primeiro encontro "formal" com Valentina, sentia suas memórias esborrando pela minha consciência com um fascínio extremamente agressivo. E foi justamente por essa agressividade que fui obrigado a me afastar, sabia que estando próximo acabaria por destruir àquela criatura que eu acabara de trazer para o mais próximo possível do meu ponto de vista vital.&lt;br /&gt;Apesar da obsessão demoníaca que espreitava meu interior, as lembranças de cada detalhe sobre ela preenchiam meu corpo com uma espécie de euforia angelical. Até suas grosserias verbais e visuais rodopiavam nos meus pensamentos causando discretos suspiros, os quais compartilhei com cigarros, Bob Dylan e a luz da lua. Cada Sol que surgia no horizonte trazia o gosto sufocante da saudade. Sentia-me estranhamente violado pelo meu próprio ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estava ouvindo a loucura parada, batendo à porta, entendi que ela estava a minha procura. O toque do celular quebrou o silêncio da casa, acompanhando os batimentos do meu coração que aceleravam gradativamente. A princípio, hesitei atender imaginando que suas intenções não seriam muito amigáveis, visto que a deixei para descobrir suas novas habilidades e necessidades sozinha. Acabei por atender lá pelo quinto toque. Estava certo. Ela me amaldiçoou com todos os espinhos verbais de sua ira lingüística. Pensei em sugerir que ela formalizasse um dicionário da língua maldita, seria sucesso absoluto entre os mais intolerantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a eloqüência dos xingamentos foram cessando, Valentina se conteve um pouco entre resmungos e suspiros, calou-se por alguns segundos e, numa espécie do que me pareceu ser um soluço, perguntou:&lt;br /&gt;- Quando?&lt;br /&gt;Surpreso pela indefinição da pergunta, fui obrigado a fazer uma outra:&lt;br /&gt;- Quando o quê?&lt;br /&gt;- Quando é que tu vai dar as caras novamente?&lt;br /&gt;- Assim que você me convidar, basta escolher o lugar.&lt;br /&gt;- Eu tô me mudando pra outra cidade. Pode ser lá?&lt;br /&gt;- Onde seria esse "lá"?&lt;br /&gt;- Eu tô indo morar em Recife, dá pra me encontrar lá daqui a três dias?&lt;br /&gt;- Por que tanto tempo?&lt;br /&gt;- Meu filho, tu tá em Porto Alegre, e por mais que tu tenha várias habilidades eu descreio na hipótese de tu conseguir se tele transportar. Fora que eu não tô com saco pra arrumar a mudança sozinha. Contratei uma equipe de decoradores pra dar um grau na minha nova casa...&lt;br /&gt;- Nossa! Você se adaptou realmente bem com as novas habilidades, hein?&lt;br /&gt;- E você ainda não viu nada!&lt;br /&gt;Depois de me despedir, desliguei a chamada e sorri ainda olhando para o visor tentando imaginar quais meios ela havia usado para me localizar, já que eu cuidava tão bem em não deixar rastros. Mudava de número de celular a cada 3 dias, sempre usando uma identidade nova. Ela estava novamente me surpreendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três dias que se sucederam foram dedicados a uma exclusiva mulher que secretamente - ou nem tão secretamente - muito me interessou naquele período em Porto Alegre. Nas primeiras vinte e quatro horas eu estive tentando localizá-la pela minha maneira preferida, o olfato - o cheiro das pessoas permanece nos lugares várias horas, mesmo depois que estas tenham ido embora. Encontrei-a já no final da noite nas proximidades da UFRGS, me contive apenas a observá-la. Observar mulheres sem que estas percebam sua presença é algo magnífico. Nem toda a maquiagem do mundo consegue esconder suas características mais íntimas. Deve ser por isso que a natureza se encarregou de fazê-las mais atentas, de modo que ninguém as observe despercebidamente. O segredo do charme feminino é o desvio da atenção de suas intimidades para suas superficialidades. Não necessariamente a futilidade. O que elas usam para distrair a atenção é exatamente o que vai promovê-las em charmosas ou meras vadias. Mulheres são seres que vivem se equilibrando numa corda tênue, onde podem cair num mar de mistérios extremamente cativantes ou numa fossa rasa de decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo dia eu deixei que ela percebesse minha presença, quis ouvi sua voz direcionada a mim pela última vez.&lt;br /&gt;Estávamos no mesmo PUB, mas ela ainda não havia sentido minha presença, então fui ao bar comprar uma cerveja e na volta cruzei o seu campo e visão. A partir desse momento começou o joguinho onde ela fingia que não sabia que eu a desejava e eu fingia que tudo aquilo era coincidência.&lt;br /&gt;Essa história que revelo só agora fora o motivo de começar a transcrever toda a minha trajetória. Tentando manter meu segredo oculto para o mundo, acabei me apaixonando por uma mulher comum e concordando em expor um pouco do meu talento com as palavras. Até o nosso último momento juntos, me contive no meu disfarce de pessoa comum. Não usei nenhuma das minhas habilidades para induzí-la aos meus desejos. Provavelmente isso que me fez ficar tão vulnerável aos seus encantos. Seja como for, foi escrevendo que tentei atingir os seus sentimentos. Quando estávamos frete a frente eu me sentia completamente aberto, era como se ela estivesse enxergando todos os meus segredos expostos como em uma galeria de arte. Jamais consegui falar todas as coisas bonitas que ela fazia meu interior gritar. Quando olhava em seus olhos - que estavam, incrivelmente, sempre a me encarar - meus ombros se contraíam e meu sangue transbordava por todo o corpo causando uma paralisia imediata. Apesar das minhas várias habilidades - sobre-humanas ou não - não soube como reagir com aquela situação. Infelizmente não consegui sentir na prática, mas na teoria eu estive perdidamente apaixonado por aquela criatura. E foi guiado pelo meu fracasso sentimental que segui para Curitiba, para dar um ar novo aos meus pensamentos, e acabei por cruzar o caminho da minha mais nova obsessão: Valentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a noite no PUB meus olhos não paravam de contemplar suas caras e bocas, a bebida já estava chegando ao auge do seu encargo quando uma das suas amigas sugeriu de irmos embora. Agradeci um milhão de vezes por aquela sugestão, mentalmente, claro.&lt;br /&gt;Obviamente, me dispus a acompanhá-las até em casa como exige uma boa educação. Dentro do táxi eu usei de cada curva fechada e buracos no asfalto para abraçá-la mais forte e sentir mais de perto o cheiro dos seus cabelos - exalavam ferormônios de um jeito que tive que travar batalhas comigo mesmo para não revelar os meus demônios ali mesmo. Chegando ao destino, ela me convidou para entrar, por alguns segundos eu relutei - charminho, claro - mas acabei por aceitar. Assim que entramos em seu quarto, a amiga caiu na cama e desabou em sono profundo. Ela então me sugeriu que sentasse no cantinho da cama aos pés da amiga. Fiquei lá sentado e observando ela descalçar os sapatos e cruzar as pernas - isso deve ser estratégia feminina, só pode! O simples ato de cruzar as pernas faz qualquer homem sucumbir nos mais diversos devaneios. Quando finalmente acordei do meu deslize hormonal, revelei que estava de mudança e comentei sobre os meus planos para a minha "vida normal". Ela me tratou com muita gentileza e atenção todos os minutos que estivemos lá. Deu-me alguns conselhos e esperanças que - apesar de passar longe de ser o que eu estava desejando àquele momento - me serviram muito bem. Ela também comentou sobre um livro de vampiros - sinal que ela já estava lendo essas coisas que eu escrevia. Perigo! - do autor André Vianco. Ri por dentro, duvidando um pouco da veracidade que poderia haver em tal livro, mas adorei saber sobre a admiração dela por "esses" seres. Enrolei um pouco na conversa para não ter que dar maiores satisfações sobre as coisas que escrevia, sabia que aquilo era uma armadilha para que eu acabasse dando com a língua nos dentes e revelasse as coisas que ela já percebera por alto. Ao fim da conversa anunciei que deveria ir embora. Ela concordou com um certo desapontamento no olhar - e que olhar! - e me acompanhou até a porta. Atravessei a rua e vi seu vislumbre esmaecer por trás da fumaça do último trago daquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais frustrante que essa experiência possa parecer, foi uma das mais reveladoras até então. Determinadas paixões, mesmo que não consumadas, podem se concretizar em um amor puro e incondicional. De uma forma mais direta, quem realmente ama quer apenas amar sem se importar se é também amado. O sentimento verdadeiro é aquele onde o indivíduo valoriza ser possuidor do sentimento e não possuir a pessoa que crê amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que os primeiros raios do terceiro dia invadiram as janelas do quarto, tomei coragem para levantar, lavar o corpo e preparar um café decente.&lt;br /&gt;Depois de me vestir e deixar as malas na sala fui dar um último passeio pela cidade, de skate, para me despedir dos postes, muros e sacadas que por muitos meses calaram sobre os meus segredos noturnos.&lt;br /&gt;O meu último desejo antes de entrar no avião era olhar para trás e avistá-la acenando um adeus ou coisa assim, mas não olhei para trás. Fechei os olhos e murmurei para mim mesmo:&lt;br /&gt;- M.J., eu a amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que os pneus decolaram, comecei a pensar nessa minha coleção de amores. Possuo uma vastidão de amores, é verdade. E isso é muito esquisito para pessoas comuns, por o tempo ser muito curto para elas o mais racionalmente correto é amar uma única pessoa e esperar que exista uma continuação divina após a morte. Senti-me um canalha pensando dessa forma - as vezes eu penso pelo ponto de vista de pessoas comuns. Foi então que me dei conta que as pessoas que amo não tem nada do que reclamar. Aquilo que me dei conta com a experiência com M.J. me serviu como uma luva nesse momento. Já que nada cobro por amar as pessoas, elas nada estão perdendo com isso, o único problema é quando eu as deixo cientes disso... Muitas pessoas se sentem donas das pessoas que as amam. Isso não tem a menor base racional. Mas uma coisa é certa, quem ama se faz presente sempre que sua presença é desejada, disposto a tratar da melhor forma possível e oferecer toda a felicidade - que no meu caso é um alívio, visto que a felicidade me destrói com mais rapidez que o oxigênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Atenção passageiros do vôo 6738, preparar para a aterrissagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último solavanco e a aeronave estava parada no pátio de desembarque. Assim que saí e o ar quente entrou pelas minhas narinas, senti um cheiro que há anos estava adormecido nas minhas memórias. O céu estava vemelho-alaranjado e o gosto de ferrugem assombrava novamente minha boca.&lt;br /&gt;Sem perceber, um sorriso se projetou nos meus lábios e um velho conhecido acordou depois de vários anos de sono.&lt;br /&gt;- Recife... Voltei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-2421037843441881202?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/2421037843441881202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=2421037843441881202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2421037843441881202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2421037843441881202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/09/capitulo-5.html' title='Capítulo 5'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-4821005691408845367</id><published>2009-08-03T13:41:00.007-03:00</published><updated>2010-05-18T14:43:38.040-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ironiragens'/><title type='text'>Quem nasceu primeiro?</title><content type='html'>Tive que dar um break na história pra compartilhar essa... "=D&lt;br /&gt;Eu cheguei numa conclusão sobre quem nasceu primeiro, mas pra saber você tem que decifrar um enigma que criei:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Quem se ludibria com minha beleza, cega os olhos para meu conteúdo. Para descobrir quem eu realmente sou, é preciso me livrar dessa prisão visual compacta."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/enigma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/enigma.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-4821005691408845367?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/4821005691408845367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=4821005691408845367&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4821005691408845367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4821005691408845367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/08/quem-nasceu-primeiro.html' title='Quem nasceu primeiro?'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8334452413338021033</id><published>2009-07-06T12:44:00.012-03:00</published><updated>2010-08-30T08:03:07.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 4</title><content type='html'>Olhei dentro dos seus olhos castanho-amêndoa, fui me aproximando com delicadeza ao mesmo tempo no qual levava minhas mãos ao seu rosto. Ela nem terminou de balbuciar o final da frase que começara; sucumbiu num suspiro longo e profundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Muito bem, Valentina. Presentearei você com uma memória extraordinariamente bela, de tão trágica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela consentiu com um olhar desolado e meigo, encharcado de lágrimas. Só então eu puxei o seu corpo contra o meu e entreguei-lhe meus lábios. Ela beijava com uma voracidade bastante peculiar, oscilava os lábios demonstrando temeridade ao mesmo tempo em que encarnava uma besta esfomeada que, após muitos dias, saboreava a primeira presa. Causei pequenas incisões nas nossas línguas e iniciei a transição de memórias. Dessa vez eu não absorvi nenhuma, apenas concedi-lhe as habilidades necessárias para tornar-se uma de mim, juntamente com um presente que, há muito tempo, havia escondido…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estava caminhando por um dos becos da minha cidade natal, quando percebi a movimentação de outras crianças. Estavam muito animadas amontoadas em volta de uma lata de leite velha. Havia muito barulho ali, as crianças gritavam e riam aos montes. Curioso pelo que estava acontecendo, fui me aproximando lentamente. Quando estava à meia distância, elas saíram correndo para todos os lados gritando com muita euforia. Ainda sem entender o que estava acontecendo, fui me aproximando da lata para descobrir o que haviam deixado embaixo dela. Quando estava prestes a empurrar a lata com o pé escutei um grito vindo de trás:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- SÁI DAÍ, OTÁRIO! TEM UMA B…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que sucedeu foi uma espécie de explosão implosiva - por mais contraditório que isso possa parecer - a qual eliminou qualquer ruído que meus ouvidos pudessem captar. Senti meu corpo sendo arremessado para trás e uma força invisível puxando meu rosto para o centro da explosão. Neste momento, até o tempo havia parado, apesar de sentir como se houvesse transgredido a barreira do tempo e estivesse perdido a infinitos anos luz no futuro. Não havia nada exceto o preto. Ao que minha consciência foi se restaurando, uma voz de mulher adulta – suave com timbre levemente grave – começou a narrar uma história que ao mesmo tempo no qual me assustava, me confortava.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- …e o menino da lua deveria retornar. Ele deveria mostrar para si mesmo o que realmente o importava. E tudo isso o estava esperando no seu próprio reino, da lua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhava ao meu redor, ainda assustado por não haver nada, exceto a escuridão que me envolvia. Aos poucos pequenas partículas de pedra foram se aglomerando e formando um caminho, o qual segui. A cada passo que eu dava, o caminho se desfazia às minhas costas e se recompunha à minha frente. Haviam leves pausas na voz que narrava todos os passos que eu dava, e durante essas pausas uma música com toques artificiais de sintetizadores invadia minha mente. Era de uma sombriedade indescritível toda aquela escuridão, a música e o único caminho estreito a minha frente. Uma sensação horrível de desolação consumia meu interior, porém, a visão do caminho me causava euforia e esperança – tinha certeza que mais adiante eu encontraria tudo o que precisava para me confortar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Siga, menino! Vá rumo ao centro! Está tudo lá, esperando por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por mais que tentasse correr, meus pés não me obedeciam. Foi quando percebi que até então não havia percebido meu corpo. Eu não existia mais! Meu corpo não estava mais materializado. Havia apenas vácuo onde deveriam estar meus pés, minhas mãos… Entretanto, eu conseguia tocar em tudo. Não conseguia enxergar, mas estava tudo no lugar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não se deixe levar pelos limites da visão! Você é muito importante para o funcionamento da lua, menino. Continue!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por mais intrigante que os comentários da voz fossem, eles me confortavam bastante. Continuei caminhando até avistar, mais adiante, um pequeno planeta. Era tão pequeno que parecia não caber mais de uma pessoa lá. Chegando mais perto, observei que havia uma redoma no chão. Havia uma luz tênue que saía de dentro dela. Assim que coloquei o primeiro pé no planeta, o caminho se desfez completamente às minhas costas e todas as partículas que o formavam desapareceram. Aproximei-me da redoma e quando estava prestes a toca-la, a voz retornou:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Faça agora a sua escolha, menino. Você pode viver eternamente neste pequeno planeta comigo, e ser dono de tudo o que ele oferece – tudo o que sua imaginação possa imaginar – ou adentrar na redoma e limitar-se a viver eternamente com aquilo que você mais desejar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensei um pouco e achei que a voz não era assim tão sábia… Eu poderia ficar no planeta e contemplar de tudo o que quisesse, inclusive aquilo que iria me ser servido dentro da redoma. Qual seria então a moral disso tudo? Quem seria estúpido o bastante a ter uma só coisa, quando se pode escolher ter tudo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não se engane, menino! Fora você pode ter tudo que imaginar. Mas tudo que você imaginar, não será nada mais além do seu próprio reflexo. Dentro dessa redoma, você não terá o controle de nada. Entretanto, aquilo que você escolheu, será real e eterno…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de muito complexo para minha pouca idade, entendi o raciocínio. Observei a redoma e a transição de imagens de acordo com o que eu desejava. Num certo instante senti saudades da minha mãe, e a imagem dela apareceu dentro da redoma. Não só a imagem da minha mãe, como também do meu padrasto e dos seus dois filhos. Eles estavam presos dentro de uma espécie de ampulheta e sentiam fome e tristeza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ah! Agora você está pronto para decidir, não é mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes que eu pudesse terminar a transferência da memória, Valentina recuou a cabeça e desabou nos meus braços.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Querida, isso foi muito para um só dia? Me desculpe, eu não…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Cale-se! Você… Era você, não era?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não posso revelar, agora. Na hora certa você vai descobrir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Esse seu mistério me irrita, ao mesmo tempo em que me seduz!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não se preocupe! Em breve você irá compreender tudo, eu prometo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Você quer entrar?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Com certeza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entramos no apartamento e ela me indicou a cama. Sentei-me demonstrando um pouco de vergonha – como ela conseguia fazer isso comigo? – e fiquei observando-a. Ela foi até a cozinha e voltou com duas xícaras de café. Sentou-se ao meu lado e não falamos mais nada até o último gole.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Victor, você me convidou para um cigarro…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ah! É verdade… Onde estão meus…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não se preocupe com isso. Depois de toda essa loucura, preciso de uma droga mais forte que nicotina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela encarou-me com um olhar fixo e ininterrupto enquanto despia minha camisa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Valentina, eu…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Vai amarelar, broto? Um pedaço de mal-caminho desses com medo de uma pobre puta?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não é isso, eu acho que nós…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela me empurrou na cama e começou a despir minhas calças, fazia tudo sem tirar os olhos dos meus. Era uma sensação que, por séculos, não sentira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Você me ama. Não é, Victor?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Amo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ridículo! Você nem me conhece…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Querida, o amor que eu sinto é meu. Independente do que você venha a sentir por mim. O que me faz amar você é a minha autodestruição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não entendi bulhufas! Acho melhor você calar a boca antes que eu broxe!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Achei hilária a ironia e abri um sorrisinho cínico – desses de canto de boca. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Então, vejamos se eu consigo fazer seu brinquedinho funcionar, querida!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É assim que se fala, gacto! Agora vem e me possui como nunca fez antes com uma mulher!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não consigo nem me recordar como foi que tirei – ou rasguei - as roupas dela. O tesão estava escorrendo pelos nossos corpos na forma de suor. Apesar de um corpo delicado e pequeno, comparado ao meu, haviam imensas áreas de exploração para minhas mãos. Percorri todos os seus um metro e cinqüenta e poucos centímetros de sensualidade com língua e mãos. O gosto salgado do suor concentrado de hormônios me deixou completamente embriagado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pára com esse banho de gato e me come feito homem, cara!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, como tudo tende para a imperfeição, Valentina não poderia escapar da regra. Romantismo pra ela era tão necessário quanto ouro é para os peixes… Seja como for, arqueei-lhe as pernas num “v”, verticalmente perfeito, e penetrei sem nenhuma dó – as últimas palavras machucaram o pouco de humano que ainda restava em mim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Vai, gostoso! Me castiga bastante!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse negócio de conversar durante o sexo sempre foi um problema pra mim. Nunca consigo pensar em alguma coisa pra falar, acho que se abrir a boca, vou parecer um idiota. Então, me mantenho calado o tempo inteiro…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Fala alguma coisa! Me diz o que você quer fazer comigo, seu demônio tesudo!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ok! Nesse momento a coisa complicou… Ela me pôs contra a parede. Descobriu meu ponto fraco sexual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ehr… Eu…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O que? Eu não tô ouvindo nada! Fala como homem!! Melhor, solta esse demônio em cima de mim!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pára de falar e abre mais a boca que eu tô gozando, sua vaca!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se pondo em posição, ela me lançou um olhar de reprovação e começou a falar:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Também não precisa avacalhar, né? Tá pensando que eu sou o que, uma…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gozei! Gozei anos de dormência de uma boa foda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;*gasp gasp*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Filho de uma puta!!! Avisa quando vai gozar! Você não sabe o que são bons modos?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- E agora eu vou ter que discutir sobre bons modos com uma puta?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nós paramos, nos encaramos e caímos na risada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Aceita um cigarro agora, Valentina?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Claro, broto!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Peguei a carteira de cigarros, ofereci-lhe um e peguei um para mim. Acendi os cigarros e ficamos deitados fumando. Devo dizer que foi sexo digno de Deuses. E o mais divino disso tudo foi nosso comportameto - extremamente maduro, devo salientar - nos mometos seguintes: enquanto eu fazia rosquinhas de fumaça, ela as espetava com jatos retos de fumaça. Parecíamos, realmente, duas crianças que acabaram de descobrir o que era sexo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando o dia estava prestes a raiar, me levantei da cama sem que ela percebesse e me vesti. Escrevi um bilhete e o deixei na penteadeira antes de sair:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;“Você conseguiu chegar onde nenhuma outra jamais ousou caminhar. Quando quiser, basta entrar em contato. Você saberá como e onde me procurar.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Victor&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8334452413338021033?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8334452413338021033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8334452413338021033&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8334452413338021033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8334452413338021033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/07/capitulo-4.html' title='Capítulo 4'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7790380236591383983</id><published>2009-07-01T11:34:00.003-03:00</published><updated>2009-08-03T13:56:24.319-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mal havia entrado no lobby principal do hotel, o qual iria me hospedar naquela noite, quando a ansiedade tomou conta de mim. A inevitável inquietude se alastrou dentro de mim, e eu sabia que não aguentaria esperar muito até conseguir entrar em contato com aquela criatura que muito me havia causado interesse. O momento no qual a tomei nos braços,  foi uma perfeita encenação enquanto furtava alguma pista de como encontrá-la mais tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atravessei o lobby diretamente para a recepção, olhando fixamente para a recepcionista. Era uma moça extremamente simpática, de modo que não chegava a perder a elegância. Parando de frente para ela, pedi um quarto para uma noite, no oitavo andar e, retirando o fruto do meu delito do bolso – um cartão de uma agência de acompanhantes – entreguei para ela pedindo que localizasse a pessoa responsável pela agência. Ela hesitou alguns segundos, retirou o telefone do gancho e minutos depois me entregou o cartão e um bilhete com um nome e um número de telefone escritos. Agradeci e segui até o elevador. Enquanto os malditos números  de cima da porta metálica decresciam, puxei o cartão do bolso e dei uma conferida:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Sexy Fusion Club   &lt;br /&gt;(xx) xxxx-xxxx&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No verso do cartão havia um nome escrito: “Valentina”. Só podia ser o pseudônimo da tal puta intrigante. Senti meus lábios formando um sorrisinho sarcástico. Ao meu ver, era engraçado imaginar que ela havia escolhido esse nome para esconder sua própria identidade. Entretanto, tinha muito a ver com o temperamento borbulhante dela. A porta do elevador se abriu e eu entrei, apertando o número 8 no painel. - Eu sempre escolho ficar no oitavo andar dos hotéis, e sim! o número 8 tem um significado. - Guardei o cartão no bolso e puxei o bilhete que a recepcionista havia me entregado:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Tainá xxxx-xxxx&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Provavelmente a responsável pela agência de acompanhantes. Deduzi. Empurrei o bilhete no bolso e enquanto os números aumentavam, fiquei relembrando o encontro mal sucedido com Valentina. Apesar de ela não possuir a habilidade de controlar o fluxo de memórias, havia alguma coisa diferente nela. Ao contrário de todas as minhas vítimas passadas, nela havia a mesma fome por destruição que me transformou.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim que a porta do apartamento bateu às minhas costas, fui me despindo e seguindo em direção ao telefone. Repassei mentalmente quais desculpas usaria para conseguir as informações que necessitava e só então me adiantei a digitar os números.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após algumas horas de intensa insistência e algum suborno, consegui um endereço. Não tardou muito e eu já estava no caminho. Carregava uma mochila com todo o dinheiro que ainda me restava, algumas roupas e o meu notebook. Assim que avistei o pequeno edifício que constava no endereço, pude sentir o cheiro dela que quase me passou despercebido. Decidi entrar no apartamento dela antes de tentar um contato físico. Fui me esgueirando pela sacada dos apartamentos e assim que entrei pela janela, percebi que ela estava tomando banho. O computador estava ligado e várias janelas minimizadas piscavam aleatoriamente. O messenger dela estava aberto, então adicionei meu contato e antes que ela pudesse suspeitar da minha presença, me esvaí sorrateiramente do quarto. Creio que esse foi o meu feito mais idiota até então. Qual criatura com várias habilidades iria invadir o quarto da sua vítima para incluir-se na lista de contatos e pedir permissão para encontrá-la? Senti-me incrivelmente abobado enquanto subia para o andar de cima, que estava vazio. Sentei-me na varanda, posicionei o notebook e esperei até que ela saísse do banho…&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;i&gt;Victor diz:     &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Ora, ora! você aparaceu mais cedo do que eu esperava&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E você seria...?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Meu nome é Victor, o seu nome é mesmo Valentina?&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E por que não haveria de ser, certo, Victor? Alguém me indicou a você?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Na sua profissão, muitas escolhem por alterar a identidade. E, na verdade, ninguém me indicou... Você acredita em destino?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Demorou alguns alguns minutos para voltar a responder, provavelmente estava secando  os cabelos, pois ouvi o barulho irritante característico dos secadores.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Valentina diz:&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;Primeiro, sabendo da minha profissão, e que nesta se altera identidades, deve saber que isso tem um propósito: o de não saberem o seu verdadeiro nome. E não, não acredito em destino. Eu faço o meu destino e, se você sabe isso sobre mim, de certo soube fazer bem o seu pra chegar até aqui. Sabe, Victor, serei sincera... na medida do possível, claro. Eu não costumo perder muito tempo com esse tipo de conversa, isso inclusive me tira um pouco o tesão pra uma primeira vez com um cliente. tudo bem se você não quer dizer quem me indicou, entendo e admiro esse seu sigilo. mas vamos ao que interessa, ok? O que você quer, exatamente?        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Victor diz:         &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Em primeiro lugar, essa não é a primeira vez que nos falamos. E em segundo lugar, ninguém me indicou você, eu que a escolhi.        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Valentina diz:&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;Não lembro de ter me posto em catálogos, querido. Você deve estar me confundindo.        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Victor diz:&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;Você pode não estar lembrada de mim, do meu rosto, mas com certeza lembra de coisas que nunca vivenciou antes.        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Valentina diz:&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;E por que me procura novamente? Não costumamos repetir clientes, por precaução. Evitamos muita dor de cabeça dessa forma. Ah! Claro. "Destino", "coisas que nunca vivenciou antes"... hahaha filho de uma puta!Lembro de você, de fato. Que ironia! E não lembro do seu rosto em detalhes, é verdade... a rua estava muito escura quando você me agarrou sem sequer me pagar um tostão!        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Não existe ironia, nem destino. Creio eu que após nosso "encontro" você percebeu na prática a inexistência da teoria do destino, certo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Certo, certo... Entenda como quiser, mas não me faça perder tempo. Se ao menos você fosse um cliente, eu teria motivos pra lhe tratar bem e até pra ficar de conversa fiada       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Eu posso pagar o quanto você quiser, mas tenho coisas mais valiosas para lhe oferecer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;De&lt;/span&gt; certo a conversa a estava perturbando bastante, pois pude ouvir seus passos vindo em direção a varanda abaixo de mim e o click do isqueiro, seguido do cheiro carregado do cigarro. Minutos depois, os passos foram se distanciando, pra dentro do apartamento e a janela do messenger piscou novamente…&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;i&gt;Valentina diz:     &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mais valiosas, é? Tipo o quê?&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Se você me permitir explicar o que aconteceu na noite passada, eu posso propor o acordo       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pois é... mas tem esse homem, sabe? que está me aguardando ansioso pra que eu chupe ele todinho, e que vai me pagar muito bem por isso. Eu disse MUITO bem.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Não precisa ser arrogante, serei breve&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pois bem, que seja.&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Por que você foge da felicidade?&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O que quer dizer com isso?&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Na noite em que a tomei nos meus braços, permiti que você experimentasse um pouco das melhores sensações que as pessoas que cruzaram meu caminho sentiram. Achei que, assim como todas as pessoas, essas boas sensações a deixariam satisfeita. Mas enganei-me. você repudiou o que aconteceu. As memórias, que te presenteei não foram agradáveis o bastante?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Não. Foram fragmentos. Fragmentos retirados de vidas sofridas. A única coisa que você quis fazer, e não conseguiu, foi "presentear-me" com uma ilusão de felicidade que não existe. Você pegou a peça mais bonita do jogo todo de quebra-cabeças de cada pessoa, e quis me convencer de que aquilo era o todo, e um todo feliz. você tentou, como todos os outros, me enganar. mentiu pra mim. E achou que eu cairia nessa ladainha, mas não se engane pela minha aparência de moça, meu caro. já vivi o suficiente pra saber bem que felicidade não existe, e é por isso que não fujo dela. você é que está enganado ao pregar esse tipo de ilusão idiota às pessoas e ainda sai a se vangloriar por isso. você não passa de mais um que quer dar o que as pessoas querem obter, em vez do que elas precisam.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Então me diga você, o que a torna menos infeliz. Independente da loucura, cada qual tem sua cura       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu não preciso de felicidade. As pessoas não precisam de felicidade, porque a que você proporciona, é uma mentira. e por mais que a maioria das pessoas aceitem isso de bom grado, eu não aceito uma mentira. porque de mentira, já basta-me a que sou. Não pense que sou infeliz. tenho apenas momentos bons e ruins que, talvez, sejam mais intensos do que a maioria das pessoas gostaria. mas isso não me torna nem feliz nem infeliz. me torna humana. Me torna o oscilar entre esses dois horizontes. Mas o que diabos você quer com isso?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Impressiona-me saber sua opinião, visto que seu trabalho proporciona, exatamente, a mesma ilusão. Mas deixa isso pra lá, você precisa entender o seguinte: tudo que você falou, na teoria, é tudo verdade...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sobrevivência, meu caro. sobrevivência... Como eu disse, de mentira, já basta-me a que sou.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Mentira? Todas as sensações que retiro das pessoas são reais. nada foi inventado. imagine o que significaria a sensação de andar para um paraplégico de nascença? Imagine qual seria o significado de alguém que nasceu cego, conseguir milhares de imagens reais do mundo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Certo. Ok.&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O que eu busco nas pessoas não são as boas memórias. Longe de mim! O que me estimula são as dores. Eu já sei muito sobre você, bem mais do que você própria conhece       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Justamente. o que LHE estimula são as dores. mas o que você passa aos outros são os belos momentos de vidas que não lhes pertencem. Você carrega em si as dores porque, assim como eu, você sabe bem que elas sim são reais. Muito mais do que as alegrias que você passa para as outras pessoas. Creio que, portanto, no fundo, fazemos exatamente o mesmo. Iludimos os outros com momentos de prazer para guardarmos em nós o que realmente valorizamos: as dores.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Você contradiz o seu próprio ser&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Claro, claro que contradigo!&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Você usa toda dor e amargura que consegue acumular para incrustar nessa sua armadura de rancor&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu deixo que sintam prazeres a partir do meu corpo, assim como você, mas contanto que me paguem... Acho então que você sim, é um mistério, Victor. Eu não sou motivo de atração para curiosos, você sim!       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Eu? Normalmente eu passo numa multidão sem ser notado. Creio que o verdadeiro curioso aqui sou eu, já que estou sempre a bisbilhotar o interior das pessoas       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Claro! Mas prossiga, ainda não entendi o que faz um despertador de curiosos como você, ter curiosidade em relação a mim. Não tenho mistério nenhum, como pode ver.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Mistérios você tem, vários. Que nem você, inclusive, tem noção deles. Eu queria propor um intercâmbio de memórias       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Se você sabe deles, não lhe são mistérios. E o que significaria esse tal intercâmbio?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Eu não sei tudo, assim como você pressupôs anteriormente, eu retiro partes como num quebra-cabeças.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Bem... De alguma forma, isso me reconforta. Mas prossiga...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Todas as lembranças que você quiser eliminar, eu as faço sumir       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Em troca de...?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Em troca das memórias do quê e de quem você quiser. Creio que essas coisas sejam valiosas demais para serem trocadas por dinheiro... Mas se esse for seu preço, dinheiro não me é problema       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Não troco. Mas obrigada pela oferta, fico lisonjeada.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Por que não? O que as torna tão preciosas para você?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Não creio que valha a pena me livrar das memórias que tenho. Elas me fazem ser o que sou, e me fazem sobreviver. Se eu as der a você, terei muita coisa a reaprender na vida. E o que eu aprendi com essas memórias gritantes, não tem dinheiro que possa pagar. Me perdoe. Gostaria de poder lhe ajudar, mas...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Então me diga você qual foi a lição que você aprendeu se submetendo as atrocidades daquele padre maldito? As memórias que ele possuía sobre você não sugeriam uma boa evolução.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Foram atrocidades pra você, Victor. Aquilo não me fez diferença para as coisas que já passei. É disso que falo. Se eu perdesse essas lembranças, aí sim o que passei com aquele padre me seria uma atrocidade absurda. O que passei com ele mudou em mim apenas o fato de me preencher mais o bolso.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Impossível! Mas não importa, eu estou inevitavelmente apaixonado por essa sua sede de destruição. Existe alguma coisa que você gostaria muito nesse mundo? Material ou não?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Por que? Você conseguiria pra mim?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Talvez       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valenina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Se eu lhe dissesse que desejo a minha morte, você me mataria?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Só se você me convencesse de que realmente quer isso       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu não quero.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Então, por que da pergunta?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quis testar aonde iria essa sua paixão pela minha sede de destruição. Mas bem, eu tenho uma proposta pra você.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Adiante       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Por mim, você não terá, nunca, todas as minhas memórias. Que isso fique bem claro. Mas posso negociá-las como negocio o meu corpo. Sou boa nisso. Assim como faço com meu corpo, cada parte e importância das minhas memórias terão um preço. Mas esse preço eu que determino. Você aceita?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;O preço será em dinheiro?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Não. Como eu disse, dinheiro nenhum pagaria o que aprendi mantendo essas memórias vivas em mim. Eu as troco por memórias, como você primeiramente sugeriu. Só que, em vez das prazerosas, quero as mais sofridas.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Mas essas são as que eu também busco       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mas não quero as de pessoas que passaram por você... Meu preço é alto, Victor. Muito alto. Eu troco as minhas memórias mais sofridas pelas SUAS.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Hmm! Você tem um potencial surpreendente... sem contar na ousadia sem limites       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E tem que ser aos poucos. Eu devo escolher quais das minhas memórias você poderá pegar primeiramente, e SE poderá pegar outras depois... Quero ver se as que terei em troca valerão a pena. Estamos de acordo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Por mim, tudo bem. Mas isso é impossível, no seu estado atual       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Qual seria o meu estado atual?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Acho que já é hora de esclarecer as coisas. Olha, pode parecer ridículo. Mas existem vampiros no mundo. Mas não como nos filmes, livros ou o que quer que seja. Como você já deve supor, eu sou um. Nós não vitimamos pessoas por sangue. O que estamos sempre buscando são memórias... No caso, humanos comuns não conseguem escolher memórias, é uma habilidade paranormal para vocês. Ou seja, minhas memórias você só  irá conseguir se aceitar tornar-se um vampiro também.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu teria todas?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Se assim fosse, eu deixaria de existir       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Uma memória minha em troca de uma sua, por vez, e ainda assim teria que tornar-me vampira, é isso?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Exatamente       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Hmm... Interessante.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Dinheiro não seria mais problema em sua vida       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;hmmm, mais interessante ainda... Mas não poderia mais fazer sexo na vida também? hahahaahah       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Claro que poderia, esse lance de que vampiros não fazem sexo é mera ficção. O sexo, inclusive, fica bem melhor, visto que somos exímios controladores da corrente sanguínea       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Hmmm, muito dinheiro, sexo otimizado e memórias da criatura mais estranha e misteriosa que já me cruzou o caminho? Não sei, Victor... Eu não deveria confiar em você, isso é fato. Você pode estar blefando apenas para me sugar o sangue, me matar ou simplesmente não cumprir com o combinado, e me deixar abestalhadamente "feliz" e sem minhas tão veneradas memórias... Mas já não confio em seres humanos há tanto tempo... Nenhum imortal me traiu a confiança, então creio que sou uma virgem nisso, certo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Você errou em uma coisa e me subestimou em outra       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Corrija-me, então.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Vampiros não são fisicamente imortais. E me subestimou quando falou que eu poderia estar te enganando. Ora, se eu quisesse apenas obter suas memórias bastava apenas tomá-las sem pedir permissão. Porém, vejo que você me seria uma ótima compahia. Caso você se torne um vampiro, logo descobrirá que vampiros nunca vivem em harmonia. Mas no nosso caso, creio temos interesses em comum       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Por que nunca vivem em harmonia? &lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Um vampiro pode extrair todas as memórias de um outro, se este for pego desprevinido. O que perde as memórias torna-se apenas um corpo vazio. recomeça a vida, com o corpo já desgastado.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Isso não te amedronta? Pensar que pretende me proporcionar um poder como esse? Pensar que eu posso, um dia... Lhe pegar desprevinido, por exemplo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Não. Logo que você provar das minhas primeiras memórias, vai perceber que não conseguiria possuir todas de uma vez       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Entendo... Aliás, faço idéia.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Pois bem, quer um tempo para pensar ou quer o quanto antes?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sabe o que mais me faz temer nisso tudo? É que, definitivamente, eu não sei como você lida com isso... o fato de PODER viver por séculos e séculos...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Meu corpo verdadeiro já morreu há muitos anos. Transferí minhas memórias para esse.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Não temo a velhice em si, não do corpo... Mas justamente esse acúmulo de memórias com o passar do tempo. Me conforta saber que meu estilo de vida hoje não me permitirá muito tempo nessa merda. Mas viver assim...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Ora, você escolhe as memórias que quer eliminar… basta depositar nas vítimas.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;você já colocou alguma das suas péssimas lembranças em alguém?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Tive que colocar nesse que sou hoje, certo?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Em alguém que não fosse ser você... Que fosse carregar isso POR você... Já colocou?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Nunca       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Por que?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Eu ainda não encontrei nenhum espelho que revelasse minhas repostas. Quem sabe você não descubra?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Você quis dizer que quem sabe eu descubra o seu espelho ou o meu?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Quem sabe você descubra porque eu jamais transmiti minhas memórias originais a ninguém.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu sei bem o que quero, Victor. Mas não estou certa ainda de que você esteja tanto quanto eu, nesse aspecto. Temo por você, por não saber se você QUER me transmitir suas memórias originais, para que eu possa tentar descobrir o motivo delas jamais terem sido transmitidas a ninguém, ou se apenas o fará pelo acordo, para conseguir as minhas...       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Eu querer ou não querer, vai mudar em alguma coisa?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu tenho muito o que perder com isso - minhas lembranças, minhas dores - mas você carrega um peso grande demais para depositar numa estranha como eu apenas por uma curiosidade que pode sumir amanhã. Eu posso continuar com a minha vida como estou, da mesma forma que você. Amanhã acordarei e pensarei que isso não passou de um sonho, nem feliz, nem infeliz - apenas um sonho. Talvez você deva refletir um pouco. É tudo o que quero dizer. Porque, para mim, já está decidido.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Pra mim já está mais que decidido       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Estamos de acordo, então?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Hmm. Onde e quando você quer que seja o nosso encontro?&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Você saberá onde me encontrar, certo? Não posso marcar um dia, pois até lá tenho que cumprir meus "deveres"... e são sempre em locais muito diferentes       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;O que voce acha de nos encontrarmos e furmarmos um cigarro juntos enquanto conversamos pessoalmente, agora?       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Uma ótima idéia       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Ótimo, então pode ir ao meu encontro, na varanda.       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Valentina diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Deixe-me sair primeiro e, se possível, continue invisível aos olhos dos outros, não posso ser vista conversando com um homem. As notícias correm por aqui, nesse ramo…       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Victor diz:      &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;Ok&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;A observei chegar na varanda um pouco incrédula, com os olhos revirando todos os cantos, Então fui descendo silenciosamente pela sacada, parando por trás dela, sem ser visto. Ao meu toque ela virou bruscamente com uma espécie de sorriso trêmulo nos lábios, deixando escapar algumas palavras:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O-o-oi, V-Victor! Eu…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7790380236591383983?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7790380236591383983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7790380236591383983&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7790380236591383983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7790380236591383983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/07/capitulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7708604361345379444</id><published>2009-05-26T22:24:00.004-03:00</published><updated>2009-05-27T15:32:37.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não agüentava mais viver a mesmice diária à qual estava aprisionado. Nem mesmo a idéia de experimentar novas memórias estavam me excitando. Havia se passado muito tempo desde a minha última vítima, quando decidi viajar para respirar novos ares. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Curitiba é uma cidade peculiar, tanto no aspecto estrutural quanto social. Fiquei extasiado com todas as novidades daquele lugar – desde o sistema de transporte urbano quanto o charme visual dos bares noturnos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estive vagando pelas ruas por duas agitadas semanas, sempre passando despercebido como um ser anônimo - todo tipo de anonimato me é muito excitante. Os programas que escolhi foram coisas normais: freqüentar boates tipo a “Wonka”, beber o flamejante “hellfire” num dos muitos bares, trocar idéias com desconhecidos, conhecer novos estilos de músicas…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na minha última noite – não por escolha – resolvi conhecer de perto as igrejas da cidade. Apesar de jamais frequentá-las durante os cultos, adoro observar seus detalhes arquitetônicos, tocá-los… Vampiros não possuem super-poderes como descrevem muitos romances fajutos por aí. Porém, possuem uma agilidade e sensibilidade muito acima da normalidade humana. E foi utilizando desses atributos que pude passar despercebido por quaisquer olhares perdidos dos transeuntes e escalar cada igreja, analisando cada pedacinho de suas respectivas estruturas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algumas vezes fico tentado a adentrar nas igrejas e furtar algum artefato para guardar de lembrança. E foi justamente numa dessas tentativas que – à rua Brigadeiro Franco, na igreja católica São Jorge – quase fui pego em flagrante. A arquitetura bizantina me cativou de longe, e me adiantei a entrar por uma das janelas da cúpula menor, lá dentro haviam alguns crucifixos e ornamentos de prateados, bem como uma cama perfeitamente forrada por lençóis de seda branca com detalhes dourados. Enquanto pensava sobre o que furtar, escutei a maçaneta girar. A adrenalina subiu rapidamente pelo meu corpo, acelerando mais ainda todos os meus movimentos. Fui me esgueirando pelas sombras até sair pela janela, cuidando para deixar uma fresta por onde pudesse observar o que iria acontecer ali dentro. O que se sucedeu foi um flagrante que jamais pude constatar de tão perto: uma jovem mulher entrava no quarto seguida do padre, que logo a ordenou que se despisse e deitasse na cama. Apesar da minha descrença nessas coisas, o sacrilégio me surpreendeu. O fogo que emanava dos olhos do padre era uma coisa demoníaca. Ele ria como um pequeno diabrete, quando se livrou da batina, pendurando-a num cabide próximo. Não agüentei assistir toda a cena, aquilo me embrulhou o estômago, então me sentei de costas para a janela e fiquei observando a rua, soltando anéis de fumaça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma moto passou pela rua fazendo um barulho infernal, – não entendo como alguém pode achar bacana colocar canos de escape especiais para causar tamanha barulheira -  foi quando desci os olhos até os portões de entrada e vi a figura de uma pessoa enrolada numa manta negra, saindo de dentro da igreja. Deduzi que fosse a mulher que estava, momentos antes, no quarto atrás de mim. Ao fechar os portões, ela deu uma última olhada para a igreja, permitindo-me ver seu rosto, o qual fotografei mentalmente. Pensei em seguí-la, mas decidi deixar para encontrá-la mais tarde, precisava tomar nota de outros assuntos naquele instante. Retornei ao quarto, ainda fedendo a sexo, onde escutei a voz do velho padre vindo do banheiro. Assim que entrei no banheiro, ele não pôde me perceber por estar lavando o rosto, ao olhar para o espelho, percebeu minha presença e virou-se com assombro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Quem… O que você está fazendo aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Tsc tsc… Pergunta errada, padre!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- V-v-você não poderia estar aqui! É sacrilégio invadir os aposentos da sacristia! Vá embora!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Conversa fiada, velho! Neste momento eu sou a sua salvação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- O que você quer dizer?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Olha, eu não tenho muito tempo… Você prefere a dor ou o prazer?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Que pergunta é essa, meu filho?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu preferia ser filho de um porco a ter alguma ligação com você!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Você não tem direito de falar assim comigo! Eu sou o representante de Deus na terra!!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Que Deus? Aquele que se masturbava observando você humilhando aquela mulher?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Seu herege maldito!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Empurrando-me contra a porta, o padre correu para o criado-mudo junto à cama e retirou de dentro da gaveta uma pistola, dessas bem antigas. Surpreso com a velocidade súbita do velho senhor, caí na gargalhada e fui me aproximando dele, suas mãos tremiam muito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vai me matar, santinho? Você é mesmo um santo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Falei, circulando-o enquanto acariciava os ombros dele com o dedo. Analisando o corpo, por inteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Cale a boca, seu demônio!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Demônio? Ora, santinho… Eu não passo de um mero mortal!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parei encarando-o de frente. Meus olhos provavelmente já estavam com o brilho de caçador, pois a reação foi imediata.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu já entendi tudo! Sei o que você é, sua besta demoníaca!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Ah! Desvendou o meu segredinho?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Você não vai conseguir me roubar, não vai!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Olha, eu estava disposto a deixá-lo viver. Você iria me servir muito. Mas essa sua língua me dá nos nervos!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Senhor, me ajude!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Ha-ha-ha… Tenha dó! Agora que você pede ajuda? Quanta hipocrisia, hein Deus?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu falei encenando uma conversa com um ser imaginário ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Vampiro imundo! Não ouse pronunciar o nome do Todo Poderoso!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Veja, vou presenteá-lo com um jantar à luz de velas, essa noite, com o seu tão amado Deus, Ok? Mande um alô para ele.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Arrrrgh! Maldito, maldito! N-nããão!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abracei o pobre padre cravando o crucifixo, que ele carregava pendurado ao pescoço, no seu próprio peito. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Preciso explicar uma coisa. Esse negócio de possuir memórias alheias não se dá como as pessoas tendem a pensar quando se trata de vampiros. O sangue não é alimento. Inclusive, beber muito sangue nos causa um grave problema: a coisa toda coagula no intestino e nos presenteia com uma bela de uma caganeira. Não é nada romântico imaginar um vampiro se peidando todo, logo após possuir uma vítima, não é mesmo? O caso é que experimentamos o sangue das nossas vítimas para termos contato com o DNA, contido nos glóbulos brancos do sangue. Eles são ricos em informações vindas do cérebro. E não é preciso muita quantidade deles para se obter quantas memórias desejarmos, uma pequena gota de sangue possui memórias o bastante para nos satisfazer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ah! Que bem me fez todas aquelas memórias de crianças e mulheres violadas! Quanto sofrimento aquele homem causou…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Preparei o quarto para encenar o suicídio do dito cujo, para que a polícia não perdesse tempo investigando um caso impossível. Os detalhes são sempre importantes, visto que manter nossa existência em anonimato é lei.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A todo momento que se passou a imagem do rosto da mulher não me saía da cabeça, ela tinha algo que me causava extrema euforia. Não agüentava mais adiar esse encontro. Precisava descobrir o que havia de tão especial naquela infeliz puta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não demorou muito até que eu conseguisse sentir o seu rastro pelo ar. Saí em disparada pelos telhados até avistá-la seguindo por uma ruazinha pouco movimentada. Desci à rua um pouco mais além e esperei encostado a um poste. Ela caminhava com passos lentos e firmes e tragava o cigarro de uma forma inacreditavelmente sedutora. Seu olhar estava sempre acima da cabeça dos outros, porém desfocado. Ao aproximar-se de mim, desencostei do poste e interrompi o seu desfile, pondo-me frente a ela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Dá pra sair do meu caminho, idiota?!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- É o que você quer?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- E desde quando puta tem o que quer?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- É só você dizer o que quer…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Quero uma limusine e um daqueles drinks que vem com um guarda-chuvinha no copo, que tal?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Interessante, mas eu não sou um gênio da lâmpada…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Então sái do meu caminho que meu tempo é caro!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- E o seu conteúdo, quanto custa?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela se virou, me encarando, e caiu na risada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- De que planeta você vem, meu querido? De uma puta só se pode possuir o corpo, jamais o conteúdo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Isso é o que você pensa!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Olha, você é bem esquisito e essa conversa já tá começando a ficar estranha demais. Tô indo, hein? Beijos!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tomei-a nos braços sem esperar mais e presenteei-a com o beijo negro. Transferí-lhe algumas das memórias mais belas que coletei durante todos esses anos. Com certeza ela iria se apaixonar por mim depois de ter contato com algo tão prazeroso. Ledo engano... Ela me empurrou e gritou:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- QUALÉ A TUA, CARA? QUE DIABOS TU FEZ COMIGO? QUE PORRA FOI ISSO QUE ACABOU DE ACONTECER?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Calma, querida! Eu posso te fazer muito mais feliz!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- TÁ FICANDO DOIDO, CARALHO?! Em algum momento eu disse que queria ser feliz? PUTA NÃO TEM ESSE LUXO! SOME DA MINHA VIDA, SEU VIADO MALUCO!!!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela me surpreendeu com este último pedido, cuspiu em minha cara e deu de ombros. Eu jamais havia passado por uma situação dessas, afinal, qual o problema dessa criatura? Todos os humanos são fascinados por essas lembranças que instigam a felicidade… Eu precisava descobrir o que havia de errado nessa mulher, não iria conseguir prosseguir sem descobrir o que a tornava tão parecida comigo. Ela não era uma vampira, entretanto, assim como eu, preferia as sensações mais podres e destruidoras.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7708604361345379444?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7708604361345379444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7708604361345379444&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7708604361345379444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7708604361345379444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/capitulo-2.html' title='Capítulo 2'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-4215812681783340097</id><published>2009-05-15T01:41:00.001-03:00</published><updated>2009-05-15T02:16:44.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É de se esperar que as pessoas que encontramos diariamente estejam, na maioria das vezes, usando suas belas e enganadoras máscaras. Alguns vestem estereótipos que os submetem a uma maior aceitação na sociedade, outros interpretam gestos e atitudes rebeldes de celebridades famosas... Eu adoro isso. Essa mania de autonegação das pessoas me causa um fascínio indescritível. Na verdade, eu me alimento disso. Os segredos mais profundos que cada um carrega dentro de si é o meu elixir da eternidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sentado a uma das mesas do bar Alfredo, que fica na esquina da rua Ramiro Barcelos com a avenida Cristóvão Colombo, me mantive oculto, só observando o movimento do lugar. Nunca estive tão oculto como aqui nessa cidade. Porto Alegre é, deveras, o lugar perfeito, pelo menos por enquanto. As pessoas me olham, mas nenhuma delas consegue me enxergar; os olhos correm em por todo meu contorno, mas nunca se atrevem a me encarar. São só algumas olhadelas discretas seguidas de um tilintar de talheres. Mal sabem todos que, enquanto estão a saborear suas deliciosas refeições, eu estou sondando qual deles se tornará a minha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ester é uma boa moça. Estudante de contabilidade, trabalha na empresa do pai, vive um relacionamento desgastado e, apesar do sorriso inocente e doce, esconde um oceano de sofrimento dentro de si. Anos atrás ela fora violentada por um tio que a privou não somente de sua virgindade como também do seu amor próprio. Desde então ela não consegue mais atingir o ápice nos relacionamentos sexuais por conta dos traumas e, nas horas vagas, quando está sozinha, mutila o próprio corpo numa forma de punir-se por não ter forças para livrar-se dessas sombras que a envolvem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela estava sentada numa das mesinha de dois lugares bem a minha frente. Comia com uma calma impressionante que, somado a habilidade com os talheres, refletia uma educação muito fina.&amp;#160; Após alguns minutos observando o seu comportamento, não havia mais dúvidas. Seria ela a minha próxima fonte de amarguras!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ficamos por duas longas horas sentados em nossas respectivas mesas sem que trocássemos nenhum olhar significativo, muito menos palavras. Porém o jogo já havia começado, os dados da sedução já haviam sidos lançados. Ao momento que ela dirigiu-se ao caixa para pagar a conta, me pus ao seu encalço sem que me fizesse perceber. Segui-a pela avenida Cristóvão Colombo até chegarmos numa ruazinha estreita que levaria à sua casa. Antes que ela conseguisse atingir o destino, interceptei-a.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Oi! Você gostaria de fumar um cigarro comigo?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Me desculpe, eu o conheço?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Pode conhecer agora. Victor. Muito prazer, Ester!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Como você sabe meu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Se você aceitar fumar comigo eu explico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Não fumo, obrigada!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Por que?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Por que, o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Por que não fuma?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Faz mal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Sei. Se cortar também faz mal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Como?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Você quer se ver livre desse peso que carrega, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Do que você está falando?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Estou falando que eu posso retirar todos esses tormentos dentro de você, e em troca posso te dar as mais belas sensações que você jamais sentiu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu não confio em você!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- E em quem você confia?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela ficou calada por um tempo, pensativa. Não chegou a responder, começou a chorar. Então, era hora de agir… Tomei-a nos braços e colei meus lábios nos dela. Com a experiência que os anos me deram, fiz um pequeno corte no seu lábio inferior e iniciei o beijo negro. Neste momento, todas as lembranças mais horríveis que existiam dentro daquela mulher estavam sendo dragadas para mim. (perceba que não existe esse negócio de beber muito sangue, isso é coisa de romance barato!) Ester suspirou ainda nos meus braços, então decidi que era hora de retribuir-lhe o favor. Cravei meus dentes no meu próprio lábio e pressionei minha boca contra a dela. A fome da mulher era absurda, parecia não ter se alimentado há séculos!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Victor…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Pois não?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Por que só agora você veio a mim?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Por que você não veio a mim quando eu estava desesperada pedindo a Deus por algum consolo?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu não tenho nenhuma ligação com Deus…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Então você é um demônio?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Me livre disso, mulher!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Então o que é você?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ester estava deitada, nua, em cima da cama. A luz que entrava pela janela lhe realçava a silhueta da sua cintura, era uma visão erótica inigualável; seus olhos verdes brilhavam entre os cabelos castanho-claro, levemente ondulados nas pontas. Um sorriso malicioso estava se formando naquele rosto, de traços finos, que mais parecia pertencer a uma ninfa. Os seios aparentavam ser bem firmes, e estavam projetados para mim por baixo do lençol de seda, que cobria estrategicamente pedaços do seu corpo. Seu sexo escondia-se no emaranhado de pêlos entre suas deliciosas coxas, que pousavam uma em cima da outra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu não poderia responder sua última pergunta. Jamais deveria ter me permitido entoar uma única palavra àquela mulher. Eu já havia lido todos os seus pensamentos, não havia necessidade de diálogo. Infelizmente, ouvir a voz das pessoas materializando pensamentos é algo, realmente, encantador. Eu sempre peco nesse ponto, creio que isso seja um ponto fraco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Me aproximei de Ester e tomei-lhe nos braços, novamente, dessa vez acariciando todo o seu corpo nu. Desejei possui-la por inteiro, mas eu não poderia me permitir a isso. Não com ela. Fui descendo meus lábios pelo seu pescoço até chegar no mamilo do seio esquerdo. Cravei uma das presas ali e absorvi as suas lembranças mais recentes. Ela desmaiou num sono profundo. Não lembraria de mim quando acordasse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já de roupas vestidas, dei um último olhar para Ester, que dormia como criança, e respondi:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Eu sou um vampiro, querida.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-4215812681783340097?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/4215812681783340097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=4215812681783340097&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4215812681783340097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4215812681783340097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/capitulo-1.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-1201929990688711782</id><published>2009-05-10T13:03:00.002-03:00</published><updated>2009-05-10T13:05:50.317-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Lembrança 4 - Ironia</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não é preciso o regresso físico nem mental para retornar ao momento onde  minha vida fora marcada para sempre como uma nova vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O dedilhado nas cordas do violão eram melancólicos e ilusoriamente  nostálgicos. Creio que o segundo adjetivo eu deveria relacionar à sinestesia, já  que as lembranças que invadiam minha mente não eram necessariamente minhas…  Cheiros, texturas, imagens… Tudo de uma vez!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era engraçado quando minha mãe fazia aquela vozinha de bebê, me chamando pelo  apelido carinhoso que me fora cedido desde os primeiros dias de vida: “minha  menininha preta”. Talvez por isso que a música que ela sempre cantava para me  fazer dormir me atingisse tão profundamente…&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Foi quando meu pai me disse: "filha,&lt;br /&gt;Você é a ovelha negra da  família!&lt;br /&gt;Agora é hora de você assumir e sumir."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;A voz me acalmava como nenhum outro som jamais me acalmou. Dormir se tornou o  melhor momento do dia, era quando o mundo parava de girar e o refletor se  projetava diretamente para nós. A partir daquele momento seríamos só ela e eu  até que eu despertasse de mais uma maratona de sonhos. Minha rotina  diária estava destinada a acabar da mesma forma doce e acolhedora até o dia em  que ela me confessassou que estava namorando novamente. Neste dia meu coração se  sentiu traído pela primeira vez. Passei o dia inteiro me esgoelando no chão,  diante da porta do quarto dela. Praguejava palavras muito sujas, entre as quais  “puta” prevalecia. Não sei de onde extraí coisas tão vulgares. Parecia que tudo  havia perdido o sentido pra mim; nunca mais a comida teria gosto novamente, e os  desenhos do show da Xuxa não seriam o bastante para animar minhas manhãs. Ela  deveria ser minha para sempre, e a idéia de que ela estaria beijando a boca  de um outro homem me partia a alma. Mal sabia eu que beijos na boca são apenas  uma forma de cumprimento num namoro de adultos, a inocência é mesmo uma linda  forma de amenizar graves choques. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro contato que tive com o dito cujo fora numa viagem que fizemos para  São Paulo. Foi quando também conheci os dois filhos dele, os quais simpatizei  bastante. Partimos ainda de madrugada de Santa Cruz, cidadezinha do interior de  Pernambuco, até a capital, Recife. Chegando lá, meu novo (e primeiro) pai  anunciou que iríamos de avião. Entenda que eu nunca havia viajado de avião e  imaginava ser algo fantástico, e de fato foi. Estar no mesmo ângulo de visão que  todos aqueles anjos, que minha avó adorava me fazer decorar os nomes, era  sublime. O decorrer da viagem foi ótimo, em questão de dias já me sentia  fortemente ligado àqueles novos familiares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Minha mãe nunca mais cantou para me fazer dormir novamente, creio que por  isso tenhamos nos distanciado tanto. Por outro lado, me aproximei bastante do  meu padrasto. Ele me levava muitos fins de semana para caçar, pescar e outras  atividades que hoje em dia são completamente surreais para quem vive numa cidade  grande. Alguns anos após o casamento legal deles, fomos morar numa casa bem  maior do que o apartamento que eu estava acostumado a habitar. Lá eu pude criar  cachorros e desfrutar da companhia fiel deles. Creio que em menos de um ano  minha mãe engravidou pela segunda vez e, apesar de feliz, senti uma leve  sensação de perda mais uma vez. Quando ele nasceu eu já não sentia mais nada de  negativo com sua presença, adorei meu novo irmão… Passado alguns anos, ela  engravidou novamente, mas dessa vez não havia mais o que perder. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As lembranças entre o que vou descrever agora e o tempo que se passou são  completamente inúteis e nenhum pouco esclarecedoras. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após um certo ocorrido eu me afastei da minha família e fui morar em Recife  com minha avó, que, por ter acabado de sair de uma forte depressão, preferiu se  afastar um pouco das várias lembranças que sua antiga casa trazia. Foi o pior  ano da minha vida, não podia por o pé fora do prédio que logo era surpreendido  por algum marginal, que me levava tudo de valioso que estivesse portando. Por  esse motivo preferia ficar trancafiado em casa, estudando, assistindo a  televisão ou simplesmente sonhando acordado, tentava como podia amenizar meus  desejos mais sombrios. Ao final do ano minha avó decidiu retornar para o  interior e retomar sua vida de antes. Por falta de opção eu voltei a morar com  minha família, só que dessa vez na fazenda que eles haviam adquirido na minha  ausência. As coisas haviam mudado bastante entre todos… Apesar de me sentir meio  forasteiro, fui bem tratado e acolhido novamente. Meu relacionamento com minha  mãe parecia ter sofrido um recomeço, e passamos a nos acertar melhor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tentei ignorar essa memória, mas ela continua berrando para ser inserida,  aqui. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de morarmos na fazenda, antes mesmo de eu ter saído a primeira vez de  casa, possuíamos um sítio. A maior parte dos fins de semana nós íamos para lá e  era sempre ótimo. Não tinha o mesmo conforto da casa na cidade, mas a liberdade  que havia ali superava qualquer coisa. No decorrer dos anos tudo corria bem até  sofrermos a primeira invasão; dois homens invadiram o sítio durante a noite,  estupraram a caseira, mataram seu marido e depois a deram um tiro no peito, mas  ela sobreviveu por alguns dias. Meus pais prestaram toda a assistência possível  a ela e o que restava de sua família até seu último suspiro de vida. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa madrugada entre o sábado e o domingo, depois de muitos meses da última  invasão, eu fui acordado com sussurros e empurrões do meu padrasto. Ele estava  com uma cara aterrorizada e muito nervoso, pediu que eu o seguisse até lá fora.  Chegando lá, próximo ao galinheiro, o corpo de um dos homens que haviam matado a  caseira anteriormente estava estendido no chão, entre a folhagem dos cajueiros.  A cena se tornou ridícula, meu padrasto estava me perguntando o que fazer com  aquele homem, como se livrar daquilo. Como eu já era acostumado a tratar a  carcaça dos bodes que matávamos para fazer churrasco, sugeri de fazermos o mesmo  e misturar na ração dos porcos (eles comiam os restos dos animais que matávamos,  então o mesmo aconteceria naquela situação). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto meu padrasto tratava de cavar um buraco onde enterraria as cinzas  das roupas, eu já estava quase acabando de remover as vísceras. Não sei se foi  por descuido meu ou se algo realmente balançou o galho onde o corpo estava  pendurado, mas algumas gotas do sangue pingaram na minha boca e, ao ponto em que  minhas papilas gustativas sentiam aquele gosto estranho,  imagens de memórias  desconhecidas iam surgindo aos meus olhos. Foram poucas, proporcionais às poucas  gotas que ingeri. Mas, a partir daquele momento meu corpo passou a sentir uma  fome anormal por mais daquelas memórias, que não eram minhas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando meu padrasto retornou ao meu encontro, encontrou-me ali  paralisado, ainda com a faca na mão, olhando para o corpo completamente  retalhado. Me deu alguns tapas no rosto e quando eu finalmente voltei a mim,  percebi que a expressão dele estava ainda mais aterrorizada. Mas eu não dei a  mínima, estava extasiado com a descoberta de uma nova forma de atingir a  sinestesia, que minha mãe havia me privado. Nunca mais iria precisar que  sua doce voz cantasse aqueles malditos versos novamente; versos que, cedo ou  tarde, iriam se tornar meu destino. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde então, nunca mais tocamos nesse assunto. Nem nas outras 4 vezes que se  procederam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-1201929990688711782?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/1201929990688711782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=1201929990688711782&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1201929990688711782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1201929990688711782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/lembranca-4-ironia_10.html' title='Lembrança 4 - Ironia'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-294557513666516857</id><published>2009-05-07T07:09:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T17:13:02.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Lembrança 3 - Tempo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira sensação dessa lembrança é o massageamento dos pés na areia. Os grãos são dourados e levemente maiores que os vistos numa praia qualquer… A cada passo, o contato com os pés causam leves cócegas. A primeira imagem a se discernir aos meus olhos é uma placa onde está escrito: “Fim dos tempos”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Vamos! Temos que ficar todos juntos!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A areia estava começando a escapar por baixo dos nossos pés numa espécie de redemoinho. Tentamos correr contra o centro mas, por mais que nos esforçássemos, obteríamos sempre o fracasso. Estávamos presos numa espécie de redoma de vidro, a única saída era o buraco central que nos levaria a sabe-se lá onde.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando o último vestígio da placa sumira buraco abaixo, meu padrasto decidiu então que o próximo seria ele a descer para, pelo menos, averiguar se haveria condições de sobrevivência naquela situação sem escapatória. Ao dirigir-se ao centro num movimento acelerado pelo empuxo centrípeto do redemoinho, ele olhou para trás com um olhar de quem sabia bem o que estava prestes a fazer, de que estava tudo bem. Ao fixar os olhos no centro do nosso tormento novamente, fez uma leve pausa e prosseguiu confiante(ou não, vai saber!?). Nesse momento minha mãe apertou mais forte o abraço, ao qual segurava eu e os dois bastardos, e suspirou deixando escapulir seus temores num tímido soluço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Falam que a impressão do tempo pra quem sofre é bem mais longínqua… Pois nesse momento pude constatar a veracidade do fato; do momento que se afundou o primeiro centímetro do seu pé até pouco acima do seu pescoço, a relatividade do tempo fora de horas. Mas isso foi mera ilusão, sabíamos que aquilo havia  acontecido em questão de segundos. Não tardou para só restar o polegar, ao que ele fez sinal positivo e uma enxurrada de esperança tomou conta dos nossos anseios mortais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda pessoa a descer pelo buraco foi o bastardo mais velho, seguido do mais novo, depois eu e por último minha mãe. A passagem era estreita e sufocante, porém, muito prazerosa com todos aqueles grãos massageantes esfoliando o corpo por completo. O resultado era uma espécie de orgasmo individual para cada célula do corpo… A cada centímetro que o corpo descia o empuxo era mais forte e a esfoliação diminuía a intensidade. Num dado instante parecia que havia atingido o fim do buraco, mas ele  não tinha fim. Comecei a cair em meio àquela chuva de pó de ouro(a sensação era a mesma de quando se está sonhando que está caindo). Ao que senti o baque do meu corpo; havia atingido o fundo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Creio ter desmaiado e passado algum tempo inconsciente, pois quando abri os olhos lá estavam todos eles reunidos olhando abismados para todos os lados. O lugar era exatamente igual ao que estávamos antes, com o pequeno detalhe de estar tudo de cabeça para baixo. Do novo ponto de vista conseguíamos enxergar o topo e as laterais: estávamos presos numa ampulheta de tamanho indescritivelmente grande.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de um longo período de conversas sem nexo, que minha mãe insistia em manter para ocupar nossas mentes, a fome atacara com uma devassidão sem limites… Estávamos todos famintos. Aliado a fome, estava presente o calor. Um calor horrível, quase insuportável. Nós, as crianças, chorávamos toda hidratação que nos restava enquanto os adultos, sem esperança alguma, procuravam algum indício de alguma coisa além de areia naquele universo de grãos dourados. Quando a última gota de esperança evaporou e tudo o que nos restava era definhar até o último suspiro, notamos que as lágrimas largadas estavam formando uma pequena poça, a qual começou a crescer e transformar-se num pequeno córrego que, ao contrário da normalidade, fazia a água correr contra a gravidade. Toda aquela extensão dourada começou a brilhar intensamente com o reflexo da água e foram surgindo algumas bananeiras e mangueiras às margens do que agora havia tomado proporções de rio. A felicidade brotou em nossos corações como nunca antes havíamos sentido. Saímos correndo em direção as árvores carregadas de frutos. Parecíamos animais devorando todas aquelas mangas e bananas às margens do rio… A sensação era de imundice total, toda aquela polpa escorrendo pelos cantos da boca, pingando na barriga, os pés tocando a água do rio…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não havia nada mais naquele mundo a não ser o rio, as árvores, os frutos, a vastidão de grãos dourados e nós mesmos. E por mais que a sensação fosse de desolação, éramos muito felizes lá. Éramos uma família que sentia o universo numa só alma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo fora acelerando e a ampulheta que nos englobava começou a girar rapidamente, de modo que nenhuma partícula de areia se movia… Era apenas minha perspectiva que estava se afastando dali, mas eu continuava lá… Vi perfeitamente minha imagem sorridente de mãos dadas aos meus pais e meus irmãos se distanciando e girando, girando e se distanciando… Uma última explosão muda e só existia o escuro e o silêncio novamente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-294557513666516857?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/294557513666516857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=294557513666516857&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/294557513666516857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/294557513666516857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/lembranca-3-tempo.html' title='Lembrança 3 - Tempo'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-122599940067701446</id><published>2009-05-06T12:26:00.004-03:00</published><updated>2009-05-08T11:39:18.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Lembrança 2 - Indícios</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem mover os lábios escuto uma voz de criança, que me sái da boca e ecoa pelo corredor, dizendo:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Pelaí, vovô! Dexêu cauçá a pecáta!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sim, sou eu que estou a falar! Sei disso pois estou começando a visualizar toda a cena retrocedendo diante dos meus olhos… As imagens começaram a atingir um grau de nitidez onde eu posso enxergar bem o que se passa…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- ô meu neto, quer brincar com seu avô?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Quelo vovô! Vamo brincá de bolinha de jónal?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Tá bom! Vou fazer uma bolinha, aí jogo e você tem que trazer antes que eu jogue outra, tá?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;- Tá!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meu avô parece uma pirâmide egípcia. Não! Parece mesmo aquelas esfinges! Isso! Uma esfinge gigante que, apesar do tamanho colossal, transpassa uma calmaria danada... Com certeza essa perspectiva de tamanho está distorcida inversamente à minha estatura mínima desse momento. Na verdade, tudo parece estar com dimensões bem maiores do que no meu tempo real…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele não foi favor da minha mãe me dar à luz pois, além dela não ser casada com ninguém(filha solteira é uma vergonha), teve que parar a faculdade para poder cuidar de mim. Engraçado que depois que eu nasci, pouco tempo passei com minha mãe, a maior parte do tempo eu estive com minha avó e as babás. Não sei dizer o que se sucedeu ao meu avô pois, até eu chegar em casa(vindo da maternidade), a notícia era que minha existência havia causado uma revolta sem medidas em sua cabeça. Chegou até a falar pra minha avó que não iria me dar a bênção da família. O caso é que assim que cheguei, ele nunca mais viria a me deixar de lado…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A primeira bolinha de jornal passou por cima de minha cabeça e foi parar aos pés da cadeirinha onde estava sentada minha avó. Saí correndo até lá e, assim que me levantei já com aquele embrulho malfeito em mãos, ela me sorriu com aquela velha boca matinal sem dentes altamente simpática dela e balançou a cabeça para que eu retornasse pro meu avô, e lá saí eu em disparada. A cena se repetiu algumas tantas vezes até meu avô levantar e anunciar que era hora do café-da-manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Duas colheres de chá de Nescafé, três de açúcar, duas colheres de sopa de leite Ninho e bolachas Cream-Cracker Pilar para molhar no café e comer antes que se desmanchassem. Esse era o segredo pra ficar forte como o &amp;quot;Pô-Pái&amp;quot; que meu avô havia me ensinado naquela manhã, antes de irmos para a fazenda &lt;font size="2"&gt;das Caibêras.      &lt;br /&gt;Como de costume, minha vó gritava pra empregada trazer os guardanapos, enquanto meu avô fingia ler o jornal com um olhar de reprovação – ele só começaria a comer quando a mesa estivesse completa, e mesa sem guardanapos é um sacrilégio! Enquanto eu me divertia com as bolachas, minha vó se descabelava e gritava(cuspindo mais migalhas do que palavras) pedindo que eu tivesse cuidado pra não derramar café na toalha da mesa, apelando vez ou outra ao meu avô que, por sua vez, bastava dar uma olhadela que eu logo tomava jeito.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu estava uma peste naquela manhã, não parava por nada! Ficava correndo pela casa inteira como se estivesse procurando alguma coisa, mas ninguém entendia. Quem entenderia? Meu avô acabara de preparar as coisas que levaríamos para a fazenda, e a cada minuto que passava eu ficava mais e mais elétrico… O que diabos eu estava procurando? Ao que o velho se dirigiu até a porta principal da casa e anunciou que já estava saindo. Eu, que estava no “quarto rosa”, saí como um rojão gritando desesperado pra ele me esperar: havia alguma coisa que eu não poderia sair sem… Meus gritos com certeza foram ignorados, pois ele sequer fez menção de esperar. Já estava no fim da primeira escadaria quando gritou para que eu fosse depressa, ao que eu vim correndo pelo corredor numa mistura de pulo e arrasto, estava com dificuldade de calçar a “alpercata” no pé esquerdo, maldito pé esquerdo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dessa vez as imagens vão se desfazendo junto com o som numa mistura áudio-visual que parece o esfarelamento de uma nuvem com um ruído ecoando em fade-out.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-122599940067701446?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/122599940067701446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=122599940067701446&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/122599940067701446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/122599940067701446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/lembranca-2-indicios.html' title='Lembrança 2 - Indícios'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-2366339607908383117</id><published>2009-05-05T22:07:00.005-03:00</published><updated>2009-05-08T11:43:25.989-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Somniu Vitae'/><title type='text'>Lembrança 1 – Desamparo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[…] &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Inicio esta exclusiva biografia com o silêncio; toda a ausência sonora que me for possível expressar através dos três pontinhos sobrepostos à esta introdução. Apesar de um recurso muito simples, revela tudo que existiu anteriormente. É de extrema importância a leitura dessas memórias para uma real compreensão dos meus atos posteriores. &lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Desde aquele dia eu nunca mais pude confiar cegamente em ninguém.” &lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Estava diante de uma fileira imensa de patamares, de topo fisicamente inalcançável. O som tardou um pouco para chegar aos meus ouvidos. Dentro de mim só existia mágoa e sentimento de perda. Aos poucos, minha visão fora subindo cada etapa, uma por uma,&amp;#160; até conseguir avistar lá no alto as malditas criaturas segurando aquilo que haviam me despossado, há pouco. Era meu tesouro mais precioso, até então. Seguravam-no com ar de deboche, chacoalhando-o freneticamente e, vez ou outra, atiravam-no um ao outro com uma interpretação barata de inocência. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma sensação horrível começou a ser experimentada no pulsar das minhas veias; senti que poderia voar num movimento único e precisamente rápido para acabar com aquela brincadeira sádica… Não, eu não era capaz de realizar aquele movimento. Estava atônito, não conseguia mexer nada além dos olhos, que insistiam em contemplar àquela injustiça. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fora a primeira vez que senti àquele jorro quente que sobe pela espinha, espalha-se pelo rosto, concentrando-se num ardor indiscutível nas narinas que, por fim, transborda pelos olhos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu estava chorando. Mas não aqueles choros tímidos dignos de uma amante ladeada pela esposa do defunto, que sorri ironicamente para o seu descanso eterno; era um choro desses capazes de levar um castelo de cristal ao chão… &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Finalmente a brincadeira perdeu a graça para os carrascos. E, como em todo filme de terror, veio o último gesto maléfico: atiraram o motivo de todo esse tormento escada abaixo. Meu corpo respondeu da mesma forma atônita anterior movendo apenas os olhos, os quais acompanhavam todo o trajeto, dessa vez, com dificuldade por causa das lágrimas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Num último estalo seco ele cessou. Estava completamente desfigurado. Meu primeiro objeto de estima. Aliás, objeto não! Meu primeiro e, até então, único amigo. Destruído por causa de um desejo de diversão egoísta daqueles que até aquele momento eu tanto admirei. Outra torrente de choro mais uma vez invadiu meu corpo e, desta vez, também minha alma… &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As imagens foram se embaçando. O som parecia assumir uma forma côncava, na qual o centro distanciava-se de mim enquanto o círculo visual fechava-se me empurrando para fora… O som diminuia gradativamente, assim como as imagens…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-2366339607908383117?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/2366339607908383117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=2366339607908383117&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2366339607908383117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2366339607908383117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/05/lembranca-1-desamparo.html' title='Lembrança 1 – Desamparo'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-4781725654509918341</id><published>2009-04-24T11:22:00.004-03:00</published><updated>2009-05-08T11:42:50.516-03:00</updated><title type='text'>Time's Up!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tenho apenas 10 minutos para explicar tudo, mas não quero explicar nada...    &lt;br /&gt;Meus dias em Recife foram reveladores, intensos, extraordinários, impossíveis e completamente entorpecidos na base do chá(mas não de CARQUEJA, chá branco, de preferência)!     &lt;br /&gt;Show's inesquecíveis, laços reforçados e recém atados. Alguns até destruídos... Bem isso! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo tá acabando e as janelinhas do msn estão piscando aos montes(odeio quando ficam muitas de uma vez, ohshit!). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Só mais uma coisa:    &lt;br /&gt;&lt;a href="http://festival.sundance.org/2009/film_events/films/when_youre_strange" target="_blank"&gt;DOCUMENTÁRIO SOBRE O THE DOORS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-4781725654509918341?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/4781725654509918341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=4781725654509918341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4781725654509918341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4781725654509918341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/04/times-up.html' title='Time&amp;#39;s Up!'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-6334220536783535689</id><published>2009-04-12T21:03:00.003-03:00</published><updated>2009-04-12T21:27:37.947-03:00</updated><title type='text'>Parodrhymes</title><content type='html'>&lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Certo dia, numa conversa virtuosíssima, uma amiga de longa data começou a me fazer várias perguntas, para as quais não possuia resposta alguma. Sua intenção era transmitir sua angústia em não conhecer algo que até então parecia óbvio. E aí surgiu o principal questionamento: como buscar conhecer algo que nem se conhece? A pergunta, de fato, existe para poder haver resposta?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A conclusão que chegamos é que não importa de onde viemos nem pra onde vamos, o ponto crucial da vida é transmitir todo amor que existe inside us, e assim como as idéias são transmitidas por palavras, através da boca, qual seria a forma de fazer o mesmo com o amor? O amor se transmite com palavras? A resposta, meu amigo, está embaixo do seu umbigo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;hit do confuso:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Growing Up My Dick&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;(Blowin’ In The Wind – Bob Dylan)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;How many times must a man fails down    &lt;br /&gt;Before you call him a clown?     &lt;br /&gt;How many beers must a weirdo drink     &lt;br /&gt;Before he sleeps in the sand?     &lt;br /&gt;Yes, 'n' how many rhymes must I need to write     &lt;br /&gt;Before this lyric join a band?     &lt;br /&gt;Then whisper in my dick, just blow it in the head,     &lt;br /&gt;The whisper is growing up my dick. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[harmonica solo] &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Yes, 'n' How many ears in a human being exist?    &lt;br /&gt;Before they get out off the seas?     &lt;br /&gt;Yes, 'n' how many teas cup some people ingest     &lt;br /&gt;Before they're allowed to be gees?     &lt;br /&gt;Yes, 'n' how many times can a man turn his head,     &lt;br /&gt;and pretend that he's not the exorcist?     &lt;br /&gt;Then whisper in my dick, just blow it in the head,     &lt;br /&gt;The whisper is growing up my dick. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[harmonica solo] &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Yes, 'n' how many &amp;quot;TIMES&amp;quot; must a man look up    &lt;br /&gt;Before he can read that she died?     &lt;br /&gt;Yes, 'n' how many ears must one man have     &lt;br /&gt;Before he can hear the people cryin'?     &lt;br /&gt;Yes, 'n' how many dads will she take till he knows     &lt;br /&gt;That too many people haven't a dad?     &lt;br /&gt;Then whisper in my dick, just blow it in the head,     &lt;br /&gt;The whisper is growing up my dick.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-6334220536783535689?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/6334220536783535689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=6334220536783535689&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6334220536783535689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6334220536783535689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/04/parodrhymes.html' title='Parodrhymes'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-3116566416007236815</id><published>2009-04-12T19:37:00.005-03:00</published><updated>2009-04-12T21:28:00.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ironiragens'/><title type='text'>Parómida</title><content type='html'>&lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Essa música eu escrevi inspirado num singelo casal de habitantes públicos que passeava sem rumo pelas ruas em pleno feriado de páscoa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eles sempre aproximavam-se das outras pessoas explicando a situação precária de sobrevivência e, por fim, pediam alguma ajuda para saciar suas necessidades nutricionais. Porém, haviam um pequeno detalhe nessa cena pois, o casal, parecia seguir um roteiro sempre que abordavam alguém: sempre o mesmo olhar de cachorro-sem-dono, mãos trêmulas e frases com rimas dignas de várias horas de reflexão...&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;eis o hit:&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;strong&gt;We'll Eat Again      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;(We’ll meet again – Johnny Cash)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;div&gt;We'll eat again, don't know where, don't know when, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;but I know we'll eat again any sunny day! &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Keep smiling through, just like you always do, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;'till the blue skies drive the dark clouds far away!&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;And will you please say hello to the folks, and who knows? &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Tell them: &amp;quot;I won't have home!&amp;quot; &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;And They'll be happy to know that you sold your son, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;I'll be singin' this song: &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;We'll eat again, don't know where, don't know when, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;but I know we'll eat again any sunny day! &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Yeah, we'll eat again, I don't know where and I don't know when.&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;but I do know that we'll eat again any sunny day...&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;So Honey, Keep smiling through, just like you always do&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;'till the blue skies drive the dark clouds far away!&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;And will you please say hello to the folks, and who knows? &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Tell them &amp;quot;I won't have home!&amp;quot;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;And They'll be happy to know that you sold your son, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;I'll be singin' this song:&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;We'll eat again, don't know where, don't know when, &lt;/div&gt;    &lt;div&gt;but I know we'll eat again any sunny day! &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-3116566416007236815?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/3116566416007236815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=3116566416007236815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3116566416007236815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3116566416007236815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/04/paromida.html' title='Parómida'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-2740938054874936057</id><published>2009-04-11T05:37:00.019-03:00</published><updated>2009-04-12T19:10:28.905-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ironiragens'/><title type='text'>Parodicotinas</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Pra quem não sabe os cigarros sofreram um aumento de 30% no preço, independente da marca, modelo ou fabricante. E isso tem lá os pontos positivos; desestimular futuros fumantes, frear a compulsividade de alguns, diminuir gradativamente a quantidade de doentes...&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Porém, pros que já eram viciado, essa novidade veio detonando tudo, visto que a notícia inicial alertava que seria em MAIO que isso aconteceria, porém, aconteceu após a meia-noite da quinta-feira(09-04-09). Causando estardalhaço aos mais variados bolsos da cidade, incluindo os meus e os do meu amigo Jean Morandi Johnson.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Embalados pela decepcionante notícia de que nossos dias de ilusão charmosa haviam chegado à beira do precipício, concordamos em expor musicalmente nossas frustrações com relação a conseqüente inaptidão de maquiarmos nossas próprias desilusões com um vício tão frustrante.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Criamos várias versões de músicas no improviso, todas expressando revolta finaceira e desamparo vicional. Infelizmente eu não lembro mais de todas as letras, e as que lembro não estão fiéis ao momento...&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Eis algumas pérolas: &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;strong&gt;Cigar Rhyme&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Sugartime - Johnny Cash)&lt;/span&gt;   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;I use to...&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Cigar in the morning&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Cigar in the evening&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Cigar in the suppertime&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Be my little druggie and daze me all the time&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;div&gt;Camel in the morning&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Camel in the evening&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Camel in the suppertime&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Be my little smokie and relax me one more time&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Put your smoke inside me, melt yourself above&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Please be cheap forever for the love of god&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;div&gt;Spending in the morning&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Spending in the evening&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;Spending in the suppertime&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;be my anti-addiction or I'll spend it all the time&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;[ solo]&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div&gt;     &lt;div&gt;Now smoking time (smoking time?)&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;is anytime (anytime?)&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;that you're near (when i'm near?)&lt;br /&gt;Oh you're so dear! (really, dear?)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;Now don't you roam just be my cigarbox and live in a hell of cough&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;We'll...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Smoke in the morning&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Smoke in the evening&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Smoke in the suppertime&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And have a little cancer and smoke for the last time&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Oxigen in the morning&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oxigen in the evening&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oxigen in the suppertime&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Give me a little whisper... you're dead, yes you are! (This time!)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;---&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;&lt;strong&gt;I'm So Bored 'cause I Can't Buy&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(I'm So Lonesome I Could Cry - Johnny Cash)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div&gt;       &lt;div&gt;Wish that sweet smoke from dunhill?&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;It's price has raise so high. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;The midnight pain is breaking down: &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;I'm so bored 'cause I can't buy.  &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;I've never seen a price so high, &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;In time of crises by. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;The moon just went behind a cloud, &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;blowed by another guy. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;Did you ever seen a smoker weep, &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;When prices sets so high? &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;That means he's lost his will to live. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;I'm so bored 'cause I can't buy. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div&gt;The silence of a falling star, &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;Lights up a poor... poor guy. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;And as I wonder "where's my cigar?", &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;I'm so bored 'cause I can't buy. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;I'm so bored 'cause I can't buy. &lt;/div&gt;        &lt;div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;/div&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-2740938054874936057?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/2740938054874936057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=2740938054874936057&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2740938054874936057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2740938054874936057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/04/parodicotinas.html' title='Parodicotinas'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-1828117621792551662</id><published>2009-04-01T23:27:00.007-03:00</published><updated>2009-04-01T23:52:15.469-03:00</updated><title type='text'>Tô puto - 2</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje eu chutei e esmurrei ônibus, xinguei motorista, desliguei telefone na cara de atendentes cínicas, amaldiçoei senhorinhas protestantes que tentaram me converter... E no final foi só alegria; cachorro-quente, junta do dedo do pé dolorida e piadinhas sobre cagadas mal dadas para dormir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;YeH!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-[edit]-&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pôxa! Amanhã eu vou ter prova... E eu nem caguei hoje!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas Home! e se na hora da prova me der vontade de cagar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ôw, me busque um copo dágua!?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pff! E o cu, vai bem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, pior que não! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...aí você se limpa e parece que vem mais, aí você espera e a barriga faz: "bop", e num sái nada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou soltar um peido e se eu me cagar que se foda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- FOOM&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- FOOM?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- EPA! Tá, vamo dormir!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FOOoOOOIM!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-1828117621792551662?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/1828117621792551662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=1828117621792551662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1828117621792551662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1828117621792551662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/04/to-puto-2.html' title='Tô puto - 2'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7046005369642761811</id><published>2009-03-18T13:36:00.007-03:00</published><updated>2009-03-18T16:56:05.086-03:00</updated><title type='text'>Tô puto!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Primeiramente me desculpe a você, leitor, que não tem nada a ver com a indignação que se alastra em todo o meu composto encefálico.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Pois bem, decidi focalizar toda a minha ira numa figura altamente ridícula da história da arte; Andrew Warhola, mais conhecido por Andy Warhol. Esse cara, ao meu ver, não passou de uma tremenda hiena tanto no mundo das artes plásticas quanto no mundo cinematográfico. O que ele acrescentou de bom à arte? Gravuras com cores fortes da Marilyn Monroe? Oh, &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" title="Andy Warhol e Edie Sedgwick" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/7/7a/SedgwickWarhol.jpg/225px-SedgwickWarhol.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 10px 10px 2px 0px; border-left: 0px; width: 172px; cursor: hand; border-bottom: 0px; height: 180px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/7/7a/SedgwickWarhol.jpg/225px-SedgwickWarhol.jpg" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;que belo! Até meu cachorro(que eu não tenho) faria algo parecido se eu colocasse uma foto preto e branco no chão próxima a um balde de tinta! ¬¬&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Meu repúdio por esse sujeito não é por causa dos feitos artísticos dele, não. Mas entenda; se eu não gosto de uma pessoa, passo a desgostar mais ainda de tudo que essa alma desgraçada venha a produzir. O que me instiga ódio nele foi o fato de ele ter sido tão arrogantemente irresponsável... Você já ouviu falar em Edie Sedgwick? Pois então! Foi uma modelo lindíssima da época que, por puro azar, conheceu o dito cujo e passou a alimentar uma amizade que posteriormente viria a consumí-la por completo. Para entender melhor essa história assista ao filme &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0432402/"&gt;&amp;quot;Factory Girl&amp;quot;&lt;/a&gt;;&lt;/span&gt; nele você poderá constatar um lado desse cretino que, normalmente, os adoradores preferem fingir que nunca existiu!&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Com certeza houveram mais personagens vítimas do egocentrismo desse cara de bunda! Mas de nenhum mais eu não sei com tantos detalhes como a com Edie...&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Veja as palavras desse cara:    &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;   &lt;blockquote&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;    &lt;blockquote&gt;Warhol foi uma das pessoas mais chatas que já conheci, pois era do tipo que não tinha nada a dizer. Sua obra também não me toca. Ele até produziu coisas relevantes no começo dos anos 60. Mas, no geral, não tenho dúvidas de que é a reputação mais ridiculamente superestimada do século XX.      &lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small"&gt;---          &lt;br /&gt;Robert Hughes, crítico de arte, antigo cronista da revista Time, entrevista com a revista Veja, 25 de Abril de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;   &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;E sabe o pior? O cara conheceu pessoalmente figuras ilústres, que hoje em dia nós tanto idolatramos; Jim Morrison, Bob Dylan, Nico[Velvet Underground, mas ela pagava pau pra ele, então foda-se ela tb!] e outros ae...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;Pode uma coisa dessas? ¬¬ &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;Goooooooooooooooooooossssfrabahhhhhhhhhhhhhhhhh!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small"&gt;Tá… Me acalmei!&lt;/span&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7046005369642761811?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7046005369642761811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7046005369642761811&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7046005369642761811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7046005369642761811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/to-puto.html' title='Tô puto!'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-5991924940121087407</id><published>2009-03-15T10:23:00.007-03:00</published><updated>2009-03-18T16:54:11.237-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoritagens'/><title type='text'>Focus</title><content type='html'>&lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" title="Concentre-se!" href="http://2.bp.blogspot.com/_XUcQZFLAhhE/Sb0BZyJv6wI/AAAAAAAABGA/wmu_sunVPCA/s1600-h/FOCUS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313404677838072578" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 406px; cursor: hand; height: 406px; text-align: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XUcQZFLAhhE/Sb0BZyJv6wI/AAAAAAAABGA/wmu_sunVPCA/s400/FOCUS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A completa satisfação está diante do seu nariz. Qualé a dessa mania de se deixar levar pelo que não faz nenhuma razão?  &lt;div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-5991924940121087407?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/5991924940121087407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=5991924940121087407&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5991924940121087407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5991924940121087407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/focus.html' title='Focus'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XUcQZFLAhhE/Sb0BZyJv6wI/AAAAAAAABGA/wmu_sunVPCA/s72-c/FOCUS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-453474979786352833</id><published>2009-03-14T16:57:00.014-03:00</published><updated>2009-03-15T10:55:57.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Paixão tomate</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu coração por ti bate como, no muro, bate o tomate&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uma explosão de vermelho intenso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só de lembrar eu fico tenso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que tu realmente não enxergas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou o que preferes mesmo, é deixar às cegas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será caso de ligeira ironia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;intensa miopia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou completa daltonia*?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acabou-se a diversão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou mancha monocromática escorrendo ao chão...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;* liberdade artística, môbem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-453474979786352833?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/453474979786352833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=453474979786352833&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/453474979786352833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/453474979786352833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/paixao-tomate.html' title='Paixão tomate'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-26894805181669830</id><published>2009-03-14T11:19:00.008-03:00</published><updated>2009-03-16T15:33:28.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Long time coming</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem dia que a gente torce pra que passe logo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem noite que a gente implora pra que não acabe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e quando tudo que você mais desejava vai por água abaixo,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é concedida uma longevidade quase que imortal à vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem vida que a gente torce pra que passe logo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem morte que a gente implora pra que não venha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e quando tudo que você menos esperava vem de vento em popa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é descontada uma fração absurda à relatividade temporal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e tenho dito!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-26894805181669830?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/26894805181669830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=26894805181669830&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/26894805181669830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/26894805181669830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/long-time-coming.html' title='Long time coming'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-6455965061476360586</id><published>2009-03-13T05:07:00.016-03:00</published><updated>2009-03-14T19:34:48.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoritagens'/><title type='text'>Bom próximo período!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ela me abandonou às exatas 5hrs da manhã. E com ela foi-se o primeiro surto escrito dessa teoria inútil...&lt;div&gt;Veja bem; ao desejarmos "bom dia" a qualquer pessoa, estamos, de fato, desejando que aquela pessoa tenha um bom dia. Mas se nós estamos naquele dado instante no mesmo momento que desejamos que ele seja bom, qual a lógica disso? Desejar uma coisa que já está acontecendo não tem como ser, em teoria, desejo. A não ser que você seja uma pessoa bem esquisita!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por exemplo;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;às 10:30 da manhã, João encontra Jean, que vinha caminhando cabisbaixo em sentido contrário ao seu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt; - E aí, Jean!? Bom dia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom dia, João!&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ok! Muito bonito! Porém, ambos estão num dia de cão; Jean acordou com uma dor de cabeça infernal, perdeu a hora do ônibus e foi caminhando até a faculdade que fica a, nada mais nada menos que, 10KM de sua residência. João, por sua vez, perdeu a hora pra uma entrevista de emprego, tentou insistir em ir lá mesmo assim e deu com os burros n'água, ao decidir que já era hora de voltar descobriu que tinha perdido a carteira. Então, o desejo instantâneo de ambos irá causar algum sentido realmente reconfortante nessa situação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que eu quero dizer é que o desejo só é realmente um desejo quando se sucede no futuro; uma coisa que ainda está por vir... Assim sendo, o certo seria você desejar "bom dia" durante a noite, "boa tarde" durante o dia e "boa noite" durante a tarde. Seria até mais fácil, visto que o "bom dia" seria enquanto o sol ainda não tivesse raiado; o "boa tarde" assim que o sol raiasse e o "boa noite" depois do almoço... Até hoje eu não sei a hora certa de começar a desejar o "boa noite".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-6455965061476360586?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/6455965061476360586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=6455965061476360586&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6455965061476360586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6455965061476360586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/bom-proximo-periodo.html' title='Bom próximo período!'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-2929976971116229527</id><published>2009-03-12T11:55:00.005-03:00</published><updated>2009-03-14T19:34:48.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoritagens'/><title type='text'>O inferno era o que a gente fazia dele</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;[...]Bem, a chuva parara, mas a dor continuava. Havia também um frio no ar e tudo cheirava a peidos úmidos..&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[...]Estávamos em 1993. Supondo-se que estivesse vivo, isso lhe dava 102 anos de idade. Não admirava que a Dona Morte estivesse atrás dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o cara na livraria parecia estar entre os quarenta e cinqüenta. Logo, era isso aí. Não era Celine. Ou talvez tivesse descoberto um método de vencer o processo de envelhecimento. Era só ver os astros de cinema; tiravam a pele do rabo e grudavam na cara. A pele do rabo era a última a enrugar-se. Andavam todos, nos últimos anos de vida, com caras de bunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Belane, você ficou maluco?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem sabe? A insanidade é relativa. Quem estabelece a norma?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bukowski - Pulp&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem não conhece pessoas que possuem caras de bunda, não por preocupação estética, mas, por inescrupulosidade interior?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu, por minha vez, já conheci mais do que os meus dedos(dos pés e das mãos juntos) poderiam somar. Não consigo entender como pessoas assim conseguem prosseguir com suas vidas de forma normal... Afinal, quem daria moral a um cara de bunda? De certo, só outra face glútea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, é isso. Se você convive harmoniosamente com um cara de bunda, com certeza, seu rosto faz muito sucesso aqui, no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-2929976971116229527?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/2929976971116229527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=2929976971116229527&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2929976971116229527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2929976971116229527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/o-inferno-era-o-que-gente-fazia-dele.html' title='O inferno era o que a gente fazia dele'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8173042203802715908</id><published>2009-03-09T13:09:00.004-03:00</published><updated>2009-03-14T19:34:48.396-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoritagens'/><title type='text'></title><content type='html'>Aí, broto, sabe aquela sexta a noite que você não tem expectativa de nada daí, pra passar o tempo, você apela praquele sonzinho maneiro que o faz saculejar dos pés a cabeça num ritual bizarro de extrema solidão?&lt;div&gt;Pois é, se a resposta for 'não' você é uma pessoa normal. MUITO BONITO, palmas para você! Pare de ler e vá praticar suas atividades normais! Rum!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim... O som maneiro da vez foi o CD Relationship of Command da banda At The Drive-in. Nossa! é muito bom, é um tipo de rock alternativo(sim, tudo quanto é bandinha esquisita que eu não sei classificar jogo pro alternativo!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhe, não sei explicar o porquê, talvez Freud tenha alguma explicação que agrida minha masculinidade sobre, mas é muito boa a sensação de juntar todos os problemas que estão te pressionando naquele exato instante e expulsar do corpo através de espasmos dançantes. Mas não o tipo de dancinhas bonitinhas que você vê as pessoas exibindo na televisão ou boates, não! É praticamente um ataque epiléptico!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá, e qualé a desse cara ficar falando sobre danças esquisitas e pior, eu perder meu tempo lendo esse monte de lixo? Ah! Um dia você há de passar por essa experiência também (se é que já não passou), vá por mim! ";)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ok, na real eu não tinha o que fazer e protelei a hipótese de que no fundo todos possuem comportamentos estranhos quando estão sozinhos... Na verdade eu tenho certeza disso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8173042203802715908?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8173042203802715908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8173042203802715908&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8173042203802715908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8173042203802715908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/ai-broto-sabe-aquela-sexta-noite-que.html' title=''/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8313105455447578228</id><published>2009-03-08T22:35:00.005-03:00</published><updated>2009-03-13T06:03:17.250-03:00</updated><title type='text'>Saudações</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Resolvi retornar com minhas atividades pensantes...&lt;div&gt;Chega de coisa antiga, vou retratar aqui nesse blog pensamentos que, por tempos, venho deixando o vento levar e poupando muita gente de refletir comigo sobre infinitas possibilidades que eu inevitavelmente venho tentando justificar diariamente a mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é isso aí, abraçomiscrape!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8313105455447578228?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8313105455447578228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8313105455447578228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8313105455447578228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8313105455447578228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/saudacoes.html' title='Saudações'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-3258830481770168257</id><published>2009-03-08T22:30:00.004-03:00</published><updated>2009-03-14T19:33:52.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Esboço</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Internas lágrimas são derramadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gotas de puros néctar estão sendo desperdiçadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele vive na penúria de sua alma &lt;/div&gt;&lt;div&gt;com o único objetivo de conquistar sua amada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abstratas flores em paisagens virtuais &lt;/div&gt;&lt;div&gt;compõem o cenário onde ocorrem os fatos atuais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jamais te entrega, ó grande sonhador, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;a uma bela vida numa visão de perdedor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonhas, sonhador, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;um dia eis de ser vencedor! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivendo em planos circunscritos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;irás, um dia, ainda ser inscrito &lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem que seja por gritos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não apenas pelos olhos que sua vida hei de ser vivida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cega-os e liberta-te do teu pesadelo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maus sonhos te fazem madrugar e entregar-te às feridas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escoriações essas que pouco a pouco &lt;/div&gt;&lt;div&gt;levam o coração ao sufoco. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonhas, nem que seja um pouco &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois, logo logo, serás parte de um todo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na escuridão de sua aura &lt;/div&gt;&lt;div&gt;o grande sonhador sonha em culpar sua amada &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, como culpá-la &lt;/div&gt;&lt;div&gt;se ainda nem foi amada? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-3258830481770168257?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/3258830481770168257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=3258830481770168257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3258830481770168257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3258830481770168257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/internas-lagrimas-sao-derramadas.html' title='Esboço'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-5499847209970366684</id><published>2009-03-08T22:29:00.002-03:00</published><updated>2009-03-14T19:33:52.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Desperdício</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amarguras me fazem pensar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensamentos me fazem desejar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desejos me fazem chorar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Choro por sede de matar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não mato por medo de me condenar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ilusórias imagens constituem minha vida &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mentiras, talvez...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas influenciam meus sentimentos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de mentiras, talvez...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem sempre que estou errado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que existe verdade absoluta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou estou realmente em tudo enganado? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostaria apenas de ser ouvido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem medo de ser interrompido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respeito a opinião até mesmo daquele que, por mim, é odiado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- por que, então, não sou também respeitado? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns dizem me admirar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não consigo isso enxergar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;muito menos acreditar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas que eu muito admirava&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tornaram-se fúteis e tolas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas cujo intelecto muito me agradava&lt;/div&gt;&lt;div&gt;hoje fazem parte de todo um desperdício biológico &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- são pessoas que perderam suas essências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e tornaram o meu passado, lamentavelmente, teórico...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-5499847209970366684?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/5499847209970366684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=5499847209970366684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5499847209970366684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5499847209970366684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/desperdicio.html' title='Desperdício'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8322099886567897311</id><published>2009-03-08T22:27:00.002-03:00</published><updated>2009-03-14T19:33:52.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesitagens'/><title type='text'>Ragnarok</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivo em constante colisão entre dois mundos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns se admiram ao julgar-me espontâneo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e assim me torno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outros me excluem pela minha originalidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e assim me comporto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respeito a todos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mesmo sabendo que muitos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nada são além de imundos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será erro querer sempre buscar sinceridade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez minha única verdade seja meu alto grau de ingenuidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivo em constante fuga da realidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns, por isto, me condenam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivo em constante fuga da realidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outros, por isto, me parasitam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Admiro a todos, mesmo quando agem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;contrários a minha felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saberão, amigos, racionalizar minha solidão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomarão, amigos, alguma radical decisão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às pressas filosofo sobre algo sem causa nem coesão... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8322099886567897311?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8322099886567897311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8322099886567897311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8322099886567897311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8322099886567897311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2009/03/ragnarok.html' title='Ragnarok'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-9096056081741137365</id><published>2008-10-01T10:23:00.001-03:00</published><updated>2008-10-01T10:23:15.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>As Strippers Zumbi / Zombie Strippers (2008)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a title="Pôster" href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/zombie-strippers.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="display: inline; margin: 5px 10px 0px 0px" height="240" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/zombie-strippers.jpg" width="163" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Comédia recém lançada pela SONY PICTURES, dirigido por JAY LEE.    &lt;br /&gt;O filme em si não tem uma história inteligente que o consagre como um bom filme. Facilmente repudiado por pessoas que se consideram inteligentes demais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na minha opinião vale a pena conferir, principalmente se você que está lendo for homem; visto que uma das atrizes não é ninguém menos que a famosa atriz pornô JENA JAMESON. Nesse filme você verá ela de uma forma como nunca viu antes e isso eu garanto! (Y)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O filme mistura críticas à política norte-americana com bastante humor-negro, teoricamente o enredo seria algo altamente idiota e sem graça, mas eu realmente ri aos montes e não pude deixar de postar aqui! “;)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SINOPSE:&lt;/strong&gt; Num futuro não muito longínquo, um vírus secreto do governo para reanimação de corpos, acaba solto na conservadora cidade de Sartre, no Estado de Nebraska-EUA. O vírus vai parar em um clube de striptease dos subúrbios. À medida que o vírus se vai espalhando, transformando as strippers em “Super Zombie Strippers”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Screens:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080930205002.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; – &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080930205021.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; – &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080930204800.jpg" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt; – &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080930204523.jpg" target="_blank"&gt;04&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0960890/" target="_blank"&gt;IMDB&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/149959175/Zombie.Strippers.UNRATED.DVDRip.XviD-BULLDOZER.rar.html" target="_blank"&gt;RAPIDSHARE&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-9096056081741137365?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/9096056081741137365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=9096056081741137365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/9096056081741137365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/9096056081741137365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/10/as-strippers-zumbi-zombie-strippers.html' title='As Strippers Zumbi / Zombie Strippers (2008)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_zombie-strippers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-4002497920985313386</id><published>2008-05-19T11:27:00.001-03:00</published><updated>2008-05-19T11:33:23.344-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>Zeitgeist (2007)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://static.omdb.si/posters/active/429733.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 5px 5px 0px 0px" height="240" src="http://static.omdb.si/posters/active/429733.jpg" width="162" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; Este &amp;#233; um filme-document&amp;#225;rio que tenta abrir os olhos de quem o assiste para as tram&amp;#243;ias do mundo capitalista de hoje. Eu o aconselho pra todo mundo que deseja criar opini&amp;#245;es pr&amp;#243;prias e tal. N&amp;#227;o que seja pra sugar tudo que &amp;#233; exposto, mas pra pelo menos, usando os fatos, come&amp;#231;ar a questionar coisas que com o tempo n&amp;#243;s fomos nos acomodando em torn&amp;#225;-las inquestion&amp;#225;veis...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas o que diabo significa esse termo &lt;em&gt;&amp;quot;zeitgeist&amp;quot;&lt;/em&gt;?     &lt;br /&gt;Em suma, &amp;#233; um termo alem&amp;#227;o que se refere ao avan&amp;#231;o intelectual e cultural do mundo numa &amp;#233;poca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O filme &amp;#233; dividido em tr&amp;#234;s partes: a primeira &amp;#233; uma avalia&amp;#231;&amp;#227;o cr&amp;#237;tica do cristianismo; a segunda parte, foca-se nos ataques de 11 de setembro de 2001; a terceira parte o filme focaliza-se no sistema banc&amp;#225;rio mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algumas evid&amp;#234;ncias citadas s&amp;#227;o muito convincentes e perturbadoras. Portanto, n&amp;#227;o &amp;#233; um filme aconselhado para pessoas de mente fraca que preferem criar esc&amp;#225;rnio diante do que s&amp;#227;o incapazes de compreender.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i26.tinypic.com/34gm1sj.png" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i26.tinypic.com/29zpvg5.png" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i29.tinypic.com/20t2wwk.png" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=CZ8naJjapek" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1166827/" target="_blank"&gt;IMDb&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/116046102/zeitgeist.rar.html" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-4002497920985313386?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/4002497920985313386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=4002497920985313386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4002497920985313386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/4002497920985313386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/zeitgeist-2007.html' title='Zeitgeist (2007)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-6609852605964342990</id><published>2008-05-13T10:17:00.001-03:00</published><updated>2008-05-19T11:28:37.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Romance'/><title type='text'>P.S. Eu Te Amo / P.S. I Love You (2007)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/victorclemente/SCmY6gNWIJI/AAAAAAAAAyE/0qAPMUZ2vQA/s1600-h/PS-I-Love-You-Posters%5B4%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 10px 10px 10px 0px; border-right-width: 0px" height="244" alt="PS-I-Love-You-Posters" src="http://lh3.ggpht.com/victorclemente/SCmU9wNWIII/AAAAAAAAAyM/vhE4N3UoWwU/PS-I-Love-You-Posters_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="166" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; O normal seria eu estar postando apenas filmes trash e afins... Mas esse filme mereceu seu lugar, principalmente porque quem o indicou pra mim &amp;#233; uma pessoa inigual&amp;#225;vel e que merece uma homenagem especial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A hist&amp;#243;ria &amp;#233; envolvente e divertida. A parte dram&amp;#225;tica &amp;#233; de arrancar l&amp;#225;grimas de pedra mas, muitas vezes ela &amp;#233; maquiada com uma com&amp;#233;dia super original e n&amp;#227;o-for&amp;#231;ada. Definitivamente &amp;#233; um filme que vale muito a pena assistir. Seja sozinho, com amigos, namorada(o), familiares... Enfim, &amp;#233; s&amp;#243; preparar a pipoca e aquietar o rabo num sof&amp;#225; confort&amp;#225;vel. &amp;quot;;)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; O filme &amp;#233; uma confid&amp;#234;ncia para a no&amp;#231;&amp;#227;o de um duradouro [eterno] amor. Hilary Swank &amp;#233; Holly, uma garota profundamente feliz e casada com o irland&amp;#234;s mais impossivelmente ador&amp;#225;vel do planeta, Gerry[Gerard Butler]. Quando uma doen&amp;#231;a o tira dela, Holly entra em depress&amp;#227;o. Ent&amp;#227;o, como que por encanto, comunica&amp;#231;&amp;#245;es, presentes, e lembran&amp;#231;as de Gerry come&amp;#231;am a aparecer - gestos que ele planejaria sabendo que sua morte estava pr&amp;#243;xima. As &amp;quot;comunica&amp;#231;&amp;#245;es&amp;quot; com o falecido marido amea&amp;#231;am manter Holly no passado, ainda que ela tente construir o caminho do seu futuro. Swank, n&amp;#227;o sendo uma atriz rom&amp;#226;ntica tradicional, atua bem como Holly, cuja dor &amp;#233; sentida. Butler ir&amp;#225; conquistar novos continentes de f&amp;#227;s, f&amp;#234;meas em sua maioria, como o mel que qualquer uma poderia desejar. Destaque para o elenco de coadjuvantes, que incluem Lisa Kudrow como a amiga de Holly, James Marsters e Kathy Bates, sempre respirando ar fresco na telinha. Sob as m&amp;#227;os do diretor-escritor Richard LaGravenese, P.S. Eu Te Amo &amp;#233; tocante, triste e de partir o cora&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt;&amp;#160;&lt;a href="http://i37.photobucket.com/albums/e53/rsantsil/PSETA1.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i37.photobucket.com/albums/e53/rsantsil/PSETA2.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=nAVYdrMIjo0" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0431308/" target="_blank"&gt;IMDB&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt;&amp;#160;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/114591946/P.S.I.Love.You.2007.DvDRip.Eng.FxM.rar.html" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-6609852605964342990?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/6609852605964342990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=6609852605964342990&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6609852605964342990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/6609852605964342990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/ps-eu-te-amo-ps-i-love-you-2007.html' title='P.S. Eu Te Amo / P.S. I Love You (2007)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/victorclemente/SCmU9wNWIII/AAAAAAAAAyM/vhE4N3UoWwU/s72-c/PS-I-Love-You-Posters_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7886459132043019475</id><published>2008-05-01T21:43:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:44:37.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Todo Mundo Quase Morto / Shaun Of The Dead (2004)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/shaunofthedeadreviews.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 5px" height="240" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/shaunofthedeadreviews.jpg" width="162" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; Apesar de recente, esse filme chega a ser t&amp;#227;o tosco quanto os filmes antigos, e o humor negro&amp;#160; est&amp;#225; marcando presen&amp;#231;a, obviamente! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Este &amp;#233; o tipo de filme para reunir os amigos durante um fim de tarde e cair de cara na divers&amp;#227;o. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Logo de in&amp;#237;cio achei que seria mais um desses tantos teen movies que est&amp;#227;o sendo produzidos por ae... Mas, sou muito do tipo &amp;quot;pago pra ver&amp;quot; e resolvi encarar esse abacaxi. Me surpreendi, pois esse filme passa longe das chaTEENces hollywoodianas, definitivamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; Shaun &amp;#233; um derrotado. Ningu&amp;#233;m gosta dele. Parentes, namorada, colegas de trabalho, todos o desprezam. Nada poderia ser pior em sua vida. Nada? Grande engano! O que j&amp;#225; era ruim fica ainda pior quando Shaun se v&amp;#234; repentinamente obrigado a liderar um grupo de sobreviventes desesperados tentando fugir dos mortos-vivos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080330185347.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080330185443.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080330185511.jpg" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yfDUv3ZjH2k" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0365748/" target="_blank"&gt;IMDB&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/103677841/Shaun.Of.The.Dead.rar.html" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7886459132043019475?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7886459132043019475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7886459132043019475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7886459132043019475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7886459132043019475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/todo-mundo-quase-morto-shaun-of-dead.html' title='Todo Mundo Quase Morto / Shaun Of The Dead (2004)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_shaunofthedeadreviews.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-3955107616914719782</id><published>2008-05-01T21:42:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:44:54.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>A Morte do Demônio / Evil Dead (1981)</title><content type='html'>&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/evildead_poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 10px 10px 5px; width: 200px; cursor: hand" alt="" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/evildead_poster.jpg" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Definitivamente um dos cl&amp;#225;ssicos entres os filmes s&amp;#233;rie &amp;quot;B&amp;quot;. Quem nunca assistiu, tem agora uma &amp;#243;tima oportunidade de faz&amp;#234;-lo!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas por que esse filme &amp;#233; considerado um cl&amp;#225;ssico? O que o torna especial?    &lt;br /&gt;Diga-se de passagem, ele &amp;#233; t&amp;#227;o violento e bizarro que &amp;#233; considerado cult por muitas pessoas. A hist&amp;#243;ria &amp;#233; muito original, e se comparado aos filmes de hoje em dia pode-se dizer que &amp;#233; divina! &amp;quot;=x&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Devido ao excesso de viol&amp;#234;ncia no filme, v&amp;#225;rios pa&amp;#237;ses proibiram a vers&amp;#227;o original, sendo necess&amp;#225;rio lan&amp;#231;ar vers&amp;#245;es censuradas e tudo o mais. Na Alemanha o filme foi banido por 10 anos, mas obviamente circulavam c&amp;#243;pias clandestinas... Imagine se a internet j&amp;#225; estivesse t&amp;#227;o popular como hoje?! &amp;quot;;)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outra curiosidade interessante sobre este filme &amp;#233; que foram lan&amp;#231;ados dois jogos nomeados de &amp;quot;&lt;a href="http://www.gamespot.com/pc/action/evildeadregeneration/images.html?om_act=convert&amp;amp;om_clk=gsimage&amp;amp;tag=images;img;4"&gt;Evil Dead: Regeneration&lt;/a&gt;&amp;quot;(PS2 e PC) e &amp;quot;&lt;a href="http://www.gamespot.com/pc/action/evildeadhailtotheking/images.html?om_act=convert&amp;amp;om_clk=gsimage&amp;amp;tag=images;img;1"&gt;Evil Dead: Hail to the King&lt;/a&gt;&amp;quot;(Dreamcast e PC), sendo a adapta&amp;#231;&amp;#227;o para Dreamcast meio fraquinha, por experi&amp;#234;ncia pr&amp;#243;pria eu o digo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Cinco estudantes v&amp;#227;o passar um fim de semana em uma cabana isolada nos bosques de Tennessee. Os jovens tem extranhas experi&amp;#234;ncias, obviamente causadas pela presen&amp;#231;a do Livro dos Mortos(o Necronomicon Ex Mortis, encadernado com pele humana e escrito com sangue), que logo encontram. Logo depois encontram um gravador e dentro do mesmo a fita que foi gravada pelo dono da cabana(um arque&amp;#243;logo), cont&amp;#233;m a tradu&amp;#231;&amp;#227;o de algumas passagens do livro que, ao ser reproduzida(escutada) pelos estudantes, desperta os esp&amp;#237;ritos que estavam adormecidos e que habitam o bosque e, a partir da&amp;#237;, s&amp;#243; baixando o filme e coferindo pra saber!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328163417.jpg"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328163459.jpg"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328163533.jpg"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083907/"&gt;IMDB&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=u8Bi9mGv1J8"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/103109310/Evil_Dead.rar.html"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-3955107616914719782?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/3955107616914719782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=3955107616914719782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3955107616914719782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/3955107616914719782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/morte-do-demnio-evil-dead-1981.html' title='A Morte do Demônio / Evil Dead (1981)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_evildead_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-2218559818653691757</id><published>2008-05-01T21:41:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:45:27.181-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Uma Noite Alucinante / Evil Dead 2 (1987)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/Evil_Dead_II-1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 0px" height="240" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/Evil_Dead_II-1.jpg" width="160" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; Esse filme gerou uma certa confus&amp;#227;o na hora de ser lan&amp;#231;ado. Aqueles que se tornaram f&amp;#227;s do primeiro filme puderam perceber certas distor&amp;#231;&amp;#245;es na hist&amp;#243;ria logo no come&amp;#231;o, e outro ponto interessante &amp;#233; que at&amp;#233; o nome traduzido mudou... Vai entender! O.o'&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acontece que o diretor[Sam Reimi] foi impedido por causas legais de usar as imagens do primeiro filme para recapitular esse novo, que seria uma sequ&amp;#234;ncia &amp;quot;normal&amp;quot;. Acabou que ficou aquela d&amp;#250;vida entre os f&amp;#227;s se esse filme seria realmente uma sequ&amp;#234;ncia ou um remake para se fazer uma sequ&amp;#234;ncia posteriormente...Confus&amp;#245;es &amp;#224; parte, este filme marca o momento na trilogia que Raimi foi oscilando do terror em dire&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; com&amp;#233;dia, mas ainda tendo mais elementos de terror. Vai ver essa mudan&amp;#231;a foi uma certa ironia da parte dele devido as dificuldades enfrentadas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;J&amp;#225; que comecei falando em curiosidades... Este filme tem uma cena memor&amp;#225;vel em que uma &amp;#225;rvore puxa o p&amp;#233; de Bobby Joe [interpretada por Kassie DePaiva], e a mata jogando-a num tronco. O que pouca gente sabe &amp;#233; que, originalmente, a &amp;#225;rvore iria pegar os dois p&amp;#233;s dela, e iria levar cada p&amp;#233; para um lado do tronco, rasgando-a ao meio. Mas a cena foi cortada para diminuir a classifica&amp;#231;&amp;#227;o et&amp;#225;ria do filme.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;:&lt;/u&gt; Ash continua aprisionado na floresta perseguido pelo esp&amp;#237;rito mal&amp;#237;gno do primeiro filme. Ele dever&amp;#225; fazer de tudo para sobreviver mais uma noite no inferno dentro da floresta, enquanto faz de tudo tamb&amp;#233;m para n&amp;#227;o enlouquecer. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328171204.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328171220.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080328171231.jpg" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0092991/" target="_blank"&gt;IMDB&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pegSpP5plA8" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/103116864/Evil_Dead_II.rar.html" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-2218559818653691757?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/2218559818653691757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=2218559818653691757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2218559818653691757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/2218559818653691757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/uma-noite-alucinante-evil-dead-2-1987.html' title='Uma Noite Alucinante / Evil Dead 2 (1987)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_Evil_Dead_II-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8290059897961116002</id><published>2008-05-01T21:36:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:38:55.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Uma Noite Alucinante 3 / Army Of Darkness (1993)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/ArmyofDarkness.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 10px 0px" height="240" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/ArmyofDarkness.jpg" width="163" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; Este &amp;#233; o &amp;#250;ltimo filme da trilogia &amp;quot;Evil Dead&amp;quot;, ele foi filmado mais por press&amp;#227;o dos f&amp;#227;s do que por vontade do diretor[Sam Reimi]. Mas, isso n&amp;#227;o quer dizer que faltou vontade de Reimi, o problema foi que a Universal n&amp;#227;o estava colocando f&amp;#233; nas id&amp;#233;ias, digamos, INUSITADAS dele. S&amp;#243; veio a liberar a verba ap&amp;#243;s o sucesso de &amp;quot;&lt;em&gt;Darkman - Vingan&amp;#231;a Sem Rosto&lt;/em&gt;&amp;quot;. Esse foi o mais caro de toda a s&amp;#233;rie[custou 13 milh&amp;#245;es de dol&amp;#225;res].&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesta nova aventura, n&amp;#227;o teremos tanto tempero na viol&amp;#234;ncia como nos demais... O filme est&amp;#225; mais pra um Indinana Jones vers&amp;#227;o BOZO, deu pra entender? Pois &amp;#233;!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;:&lt;/u&gt; Ash &amp;#233; transportado para o s&amp;#233;culo XVI. L&amp;#234; um trecho do Livro dos Mortos para abrir uma fenda no tempo e voltar ao s&amp;#233;culo XX, mas acaba ressuscitando o ex&amp;#233;rcito dos mortos.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;CURIOSIDADES&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;&lt;b&gt;&amp;#8226;&lt;/b&gt; A vers&amp;#227;o em DVD traz um outro final nos b&amp;#244;nus, descartado por Raimi por ser fraco (Ash toma uma po&amp;#231;&amp;#227;o m&amp;#225;gica e volta ao presente).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;&lt;b&gt;&amp;#8226;&lt;/b&gt; A trilha sonora do filme conta com a participa&amp;#231;&amp;#227;o de Danny Elfman (Oingo-Boingo), ass&amp;#237;duo colaborador de Raimi, na faixa &amp;quot;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;March of the Dead&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&amp;quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;&lt;b&gt;&amp;#8226;&lt;/b&gt; Um exemplar da revista americana de horror &lt;em&gt;Fangoria&lt;/em&gt;, pode ser visto no porta-malas do carro de Ash. A revista traz na capa Bruce Campbell em pose promocional para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Army of Darkness&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (!).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 78%"&gt;&lt;b&gt;&amp;#8226;&lt;/b&gt; Em setembro de 1999, uma vers&amp;#227;o do DVD autogr&amp;#225;fada por Raimi foi colocada em leil&amp;#227;o no EBAY (site especializado neste tipo de neg&amp;#243;cio), atigindo a marca de US$ 349 na venda final.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080329093359.jpg" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;01&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt; - &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080329093417.jpg" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;02&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt; - &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080329093533.jpg" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;03&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt;      &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UD_82kvQLkA" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;Youtube&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt;      &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UD_82kvQLkA" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;IMDB&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/103278950/Army_Of_Darkness.rar.html" target="_blank"&gt;&lt;font size="2"&gt;Download&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 78%; color: #ff0000"&gt;*o torrent cont&amp;#233;m a trilogia, mas &amp;#233; poss&amp;#237;vel escolher apenas um dos filmes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8290059897961116002?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8290059897961116002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8290059897961116002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8290059897961116002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8290059897961116002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/uma-noite-alucinante-3-army-of-darkness.html' title='Uma Noite Alucinante 3 / Army Of Darkness (1993)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_ArmyofDarkness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-5398302661288584343</id><published>2008-05-01T21:35:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:35:01.755-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Encaixotando Helena / Boxing Helena (1993)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/encaixotando-helena-poster01.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 10px 10px 5px" height="240" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/encaixotando-helena-poster01.jpg" width="161" align="left" /&gt;&lt;/a&gt; Este filme poderia facilmente ser um dos filmes do Stephen King, se n&amp;#227;o fosse pela fotografia, que &amp;#233; muito diferente. Acontece que a hist&amp;#243;ria do filme tem muito a ver com as hist&amp;#243;rias bizarras do Stephen King. Isso foi o ponto crucial que eu notei logo nos 20 primeiros minutos de filme.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#201; um bom filme pra se assistir com a namorada[possui cenas de sexo leve, por&amp;#233;m educativas. hoho].&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Espero que se voc&amp;#234; baixar esse filme valorize bem a legenda, pois eu passei uma tarde inteira trabalhando nela, ressincronizando e passando do portugu&amp;#234;s de portugal pro nosso. &amp;#201; isso... enjoy it! &amp;quot;;)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Curiosidades&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8226; Este filme ganhou o Framboesa de Ouro de Pior Diretor.&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8226; Inicialmente seria a atriz Kim Basinger quem interpretaria a personagem Helena. Basinger chegou a assinar o contrato para atuar no filme, mas desistiu do projeto posteriormente, sendo ent&amp;#227;o processada e condenada a indenizar os produtores do filme em US$ 9 milh&amp;#245;es.&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Nick Cavanaugh, um famoso cirurgi&amp;#227;o, fica obcecado pela beleza de Helena, uma prostituta. Ela o rejeita, mas mesmo assim ele tenta convenc&amp;#234;-la que um necessita do outro. No entanto ela tem outros planos, mas acaba sendo v&amp;#237;tima de um terr&amp;#237;vel acidente que a deixa nas m&amp;#227;os do m&amp;#233;dico, que tem ent&amp;#227;o uma macabra id&amp;#233;ia para n&amp;#227;o mais perd&amp;#234;-la.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080331204719.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080331204737.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080331204752.jpg" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106471/" target="_blank"&gt;IMDb&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p3ne3xllrT8" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/103920468/encaixotandohelena.rar.html " target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-5398302661288584343?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/5398302661288584343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=5398302661288584343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5398302661288584343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/5398302661288584343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/encaixotando-helena-boxing-helena-1993.html' title='Encaixotando Helena / Boxing Helena (1993)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_encaixotando-helena-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-8185350868276852763</id><published>2008-05-01T21:32:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:32:34.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Horrorfest 2007'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Lembrança Macabra / Crazy Eights (2006)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/victorclemente/SBphEjXh3eI/AAAAAAAAAxM/9nxmM_cRY6A/s1600-h/lembranamacabra3.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 5px; border-right-width: 0px" height="244" alt="lembranamacabra" src="http://lh3.ggpht.com/victorclemente/SBphGzXh3fI/AAAAAAAAAxU/QYb2UDYRk5w/lembranamacabra_thumb1.jpg?imgmax=800" width="174" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Este filme faz parte dos oito filmes que foram exibidos no &amp;quot;&lt;a title="Trailer do evento" href="http://www.youtube.com/watch?v=1DlIebzZpM0" target="_blank"&gt;After Dark Horrorfest&lt;/a&gt;&amp;quot; de 2007. N&amp;#227;o &amp;#233; l&amp;#225; uma obra de arte cinematogr&amp;#225;fica, mas serve pra preencher tempos de t&amp;#233;dio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao ver a sinopse imaginei uma coisa totalmente diferente, mas at&amp;#233; que n&amp;#227;o perdi completamente o meu tempo, esse filme tem l&amp;#225; suas peculiaridades, como na cena em que um dos personagens sofre uma fratura exposta descendo um &amp;#250;ltimo degrau de uma escada. Bem surreal, eu diria. AUHuAHUhAUhAUAHuaHuA&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O problema maior do filme &amp;#233; no roteiro, ele &amp;#233; meio sem p&amp;#233; nem cabe&amp;#231;a... Tudo bem que a maioria dos filmes trashs s&amp;#227; assim, mas assista esse e entenda o que eu estou falando. &amp;quot;;)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;After Dark Horrorfest:&lt;/strong&gt; Para quem nunca ouviu falar, &amp;#233; um festival anual de terror e consiste na exibi&amp;#231;&amp;#227;o de 8 filmes que v&amp;#227;o desde o thriller ao sobrenatural. Este evento &amp;#233; produzido pela empresa Dark Films e chama-se &amp;#8220;8 Films To Die For&amp;#8221;. Estes filmes foram exibidos entre os dias 9 e 18 de novembro de 2007 em 350 cinemas dos Estados Unidos&amp;#8230;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt; Seis velhos amigos se reencontram no funeral de um amigo em comum e logo come&amp;#231;am a se lembrar de coisas passadas. E &amp;#233; quando os restos mortais de uma crian&amp;#231;a esquecida h&amp;#225; 20 anos surge para assombrar suas vidas, e para continuar vivos &amp;#233; preciso lembrar de como essa crian&amp;#231;a morreu. [uau!]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screens:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/bscap0000-1.jpg" target="_blank"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/bscap0003-1.jpg" target="_blank"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/bscap0002-1.jpg" target="_blank"&gt;03&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/bscap0001.jpg" target="_blank"&gt;04&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0470993/" target="_blank"&gt;IMDb&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6K2ReQ-0CQA" target="_blank"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/111251019/CrazyEights.rar.html" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-8185350868276852763?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/8185350868276852763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=8185350868276852763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8185350868276852763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/8185350868276852763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/lembrana-macabra-crazy-eights-2006.html' title='Lembrança Macabra / Crazy Eights (2006)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/victorclemente/SBphGzXh3fI/AAAAAAAAAxU/QYb2UDYRk5w/s72-c/lembranamacabra_thumb1.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-1072547328143973288</id><published>2008-05-01T21:25:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:26:39.986-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Trash'/><title type='text'>Fome Animal / Braindead (1992)</title><content type='html'>&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/braindead-dvd-cover.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 10px; width: 200px; cursor: hand" alt="" src="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/braindead-dvd-cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/braindead-dvd-cover.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Esse filme foi, definitivamente, um marco na carreira do diretor Peter Jackson. Visto que ele tentou unir tudo que fora visto em filmes de horror expl&amp;#237;cito at&amp;#233; ent&amp;#227;o. E conseguiu! &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;N&amp;#227;o custa falar que este filme est&amp;#225; recheado de todo tipo de imund&amp;#237;ce, ou seja, se voc&amp;#234; tem est&amp;#244;mago fraco, pense bem antes de assist&amp;#237;-lo.&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;Para se ter uma id&amp;#233;ia da nojeira, na Su&amp;#233;cia quando esse filme era locado o cliente recebia um lindo e exclusivo... SACO DE V&amp;#212;MITO! [yey!]&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;Mas como j&amp;#225; diria o Capit&amp;#227;o Nascimento: &amp;quot;t&amp;#225; com nojinho zero dois?!&amp;quot;, encare seus limites estomacais com essa obra trash e ter&amp;#225; divers&amp;#227;o garantida! &amp;quot;;)&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/fomeposter.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; A m&amp;#227;e de um rapaz muito t&amp;#237;mido &amp;#233; mordida por um macaco-rato de Sumatra, fica doente e morre, mas retorna como um zumbi matando e comendo animais e pessoas. O filho tenta esconder o fato, principalmente da mo&amp;#231;a por quem est&amp;#225; apaixonado, mas a peste se alastra rapidamente e ele v&amp;#234; sua casa ser invadida por uma legi&amp;#227;o de mortos-vivos.&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Screenshots:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080327112007.jpg"&gt;01&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080327112022.jpg"&gt;02&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/snapshot20080327112036.jpg"&gt;03&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha T&amp;#233;cnica:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://imdb.com/title/tt0103873/"&gt;IMDB&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hm6Ys9XPdSs"&gt;Youtube&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrent e Legenda:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://rapidshare.com/files/102774299/Braindead.rar.html"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-1072547328143973288?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/1072547328143973288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=1072547328143973288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1072547328143973288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/1072547328143973288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/fome-animal-braindead-1992.html' title='Fome Animal / Braindead (1992)'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i10.photobucket.com/albums/a141/dielezreh/Screens/th_braindead-dvd-cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2580334645493114498.post-7869254921418278476</id><published>2008-05-01T21:11:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T21:23:26.017-03:00</updated><title type='text'>Que rufem os tambores!</title><content type='html'>Pra começo de conversa, eu estava com um outro blog, o "Central Trash", mas o companheiro de postagem[que começou com o blog] surtou e o apagou sem nem ao menos vir conversar comigo antes. Fiquei bastante chateado pela desconsideração mas, ao invés de ficar lamentando o que já fora deletado, resolvi dar a cara à tapa e criar um blog onde eu possuísse controle total[pra evitar esse tipo de insanidade].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o objetivo deste blog não foi exatamente definido no momento em que a luz guiou meu mouse para criá-lo. Entretanto, eu irei postar tudo que eu julgue interessante e que valha a pena ser exposto: filmes, músicas, dicas de livros, fofocagem alheia, petições de &lt;em&gt;"fodam-se todos"&lt;/em&gt; e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vindo eu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2580334645493114498-7869254921418278476?l=dielezreh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dielezreh.blogspot.com/feeds/7869254921418278476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2580334645493114498&amp;postID=7869254921418278476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7869254921418278476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2580334645493114498/posts/default/7869254921418278476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dielezreh.blogspot.com/2008/05/pra-comeo-de-conversa-eu-estava-com-um.html' title='Que rufem os tambores!'/><author><name>Dielezreh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08339455485010845354</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-bWumwaY5f-I/TquqIeAHOVI/AAAAAAAABdQ/5NOTfHdfP4A/s220/file783.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
